Obama ganhou: o mundo agradece por isso. Ou: Clint Eastwood, a cadeira continuará ocupada pelos próximos quatro anos


Bom dia pessoal. O post de hoje sobre o resultado das Eleições Presidenciais dos EUA ocorridas ontem, que deram a vitória a Barack Obama, que poderá governar o país por mais quatro anos. Desde já, digo, sem medo de errar e de assumir meu erro no futuro, que isso foi um alívio tanto lá como para o mundo inteiro, principalmente.

Tudo bem que alguns vão dizer: Ah, o Obama não foi lá essas coisas como presidente, a crise econômica ainda continua, a situação dos norte-americanos ainda não é boa, blá, blá, blá...Ok, concordo com todas as afirmações, e de fato o primeiro presidente negro dos EUA passou longe de ser a Coca-Cola que prometeu quando eleito pela primeira vez em 2008. Mas vale lembrar que o democrata recebeu uma das piores heranças desde a Grande Depressão dos anos 30: uma violenta crise econômica que foi letargicamente combatida por George W. Bush quando ficou escancarada em seu último ano de governo (e que acabou se alastrando pelo mundo, com efeitos até hoje), quase levando a maior economia do planeta à bancarrota (o "Efeito Lula" a meu ver é fichinha perto disso) e duas guerras longas, extremamente caras e com eficácia no mínimo duvidosa (no caso iraquiano foi ineficaz mesmo, do início ao fim, com direito a um "pós-guerra" mais violento que a guerra em si), sem contar os abusos ocorridos nesses dois conflitos. Lembrando que isso ajudou a, de um certo modo, sangrar a economia norte-americana a longo prazo.

Como dito antes, apesar de Obama ter passado em muitos casos bem longe de cumprir suas promessas de sua primeira campanha, houve sim avanços por lá. Os abusos citados no parágrafo anterior, apesar de não terem cessado, diminuíram consideravelmente. Ao menos a estrutura legal que justificasse isso sofreu um "desmonte" nos últimos quatro anos. Além disso, foi na gestão Obama em que foram tomadas, de fato, medidas enérgicas para salvar a economia norte-americana de um desastre. Bilhões de dólares foram injetados no sistema bancário e na indústria automobilística, salvando empregos, a gigante GM, que beirou à falência em 2008 (o que provocaria um efeito dominó num setor símbolo do poder econômico dos EUA) dá sinais de recuperação, sem contar a reforma na saúde, que incluiu milhões de norte-americanos antes sem assistência (lembrando que lá antes disso nem "SUS" tinha).

Além disso, Romney, apesar de ser da "ala moderada" do Partido Republicano, mostrou em não raros momentos pouca ou nenhuma firmeza em suas posições (. O caso da "supertempestade" Sandy (explico o porque dessas aspas neste post) na qual o ex-governador de Massachusetts se dizia contra a um centro nacional de prevenção de desastres foi apenas um dos tropeços. E talvez o fatal, ainda mais que o fenômeno da natureza ocorreu a poucos dias do pleito.

Creio que alguém possa perguntar "Tá, mas o que isso tem a ver com o Brasil ou os brasileiros?". De alguma forma a manutenção de Obama significa uma política externa menos altiva e mais disposta ao diálogo (bem diferente da Era Bush). Além disso foi no governo Obama que se começou a discutir o fim do visto para brasileiros. Tudo bem que os norte-americanos precisam de muito dinheiro para continuarem aquecendo a economia (principalmente pelo turismo) e isso acabou levando a tal medida, mas de qualquer forma tal medida, se implantada, pode ser considerada um avanço.


Enfim, parabéns ao Obama pela vitória. E caro Clint Eastwood, sim, esta cadeira continuará ocupada. Pelos próximos quatro anos. Recolha-se ao seu papel de participar de filmes de faroeste.

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