Mais um capítulo da tragédia (política) grega - Ou seria europeia?


Pelo jeito, se depender da situação política na Grécia, a crise econômica de lá (e quase certamente da zona do euro) está bem longe de ter um fim. Hoje o G1 publicou uma matéria falando sobre a fracassada tentativa de se formar um governo de coalizão após as eleições que tiraram da Nova Democracia e do Pasok, que foram aliados na última coligação formada em novembro passado, as condições de governabilidade.

O fato é que essa situação, junto com a instabilidade criada pela eleição de François Hollande lá na terra dos perfumes e da gastronomia refinada(apesar de que vejo um certo exagero no medo criado em relação a ele só por ser socialista e não ser alinhado com as políticas fiscais linha-dura implantadas pela Angela Merkel), pode tornar a crise da zona do euro mais(entenda-se por muito mais) longe do final que todos imaginavam. Pior, a "segunda perna" da crise em W tanto falada em 2009 e 2010 pode ser muito mais longa que a primeira, que convenhamos, nos deixou com uma (falsa) esperança de que isso seria "só uma marolinha".

Outro fato que se pode tirar de toda essa cortina de fumaça que se criou após que a ficha do velho continente caiu sobre essa crise é que fica cada vez mais evidente que a Grécia só falta um "atestado de pobreza" pra dizer que faliu (só Angela Merkel e o derrotado Sarkozy que não enxergam isso), que Portugal e Espanha são os próximos da lista (sendo que a chanceler alemã não quer nem pensar na hipótese da falência desse último país, por ser uma economia muito maior que as duas últimas) e que a questão não é saber se o Euro fracassará ou não, e sim saber em que tempo e como será o seu fim. E ao que tudo indica, nós, emergentes, continuaremos puxando o bonde da economia mundial.

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