O veículo anti-protesto e a choradeira dos "revolucionários"


 
A charge do Amarildo (logo acima), publicada na edição de ontem do Jornal A Gazeta satiriza de forma bem humorada a abertura de licitação para a compra de um veículo (de até R$960 mil) que será usado para dispersar manifestações violentas (os detalhes do veículo estão na primeira imagem, mais acima), e diga-se de passagem, é uma sátira muito bem feita por sinal, visto que como se fosse pouco os gargalos já naturais das nossas ruas e avenidas temos várias obras que não parecem que vão terminar tão cedo. Mas o meu objetivo não é comentar sobre a charge em si, e sim sobre o choro e ranger de dentes de alguns "revolucionários" ou defensores dos mesmos sobre essa abertura de licitação feita pelo nosso Estado.

Uma das críticas foi pelo fato de que o governo prefere gastar nisso ao invés de gastar em outras áreas, como saúde e educação por exemplo. De fato, a crítica parece louvável até, afinal nossa saúde pública tá longe de ser um primor e nossa educação (apesar de ter melhorado um pouco). Mas vale lembrar que cada área já tem um orçamento previsto e que se isso já estava previsto no orçamento da segurança pública, não dá para ver motivo para críticas em relação a essa futura aquisição para a nossa Polícia Militar. Afinal, ela precisa dos melhores equipamentos(tecnológico, material e humano) para poder combater o crime, seja na forma que conhecemos diariamente, seja disfarçado em forma de "protesto".

Até esse ponto, tudo bem. Mas algumas pessoas foram além. Tentaram nas redes sociais, de todas as formas, insinuar que os protestos feitos pelos estudantes (inclusive os deste ano) não podem ser considerados "manifestações violentas". Na boa, gostaria saber se eles estavam sendo irônicos ou estavam (e estão) querendo subestimar a inteligência alheia. Se tacar pedras na polícia mesmo com veículos e população passando logo atrás, invadir o Centro de Convenções de Vitória durante um evento (cancelando o mesmo) com direito a revirar objetos, fazer o mesmo no Setpes (e ainda posando de "Anonymous", a meu ver, uma ideia muito boa que infelizmente tá caminhando para virar modinha) e até queimar um ônibus sem ao menos esperar o motorista, o cobrador e os passageiros saírem do veículo não podem ser considerados atos violentos, não sei (e com sinceridade não faço a menor questão de saber) a definição dessas pessoas sobre isso. Parece idiota (e na verdade é idiota) a pergunta que farei agora, mas será que alguns desses "revolucionários" de plantão e seus "adevogados"(sim, o "e" foi proposital) se sentiriam mais honrados em ver alguém morto em função de suas ações e pra variar, tentando jogar a culpa de tudo no "tirânico" e "perverso" governador Renato Casagrande?

Antes que alguém mais exaltado venha dizer que sou um "alienado pela mídia", "pelego do Big House" ou coisas do tipo (aliás, pra mim isso é demonstração de que a argumentação do cidadão é muito fraca, essas e outras coisas cheguei a detalhar no mural do meu perfil pessoal no Facebook) cabe lembrar que a postura que o governo teve (e tem) com relação a essa questão não é nada positiva. Pelo menos demonstrasse de fato vontade de negociar e até quem sabe atender alguma das reivindicações dos manifestantes para provar a sociedade que tem boa vontade para resolver determinadas questões. Mas de qualquer forma, a postura mostrada pelo movimento contra o aumento das passagens tanto no ano passado como neste ano mostra que em termos de boa vontade e de inteligência, eles no máximo são iguais ao nosso Governo do Estado. No final, como disse no meu perfil pessoal do Twitter, ambos se merecem.

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