Independence Day

(Fonte da imagem: Judão)
Boa noite pessoal. Não costumo utilizar este blog para falar sobre temas um tanto pessoais, mas hoje, por razões especiais (entenda por aniversário do editor-chefe, no caso, eu), abrirei uma exceção. E diria que é uma exceção no amplo sentido da palavra, até porque no ano passado, quando fiz o meu primeiro aniversário com este blog em funcionamento e o primeiro após a morte de meu pai, eu optei por não fazer nenhuma postagem.

Antes de falar exatamente sobre o assunto da postagem, vamos falar brevemente de um evento histórico muito importante que teve como marco histórico exatamente há 237 anos: a independência dos EUA. Não pretendo delongar muito nisso até porque como disse o foco não será falar disso, mas foi neste dia que foi ratificada no Congresso Continental (em Filadélfia) a declaração de independência do país que hoje é o mais rico e poderoso do planeta. Um dos trechos de tal documento (pode ser conferido aqui) diz:

"Consideramos estas verdades por si mesmo evidentes, que todos os homens são criados iguais, sendo-lhes conferidos pelo seu Criador certos Direitos inalienáveis, entre os quais se contam a Vida, a Liberdade e a busca da Felicidade. Que para garantir estes Direitos, são instituídos Governos entre os Homens, derivando os seus justos poderes do consentimento dos governados. Que sempre que qualquer Forma de Governo se torne destruidora de tais propósitos, o Povo tem Direito a alterá-la ou aboli-la, bem como a instituir um novo Governo, assentando os seus fundamentos nesses princípios e organizando os seus poderes do modo que lhe pareça mais adequado à promoção da sua Segurança e Felicidade. É verdade que a sensatez aconselha que não se substituam Governos há muito estabelecidos por razões levianas e momentâneas; e de facto a experiência mostra-nos que, enquanto lhe for possível suportar as contrariedades, a Humanidade está mais disposta a sofrer do que a reparar os erros abolindo as formas a que se habituaram. Mas quando um extenso rol de abusos e usurpações, invariavelmente com um mesmo Objetivo, evidencia a intenção de o enfraquecer sob um Despotismo absoluto, é seu direito, é seu dever, destituir tal Governo e nomear novos Guardas para a sua segurança futura."

Sob este espírito de igualdade de oportunidades e de ampla defesa das liberdades individuais (para a época, algo muito a frente do tempo), foi o começo de uma nação que se tornaria um farol liberal (tanto economicamente como socialmente) para o mundo. Infelizmente nas últimas décadas esses princípios estão sendo aos poucos, esquecidos por lá. Uma pena.

Deixando um pouco de lado a aula de história e indo para o que realmente pretendo falar, neste meio-tempo entre o primeiro aniversário já com este blog no ar e o segundo muitas coisas mudaram. Saí da monitoria, iniciei um projeto de iniciação científica, passei pelo quinto dos infernos período e agora sou 50% engenheiro de produção. Quanto ao blog, muita coisa mudou...A identidade visual mudou várias vezes, assim como a equipe e a abordagem das postagens, apesar de que os princípios que norteiam cada palavra escrita aqui permanecem os mesmos.

Hoje o dia não saiu exatamente como planejado. Devido aos protestos de hoje, não deu para ir ao shopping para fazer um lanche. Também por razões de (falta de) comunicação, cheguei à faculdade e não teve nenhuma aula. Meio que "na hora" a galera que foi no meio desse quiproquó todo resolveu lanchar um podrão numa lanchonete que fica uns 3 km de distância e fui junto. No final das contas, posso dizer que ganhei o dia.

"Tá, mas o que tem a ver o seu aniversário com a independência dos EUA?". Calma, eu não terminei ainda a conversa. Hoje recebi um e-mail de uma das empresas em que me inscrevi para participar do programa de estágio para o segundo semestre deste ano e fui convocado para entrevista, que ocorrerá na semana que vem. Desde já peço a todos vocês que me desejem força para eu poder dar um passo que me dará mais maturidade para poder fazer minha "declaração de independência". Tudo bem, é um passo bem pequeno e não pretendo fazer guerra contra ninguém (ainda mais com minha família), mas de qualquer forma é uma nova etapa em minha vida. Infelizmente poderei dedicar menos tempo (e menos postagens) neste blog, mas será por uma boa causa.

Quanto aos princípios liberais que no final serviram não só de base para a Declaração de Independência, mas também para Constituição norte-americana e o "American Dream", por mais que seja utopia alcançá-los em sua plenitude (nem mesmo os próprios ianques conseguiram isso), eu os vejo como um objetivo a ser perseguido não só lá, mas no Brasil e por que não, no Espírito Santo. E não é o clamor por um aumento do poder do Estado que será o caminho ideal nesse sentido.

Enfim, um feliz 4 de julho para mim (e para os norte-americanos, por que não?). Que eles lá possam usar essa data para refletir nos princípios que nos últimos anos ficaram cobertos pela poeira da espionagem. E que eu possa passo após passo rumar em direção à minha independência.

Muito obrigado a todos que me parabenizaram e a todos os leitores deste blog. Um grande abraço e até a próxima.

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