Brasil e sua demonstração clara de "primo pobre" dos BRICS. Ou: o fim do "efeito Viagra" na economia


Boa noite pessoal. Hoje o Minuto Produtivo comenta sobre um assunto recorrente no segundo semestre deste ano que voltou à tona nos últimos dias: o mau desempenho da economia brasileira nos dois últimos anos. A primeira matéria, mostrada ontem pelo Estadão, mostra que no biênio 2011-12 o Brasil terá um crescimento médio da ordem de 2,1%, a segunda pior média de crescimento na história recente de nosso país, perdendo apenas para Collor. Já a segunda matéria, da revista Exame, na qual de acordo com a OCDE o Brasil será o país de menor crescimento dentre a panelinha o grupo dos BRICS, com previsão de valor máximo de 1,5%.

Pois bem, os motivos para esse número tão fraco quanto ao crescimento da economia brasileira não é novo (na verdade, beiram a obviedade e foram mais uma vez explicitados tanto na matéria do Estadão como num post deste blog do dia 26/07): as políticas governamentais para a expansão da economia, que em princípio, visam o aumento do consumo como motor do crescimento. Também não é novidade (qualquer coisa confira o último link) que uma solução para pararmos de ciscar em momentos de crise passa por uma política de crescimento que priorize investimentos (a meu ver, em quatro áreas que considero essenciais para o desenvolvimento de qualquer país: educação, infraestrutura, saúde e segurança). A questão é que muitos desses investimentos não ocorrem na intensidade necessária ou possuem um direcionamento errado ou ainda estão sendo feitos "too late" (Alguém se lembra daquela música do One Repúblic?). Lembrando que nem a proximidade de grandes eventos como a Copa do Mundo daqui a praticamente um ano e meio e as Olimpíadas dois anos mais tarde em relação ao Mundial da FIFA parece ter mudado esse cenário, pelo menos em dar mais celeridade aos empreendimentos existentes por aqui.

Enfim, cada vez mais fica evidente que políticas como a redução do IPI para automóveis mais serviram para engordar os cofres das empresas beneficiadas do setor do que de fato estimular o crescimento da economia, que diga-se de passagem será menor em relação ao ano passado, quando tais medidas nem iniciaram ou estavam começando ainda. Mas claro, abrir mão de R$ 3 bi para um reajuste salarial para os professores federais, por exemplo, é muito...

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