Recuperação dos EUA é lenta, diz Bernanke



O mercado de trabalho continua longe de estar saudável, disse o presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, em discurso nesta terça-feira para evento no Clube Econômico de Nova York, num sinal de que o banco central provavelmente ainda não está preparado para reduzir a escala dos seus programas de compra de ativos. Além disso, o presidente do Fed afirmou que o banco central quer estar seguro em relação à recuperação da economia antes de começar a remover os estímulos adotados até agora.

A taxa de desemprego vem caindo gradualmente nos Estados Unidos, mas continua bem acima do seu nível sustentável de longo prazo, disse Bernanke. "Ainda temos algum caminho pela frente antes que o mercado de trabalho possa ser chamado de saudável novamente", afirmou.

Na sua avaliação sobre a economia americana, ele reconheceu que o ritmo da recuperação tem sido mais lento do que o esperado e que a crise reduziu o crescimento potencial dos EUA. Bernanke afirmou que a taxa de desemprego, atualmente em 7,9%, pode estar de 2 a 2,5 pontos porcentuais acima do seu nível sustentável de longo prazo, mas acrescentou que a fraqueza no mercado de trabalho americano está mais relacionada à demanda, e que não é estrutural.

Ele também previu que a inflação continuará abaixo da meta de 2% por vários anos. "No geral, a inflação está sob controle, a expectativa é de estabilidade", afirmou. Bernanke disse ainda que o mercado imobiliário está se recuperando, mas ressalvou que as melhorias serão modestas e que alguns fatores ainda restringem a recuperação, incluindo a contínua fraqueza nos empréstimos bancários.

Sobre as perspectivas para a política monetária, Bernanke afirmou que "o Fed quer estar seguro de que a recuperação está estabelecida antes de começar a normalizar sua política". Ele explicou ainda que a promessa do Fed de manter os juros extremamente baixos até meados de 2015 não significa uma previsão pessimista. Para ele, a política monetária vem sendo capaz de anular os obstáculos à economia dos EUA.

Fonte: Exame

NOTA: Ao que tudo indica, cenário incerto para a economia mundial até 2015. Para o Brasil, espero que o Guido Mantega fique esperto para não errar novamente (para menos ainda) a previsão do PIB para os próximos anos.

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