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Não tem mais pobre andando de avião...Aliás, já teve?

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Uma das piadas mais contadas pelo governismo esquerdista é que graças ao partido "agora tinha pobre andando de avião... ". É claro que isso é uma mentira, uma vez que "a nova classe média" petista ganha entre um salário-mínimo e um salário e meio, mas para todos os fins retóricos vamos tomar isso como verdadeiro, e que a "patuléia" que vivia a margem da miséria passou a ir visitar Paris pra papear com Chico Buarque.
O Antagonista divulgou um dado incômodo para o governismo... Na atual crise, quem mais está pagando o pato é justamente a "nova classe média" petista, onde a renda caiu 10 vezes mais do que a renda das demais camadas sociais. Ou seja, se tinha favelado visitando Chico Buarque em Paris, não tem mais.
Aviso aos leitores: esta postagem é a última do Minuto Produtivo na plataforma Blogger. Novos textos voltarão a ser escritos após a inauguração do novo site. Aguarde e esteja a par das novidades em nossa página do Facebook.

ENEM 2015 e o orgasmo da esquerda festiva

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Olá, amigos do MP. Aqui quem vos escreve é Vinicius Littig — lembram-se de mim? Apareço aqui raramente para fazer uma espécie de descarrego mental sobre temas de nosso cotidiano. E qual tema mais popular nesse final de semana do que o famoso Exame Nacional do Ensino Médio? Não é novidade para as pessoas daqui que o ENEM é uma prova que demonstra o nível de doutrinação ideológica no ensino brasileiro. Basta correr pela internet nas questões das últimas provas para perceber o quanto que as questões de ciências humanas e a própria redação em si cobram uma certa "imbecilização" do estudante para que ele, a fim de acertar a questão e garantir seus pontos, vista-se de opiniões mastigadas e cuspidas por professores de esquerda. Não é mais uma questão de ter ou não opinião própria, é questão de concordar, por bem ou por mal, com os posicionamentos ideológicos acerca de temas como feminismo, ambientalismo, militâncias como o MST...E por aí a banda toca.
Até o final deste artigo, pro…

O STF é um poder moderador limitado e comprometido

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Qualquer pessoa minimamente estudada que tenha lido um ou dois bons livros de história do Brasil, sabe que no período monárquico nosso parlamentarismo - demasiado elitista - tinha apenas um seguro contra rupturas institucionais: o poder moderador. O quarto poder que Dom Pedro II detinha em junção com parte do executivo faziam-no a personificação do pensamento "saquarema" (Partido Conservador), unionista e centrado na figura do Imperador tal qual um típico Tory britânico do período anterior à revolução gloriosa. Tão verdade é que, somente após o gabinete liberal de José Antonio Saraiva (1881), quando se passa a lei Saraiva criando o "distritão" parlamentarista, que o poder moderador começa a se atacado. É verdade também que os liberais, com grande número de republicanos nas suas fileiras, tornaram-se mais radicais após a Guerra do Paraguai.  O "distritão" da época transformou as províncias em distritos, o que empoderou em demasia as oligarquias locais que…

Não, Juan Arias. Dilma não se transformou

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Hoje, uma coluna escrita por Juan Arias e publicada no El País me chamou a atenção, sobre uma possível "transformação" no estilo de governar de Dilma Rousseff, cujo início de segundo mandato está sendo marcado com a pior crise econômica da história do Plano Real, índices de popularidade baixíssimos e um quase isolamento em relação à base aliada. No texto, Arias comenta sobre a decisão de Dilma em manter Joaquim Levy, atual (ou seria quase ex?) Ministro da Fazenda e que tem a difícil missão de se livrar da "herança maldita" que a presidente entregou para si própria ao ser reeleita no ano passado. Alguns trechos em particular irei transcrevê-los (em azul), e os responderei em seguida:
"Pode também ter sido a confissão de uma inesperada transformação.O certo é que, acossada por todos os lados, com uma popularidade pífia, falou claramente, sem rodeios, algo que não costuma ser seu forte. “Quando digo não, não há outra opção, é não e acabou”, disse aos jornalistas …

Em nome da causa vale absolutamente tudo

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Não é a primeira vez que abordo a questão dos "urubólogos do bem", que são, basicamente, aqueles pretensos defensores de minorias (ou de "oprimidos") que, na verdade, preferem a ocorrência de mais situações que permitam a vitimização desses grupos justamente para atacar a "direita conservadora", os "fundamentalistas", os "fanáticos religiosos" ou qualquer outro espantalho que não defenda o que eles defendem. Neste blog, por exemplo, falei duas vezes sobre o assunto (ver aqui e aqui), e no espaço deste na plataforma Medium discorri outras duas vezes (ver aqui e aqui). Enfim, a última coisa que essas pessoas querem é que as "carniças" deixem de existir, pois então eles se tornariam completamente inúteis na política ou na opinião pública brasileira.

Dando-se tempo ao tempo: cadê as vantagens do porto de Mariel?

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Lembro-me disso como se fosse ontem, ou, no máximo anteontem: em um país cujo transporte portuário possui deficiências crônicas, seja em atender a demanda, seja na infraestrutura de acesso, o mais razoável seria utilizar seu banco de desenvolvimento para investir na modernização de seus próprios portos antes de fazer isso em outros países (se bem que, sendo sincero, não seria melhor que o BNDES deixasse de existir, principalmente se levarmos em conta as políticas recentemente adotadas no âmbito interno). Não foi o caso do Brasil, que utilizou o banco para emprestar US$ 802 milhões para a reforma de um porto...Só que em Cuba.

A obra, a cargo da empreiteira Odebrecht, causou polêmica em nosso país, uma reação da oposição (ainda que em modo business as usual, ou seja, uma tímida reação) e uma defesa enfática de meios de comunicação da esquerda (ver um exemplo aqui), além da FIESP (ver aqui), uma das principais representantes do governismo no meio empresarial. O restabelecimento das rela…

Desenvolvimentistas, uma vez mais, câmbio desvalorizado não desenvolve país!

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Eu já havia falado em outra postagem que moeda fraca não é garantia de desenvolvimento como dizem os desenvolvimentistas, mas ao que parece eles não se convencem. Não faltam os que vibram com a derrocada do real frente ao dólar pois supostamente fariam nossos produtos muito atrativos e seriam a chave do desenvolvimento econômico do Brasil. Eu só tenho uma má notícia. Como a China, nossa maior parceira comercial está indo a largos passos "pras cucuias", pode esquecer o show de exportações. Os benefícios das desvalorizações cambiais são apenas episódicas e insuficientes, e, para piorar, quando associada ao dirigismo econômico, a chance maior é a de se criar uma enorme inflação de custos dirigida por cartéis. E, bem, é basicamente um cenário que já aconteceu em vários países.
Se fosse por inflação e desvalorização do câmbio que um país crescesse, o Brasil mesmo deveria ser potência! Basta pensar que até Bretton Woods, o padrão-ouro era a norma e o Brasil não tinha um verdadeiro…