Lagarde, do FMI, critica gregos, mas não paga impostos


A diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde, pediu aos gregos que parem de tentar evitar os impostos. Mas a própria diretora não paga as taxas. E, no caso dela, o não-pagamento não é ilegal, segundo o jornal The Guardian. 

O artigo 34 da convenção de Viena determina que um agente diplomático deve ser isento de todas as taxas, sejam elas nacionais, regionais ou municipais. Quase todos os funcionários das Nações Unidas desfrutam do mesmo direito de Lagarde, por exemplo.

O salário anual de Lagarde é de 467.940 dólares . Além desse valor, ela recebe um auxílio anual de 83.760 dólares. E nenhum desses valores está sujeito a impostos, segundo a reportagem. O salário e o pacote de benefícios de Lagarde supera os benefícios que Barack Obama recebe do governo norte-americano – e Obama está sujeito a impostos.

Por muitos anos, críticos reclamaram que os funcionários do FMI, do Banco Mundial e das Nações Unidas vivem bem às custas dos contribuintes internacionais.

Lagarde assumiu o cargo no FMI após os escândalos envolvendo o então diretor Dominique Strauss-Kahn.

Fonte: Exame

NOTA: Pois é, uma "arauta da austeridade" não pagando impostos e querendo dar lição de moral (tudo bem, tais medidas de controle fiscal são necessárias até) aos gregos...Chega a ser cômico isso. Mas se for considerar algumas situações que ocorrem aqui no Brasil nem é tão surpreendente. Aqui fazem cortes bilionários no orçamento (inclusive em áreas importantes como saúde e educação), mas aumentam os salários dos deputados. Bem que Lagarde poderia largar um pouco de lado essa hipocrisia e seguir o exemplo de seu compatriota e atual presidente da França, François Hollande, que reduziu em 30% o seu próprio salário.

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