Haddad defende gestão no MEC e pede "cheque gordo" de Dilma a SP



Candidato do PT à prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, falou sobre situação peculiar no horário eleitoral gratuito desta quarta-feira. Mais cedo, o programa do adversário José Serra, do PSDB, chamou Haddad de "pior ministro de educação da história", afirmação oposta ao do programa petista, que usou o termo "melhor ministro de educação da história". Na tarde desta quarta, o candidato do PT defendeu sua gestão no MEC com a citação de dados, sobretudo o crescimento do acesso às universidades.

"Recebi hoje um manifesto de reitores dizendo que sou o que minha propaganda diz. (...) Um relatório do Banco Mundial diz que o Brasil é o País que mais avançou em aumento de escolaridade e que superou o líder, que era a China. Há um estudo de Harvard dizendo que o Brasil é um dos três países que mais avançou em qualidade da educação. Saiu ontem (terça) o censo da educação superior ontem dando conta de que atingimos 6,7 milhões de matrículas. Veja a expansão do acesso à universidade, sobretudo na camada mais pobre que nem sonhava com isso", analisou o ex-ministro - entre julho de 2005 e janeiro de 2012.

Em rápida visita ao sindicato dos engenheiros do estado de São Paulo, Haddad discursou ao lado do vereador Netinho de Paula, do PCdoB. "O negro, com pele preta, está hoje na universidade como nunca esteve. Passei cinco anos na minha graduação sem conviver com o povo negro de São Paulo. Fiz mestrado e doutorado sem o povo negro de São Paulo. Hoje, a universidade é mais plural. Essa gente sabe o esforço que o governo Lula fez para permitir isso".

Haddad ainda abordou o relacionamento com a presidente Dilma Rousseff para criticar o atual prefeito Gilberto Kassab, do PSD, e fez pedido curioso. "Não podemos mais admitir divórcio entre o governo federal e municipal. Isso está insustentável. O morador de São Paulo identifica deficiência na forma de administração e temos a experiência no plano federal, com Lula e Dilma", analisou. "Espero um cheque gordo. A cidade está precisando. São Paulo é um assunto nacional e tenho certeza que nunca irá faltar apoio nacional, como nunca faltou". [...]

Fonte: Terra

NOTA: Não sei quanto ao que o Haddad citou, mas a realidade sobre a educação brasileira, especialmente no que se refere aos ensinos médio e superior não parece ser tão doce assim. Nos dois últimos anos da era Haddad o Ideb do ensino médio sofreu praticamente uma estagnação, sendo que em nove estados ele piorou. Quanto ao fato das universidades terem ficado mais "acessíveis" isso é fato, reconheço, tanto pela expansão de puxadinhos destas como dos institutos federais como pela implantação das cotas, cuja opinião sobre o assunto já deixei bem claro, assim como é fato de que aumentou o número de analfabetos funcionais no ensino superior nos últimos dez anos. Resumindo: quantidade não é qualidade.

Sobre um possível "cheque gordo" de Dilma para SP, tenho medo disso se ele for igual ao apoio que o governo federal deu à administração de João Coser em Vitória. As obras do puxadinho ponto de ônibus voador aeroporto de Vitória não me deixam mentir.

P.S.: Não Haddad, não sabia que negro tinha pele branca. Muito obrigado pela informação...

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