Queda livre na indústria capixaba: produção cai pelo quinto mês seguido

(Fonte da imagem: A Gazeta)
A indústria capixaba segue ladeira abaixo. Em março, a produção geral do setor no Estado encolheu 0,3% na comparação com fevereiro. Na comparação com março do ano passado, queda de 13,06%. Trata-se do quinto mês consecutivo de variação negativa. No ano, a queda da produção industrial do Espírito Santo é 11,5% na comparação com o mesmo período de 2012. Os números foram apresentados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Entre os segmentos, o pior resultado de março foi o da indústria de transformação, com uma queda de 18,56%. Dentro dessa atividade, a metalurgia básica apresentou uma taxa negativa de 42,17%, e alimentos e bebidas (-18,56%) tiveram os piores desempenhos. A indústria extrativa (petróleo, gás e minério), que por algum tempo segurou o bom desempenho industrial do Estado, despencou 5,5% no mês retrasado.

No acumulado do ano, as situações de penúria se repetem. A indústria de transformação apresenta uma queda de 18,4%, com metalurgia básica (-38,71%), e alimentos e bebidas (-24,45%) puxando o desempenho do segmento para baixo.

Na avaliação do presidente da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), Marcos Guerra, a indústria capixaba sofre mais que a de outros Estados com a crise que abate a economia internacional e se beneficia menos com o aquecimento do mercado interno.

“Somos muito dependentes de grandes e poucas indústrias, que dependem do mercado internacional aquecido para terem bons resultados. Veja que a Vale está com as usinas I e II fechadas desde novembro, e a ArcelorMittal está com o alto-forno 3 abafado há algum tempo. Essas grandes plantas movimentam um número significante de fornecedores. Se elas estão devagar, os fornecedores não têm para onde correr. É o chamado efeito dominó”, argumentou Guerra.

Para ele, esses maus resultados evidenciam a necessidade que o Estado tem de diversificar sua base industrial. “Hoje, dependemos muito lá de fora, temos de trabalhar para dependermos menos, precisamos atrair e fomentar companhias com foco no mercado interno. Itatiaia (Sooretama), Weg (Linhares), Jurong (Aracruz), Marcopolo (São Mateus) e Bertolini (Colatina) devem mudar um pouco esse panorama de hoje”.

Além da questão internacional, Guerra lembra que a Fibria deu manutenção na fábrica A no primeiro trimestre, o que prejudicou o desempenho da indústria de celulose nos primeiros três meses do ano. [...]

Fonte: A Gazeta

NOTA: Não seria o Espírito Santo um lugar imune à má fase da economia brasileira, ainda mais se levarmos  em conta que somos muito mais abertos ao comércio exterior em relação ao restante do país, como ressaltado pelo Sr. Guerra. E abre o olho, governador Casagrande.

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