Mais sobre as novelas de duplicação da BR 101 e ampliação do aeroporto de Vitória.


Confira a matéria do Jornal A Gazeta de 21/11: Obra no Aeroporto é liberada. Já a duplicação da BR 101...



A falta de qualidade na infraestrutura brasileira é um gargalo no crescimento do país. O Brasil, que exporta principalmente commodities, não possui um número expressivo de ferrovias (importantíssimas para escoamento de produção), possuem portos ineficientes e o modal rodoviário, principal meio de locomoção e escoamento no país, é precário. Aeroportos aqui são sinônimo de má qualidade, também.

No Espírito Santo, a situação é péssima. As principais vias federais que cruzam o estado (BR 101, BR 262), são de décadas atrás e, hoje, não suportam o fluxo de veículos e ainda contribuem em grande parte para as mortes no transito que acontecem no estado. Lula e Dilma, prometeram medidas emergenciais para o problema rodoviário, com a concessão (a fim de duplicar a rodovia) da 101 e a duplicação de parte da 262 (via PAC) para futura concessão. O que atrapalha é a burocracia. Demora para fazer projeto, abrir edital, para leiloar e o leilão ainda é contestado e têm de ser resolvido no judiciário. Mais demora.

Utilizar aeronaves seria uma forma de se evitar as rodovias, mas o aeroporto de Vitória também tem sua novela particular. Há tempos não suporta o que deveria suportar e sabe-se lá quando vai ter qualidade.  O aeroporto de Vitória é uma vergonha em relação aos principais aeroportos dos estados vizinhos aqui no sudeste, e sofre atrasos novamente por problemas federais. Ainda há a necessidade de um porto de águas profundas e da construção de uma nova ferrovia, mas isso também vai demorar.

O governo federal, com essa sequência de erros de investimentos no Espírito Santo, deixa o estado em situação desconfortável. Aqui há um crescimento maior que os outros estados do Sudeste, o estado necessita de infraestrutura para este crescimento e o país não a oferece de forma eficaz. Isso sem citar a questão dos royalties e a questão de perdas no ICMS de importados. 

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