Câmara discute aumento de R$ 1 para prefeito Juninho em Cariacica


A Câmara de Vereadores de Cariacica, na Grande Vitória, discute um aumento de R$ 1 para o prefeito eleito Juninho (PPS), seu vice Bruno Polez (PRB) e seus secretários, para o ano de 2013. A proposta será votada na sessão da próxima quarta-feira (19) na Casa. De acordo com Juninho, a intenção era não conceder nenhum aumento, mas a Câmara alegou que há uma lei orgânica que exige um projeto de reajuste a cada fim de gestão municipal.

"Por mim, o aumento não seria nem de 50 centavos. Todo trabalhador brasileiro merece ter o mesmo reajuste, mas como é preciso ter um, pedi para, no máximo, não ultrapassarem a inflação. Vamos ver se acabamos até com essa lei orgânica para não ter aumento nenhum nos próximos anos", afirmou Juninho.
O presidente da Comissão de Finanças da Câmara, vereador Jolindo Borges (PV), explicou que o aumento é simbólico. "O aumento de 1 real é simbólico. Ouvimos o prefeito, que é contra o aumento", disse o vereador.

Mesmo sendo contra o aumento, Juninho confirmou que tem tido dificuldade para encontrar secretários técnicos para a sua equipe sem um salário maior, mas, mesmo assim, preferiu manter os vencimentos dos secretários em R$ 7,1 mil. O anúncio dos primeiros membros de seu secretariado deve ser feito nesta sexta-feira (14).

Aumento em Vitória

Em Vitória, a Câmara aprovou aumento de salários para o prefeito, vice-prefeito e secretários municipais, a partir de 2013, nesta terça-feira (11). O prefeito, que atualmente tem salário de R$ 14,7 mil, passa agora a receber R$ 18,4 mil, salário que será gozado pelo futuro prefeito Luciano Rezende (PPS). Os secretários, que atualmente recebem R$ 8,9 mil, passarão a receber R$ 12,2 mil. O vice-prefeito passa de R$ 12 mil para R$ 14,7 mil.

Fonte: G1

NOTA: Boa iniciativa do prefeito eleito Juninho, que ao menos mostrou certa coerência na questão do aumento de seu próprio salário e de sua equipe enquanto em muitos casos os demais servidores recebem reajustes salariais pífios (uma pena que a Câmara não tenha seguido esse exemplo). Quanto à Vitória, vejo tal medida como imprudente, tendo em vista que a capital capixaba perderá receita por conta do fim do FUNDAP e dos Royalties, algo que foi descrito no texto de Caio Gamberini e publicado por mim no dia seguinte ao resultado do segundo turno das eleições.

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