Especial: os projetos que poderiam mudar a cara do ES nos próximos anos

(Fonte da imagem: Governo do Estado do Espírito Santo)

Boa noite pessoal. Hoje utilizarei o Minuto Produtivo para seguir com sua série especial que falará de alguns projetos que poderiam mudar a cara do Espírito Santo, principalmente no que se refere ao desenvolvimento e à economia. Digo poderiam porque de certo podo alguns dos projetos, de certo modo, são inéditos ou caso não sejam, seriam viáveis somente em um momento posterior. Conforme explicado na página oficial do blog no Facebook, já temos alguns temas que seriam fortes candidatos a fazer parte desta série, mas nada impede que tais sejam modificados ou apresentados em uma outra abordagem. Também é perfeitamente possível que temas sugeridos pelos leitores do blog ligados ao assunto possam virar assunto desta série comemorativa de um ano do MP.

Os últimos dez anos no Espírito Santo e a necessidade de um novo ciclo de desenvolvimento

Nos últimos dez anos, o Espírito Santo experimentou uma fase de desenvolvimento e ganhamos uma projeção maior (e até certo ponto, melhor) no cenário político-econômico nacional. Em linhas gerais, o crescimento do PIB por aqui foi (e continua sendo) superior à média nacional, proporcionalmente conseguimos gerar mais empregos em relação à média nacional, houve uma redução das desigualdades sociais. Enfim, o nosso estado deu uma guinada que seria inimaginável há quinze anos por exemplo. Mas situações como o fim do FUNDAP e a recente perda de recursos dos royalties do petróleo recém-aprovada pelo Congresso a meu ver devem ser vistas como um sinal de que precisamos (e rápido) iniciar um novo ciclo de desenvolvimento para que continuemos avançando sem perder o que conquistamos nesta última década. E como qualquer pessoa que gosta (e muito) de pensar no que será o nosso estado daqui a uns dez, quinze, vinte (ou mais que isso) anos, pretendo apresentar (em alguns momentos com a ajuda de minha equipe e/ou dos leitores) alguns projetos, que se fossem levados adiante. Hoje vocês, leitores do MP, terão uma pequena amostra do que estará por vir nas próximas semanas:

1 - Aeroporto Internacional em Linhares: haveria a necessidade de termos um "Viracopos capixaba"?

(Fonte da imagem: Prefeitura de Linhares)
De um certo modo, Linhares não fugiu à regra capixaba nos últimos dez anos. Além de ser o maior produtor de mamão do Espírito Santo, experimentou uma diversificação da economia, que até os anos 90 era intimamente ligada ao setor primário. Tal diversificação, se deve de certo modo aos investimentos em infraestrutura feitos a partir dos recursos provenientes da exploração de petróleo e gás. Isso também explica o fato de que a cidade cresce acima das médias estadual e nacional populacionalmente, bem como a expansão do mercado imobiliário, antes voltado somente para a Região Metropolitana da Grande Vitória (RMGV). Hoje a cidade possui um hipermercado e já está sendo construído um shopping.

Mas talvez alguém diga neste momento "Ah, mas daí para transformar o aeroporto existente na cidade em um maior e ainda mais com capacidade para receber voos internacionais não é um pouco demais, não acha?". Vou até concordar se seu ponto de vista refere-se a algo daqui a cinco ou dez anos. Mas já adiantando o que está por vir na próxima semana, as condições geográficas do município (grande extensão territorial com uma parcela grande de áreas planas), o forte crescimento econômico e populacional, bem como o sufocamento da RMGV no quesito de áreas livres para grandes empreendimentos poderá justificar a construção de uma estrutura tão grande por lá. Mas como dito, detalharei isso semana que vem.

2 - Metrô em Vitória: é possível? É viável? Ou seria apenas uma lenda?

(Fonte da imagem: PMV/A Gazeta)
Em 2004, o então candidato a prefeito da capital João Coser (PT), que até então seguia atrás do candidato César Colnago (PSDB), candidato da situação na época, resolveu apresentar um projeto que revolucionaria o transporte público e a mobilidade urbana: o metrô de superfície, também conhecido como Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). Quase nove anos se passaram e o tal projeto de Coser simplesmente não saiu do papel e das animações de suas campanhas eleitorais, sendo escanteado pelo governo estadual em favor dos corredores exclusivos para ônibus (BRT - Bus Rapid Transit) e virando piada dentro e fora da RMGV.

Particularmente, desde aquele momento já não acreditava na viabilidade de tal projeto, uma vez que o mesmo consome mais de um orçamento da prefeitura local (e olha que a receita de Vitória não é nem de longe, pequena) e que o mesmo ficaria restrito à capital, sem necessariamente haver integração com os sistemas de transporte público existentes na área metropolitana ou mesmo pensar em uma possibilidade de expansão. Mas, conforme o próprio (agora) ex-prefeito da capital ponderou, quando o BRT ficar pronto, já não seria a hora de termos o VLT? Essa será uma pergunta que tentará ser respondida neste blog nas próximas semanas.

3 - Superporto: por que construí-lo fora da Grande Vitória


A animação acima mostra um dos possíveis locais para a construção de um superporto público, que seria em Praia Mole (Serra). A segunda opção, conforme apresentada num post feito em dezembro do ano passado aqui nesta página, seria em Ponta da Fruta (Vila Velha). Pois bem, neste mesmo link, também disse que nenhuma das duas opções seria a melhor para tal instalação. Um dos posts da sequência será para falar porque seria melhor termos esse superporto fora da RMGV bem como o motivo de que uma das alternativas de se construir tal empreendimento seria em...Adivinhe? Linhares!

Encerrando (sem necessariamente encerrar)

Enfim, são estes os próximos posts da série especial de um ano do Minuto Produtivo. Espero que vocês gostem e claro, haverá abertura para contribuições dos leitores. No mais, aguardem.

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