Polícia interdita bares da Praia do Canto por causa de som alto


Uma operação da Polícia Civil, realizada a pedido do Ministério Público Estadual, interditou na madrugada deste sábado (16) estabelecimentos em dois bairros de Vitória. Na Praia do Canto, a boate Casa Clube e o bar Balístico tiveram que parar com a música por não respeitarem a uma notificação da Prefeitura de Vitória. Eles estavam proibidos de funcionar com som alto após às 23 horas. No bairro Bonfim, um ensaio de Festa Junina teve de ser encerrado pelo mesmo motivo.

De acordo com a Polícia Civil, os proprietários dos estabelecimentos foram encaminhados à delegacia onde prestaram esclarecimento. Em seguida, eles foram liberados. 

Após receber denúncias de moradores da região, o Ministério Público acionou a polícia para verificar nos estabelecimentos da Praia do Canto o volume do som que estava sendo tocado. Após verificação, foi constatado que, além do limite ter sido ultrapassado, tanto a Casa Clube quanto o bar Balístico não estavam respeitando a notificação da Prefeitura de Vitória que proíbe som alto no estabelecimentos.

A operação foi comandada pela Delegacia de Costumes e Diversões (Decodi). De acordo com a delegada, Gracimeri Gaviorno, várias denúncias chegaram até a polícia. "Os bares foram interditados porque estavam descumprindo uma determinação da prefeitura. Além disso, recebemos reclamações de moradores que apresentavam até laudos médicos informando problemas de saúde em decorrência do barulho", explica a delegada.

Ainda de acordo com a delegada, os bares da Praia do Canto puderam continuar funcionando, mas sem música. "Essa região do triângulo é complicada. Nós já fizemos várias operações. Conseguimos resolver o problema dos carros de som, que foram multados e hoje não aparecem mais. Agora, os estabelecimentos comerciais devem fazer reforço acústico e se regularizarem com a prefeitura para voltar a funcionar com som", diz a delegada.

Sobre a Praia do Canto, Gracimeri Gaviorno ressalta que os proprietários das duas casas notificadas estavam cientes dos problemas e, mesmo assim, não tomaram medidas para se regularizar.

Já no Bairro Bonfim, a operação aconteceu devido ao ensaio de uma festa junina realizado na rua, após às 23 horas, e sem autorização da prefeitura. Lá, até os equipamentos de som foram recolhidos. A polícia também verificou a presença de cadeiras em locais que impediam o trânsito dos moradores.

O proprietário do bar Balístico não quis falar sobre o assunto. A Casa Clube, por meio de nota, lamentou que tenha ocorrido a interdição do estabelecimento, não só pelo prejuízo financeiro causado, mas principalmente pela frustração causada aos clientes presentes que tiveram a diversão interrompida. Disse ainda que os proprietários contrataram um perito para realizar um estudo, em conjunto com a prefeitura, para identificar soluções definitivas.

Destaca também que só será possível a conclusão do estudo com a manutenção dos estabelecimentos abertos, de forma que o resultado das medições representem a realidade e permita as correções definitivas.

Sindbares

O presidente do Sindicato de Bares, Restaurantes e Similares do Estado (Sindbares), Wilson Calil, condenou a ação da polícia na Praia do Canto. "Foi um ato descabido, um absurdo. Os policiais invadiram esses estabelecimentos de forma arbitrária e prenderam os comerciantes. Agora, os empresários do setor estão sendo tratados como bandidos", reclama.


NOTA: Bem, minha intenção não é polemizar e não tenho absolutamente nada contra quem quer curtir a noite nos badalados bares e boates da capital capixaba. Mas convenhamos, com o tempo de funcionamento que eles tem, será que não tiveram tempo suficiente para implementar um sistema de isolamento acústico que garanta seu funcionamento sem perturbar o sossego e a tranquilidade dos moradores da região? Afinal, o direito à diversão das pessoas não deve atrapalhar o direito à tranquilidade de quem vive por lá, que por sinal deve está lá há mais tempo em relação aos estabelecimentos instalados. Mas nem critico tanto os proprietários de tais casas noturnas. Se a prefeitura não pecasse tanto no planejamento urbano e definisse melhor os lugares onde cada estabelecimento estivesse instalado, tais situações não ocorreriam. Simples assim.

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