Em um ano, capixabas ficam 22 dias no trânsito, diz estudo da Findes


Vinte e dois dias, é o tempo que os capixabas perdem no trânsito da Grande Vitória durante um ano, de acordo com um estudo da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes). Segundo o levantamento, em média, as pessoas que saem para trabalhar pela manhã e voltam à noite para casa ficam, aproximadamente, 1h30 no trânsito. "É muito tempo e esse tempo é precioso", afirmou uma passageira.

Exemplo dessa perda de tempo dentro dos coletivos é funcionário público Luiz Gonzaga. Ele trabalha no Centro de Vitória e mora no bairro Nova Carapina, na Serra, na região Metropolitana. Ele passa todos os dias duas horas dentro de ônibus apenas na volta para casa. "Esse tempo eu gasto quando o coletivo não atrasa ou não está chovendo. Quando chove, as vezes, demoro 4h para chegar", disse Gonzaga.

Às 19h10, o funcionário público embarca em um ônibus no Centro da capital do estado, depois de 1h10, ele chega ao terminal de ônibus de Laranjeiras, na Serra.

No terminal, Luiz Gonzaga entra em um ônibus lotado com destino ao bairro Nova Carapina. "É sempre lotado assim", afirmou o funcionário público. Depois de mais 1h de viagem, Gonzaga chega em casa. "Se nós tivéssemos esse tempo livre, poderíamos aproveitá-lo de outra forma, com a família, por exemplo", argumentou o funcionário público.

Fonte: G1

NOTA: O fato é que essa questão da mobilidade urbana em se tratando de Grande Vitória é um problema muito mais difícil de equacionar do que tanto o governo como os movimentos que defendem melhorias no transporte público pensam. Sem pensar muito, cito várias medidas que teriam de ser tomadas para otimizar o trânsito em nossa região metropolitana: 1 - Criar uma rede de vias expressas para interligar os pontos mais importantes da GV; 2 - Implantar o aquaviário, o BRT e uma rede de metrô(estou falando de metrô convencional, não da proposta escalafobética do João Coser), de forma que ambos estejam integrados entre si e com os terminais do Sistema Transcol; 3 - Criar uma rede cicloviária, ainda que seja apenas para interligar meramente os pontos mais importantes de nossa região; 4 - Implantar mais duas pontes para interligar Cariacica e Vila Velha à Vitória; 5 - Duplicar as rodovias José Sette e a Serafim Derenzi, e implantar contornos ou túneis se possível para evitar a passagem por dentro de bairros populosos; 6 - Implantar pedágios (automáticos) no Centro de Vitória, Glória até o cruzamento da Av. Champagnat com a Gil Veloso(Vila Velha), Campo Grande(Cariacica) e Laranjeiras(Serra) para desestimular o uso do carro); 7 - Talvez a medida principal: implantar o "bilhete único" para o uso da nova rede integrada de transporte público que se formaria a partir da medida 2. A pessoa pagaria um determinado valor a cada mês e poderia usufruir do sistema o quanto quisesse. A meia para os estudantes e o passe livre como conhecemos seriam mantidos. Só que para que essas medidas sejam tomadas, é necessário um regime especial de condução das mesmas de forma que o processo de implantação e operação ocorra com o mínimo de interrupção possível. Esse regime especial incluiria desde um método simplificado e rápido desde a fase de licitação até o licenciamento ambiental, passando pelas eventuais desapropriações. E claro, para evitarmos o pior, tais medidas deveriam ser tomadas com o máximo de urgência.

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