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Mostrando postagens de Outubro, 2013

Não, não é apenas impressão. Em relação a outros países nosso asfalto é realmente uma porcaria. Saiba o porquê

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No primeiro semestre deste ano, o Tribunal de Contas da União (TCU) resolveu fazer uma fiscalização mais rigorosa e in loco de 11 estradas completamente novas ou refeitas pelo país. Em tese, todas elas deveriam cheirar a asfalto novo e serem lisas como o gelo de quadra de patinação (sem a parte escorregadia).
Mas o que o TCU encontrou, para ficar em um exemplo extremo, foi a BR-316, no Maranhão. Em seu primeiro ano de vida nova, ela já apresentava problemas em 82% de sua extensão, “inclusive com trechos em que não há mais revestimento asfáltico”, dizia o relatório do tribunal.
Era uma rodovia que deveria durar 8 anos, segundo o contrato.
É um episódio absurdo, mas poucos brasileiros poderão se dizer consternados com ele. Muito provavelmente, porque estes mesmos brasileiros se lembram das últimas obras de recapeamento de vias em sua cidade, tão comemoradas por políticos locais.
Na maior parte dos casos, como disse um especialista ouvido por EXAME.com, elas não duram “duas chuvas”.
Diant…

Brasil melhora em ranking de negócios

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Fazer negócios no Brasil para uma empresa de menor porte ficou um pouco mais fácil, mas o País ainda está longe dos melhores lugares do mundo para a vida de um empreendedor, mostra um ranking divulgado, em Washington, pelo Banco Mundial, sobre a facilidade de se fazer negócios em 189 países. O Brasil ficou na 116ª posição no ranking relativo a 2014. O País melhorou algumas colocações na comparação com o relatório passado, quando estava na posição 130º lugar, e com o de 2012, quando estava em 126º.
Começar um negócio no Brasil demora 107,5 dias, melhor que os 119 dias do levantamento anterior, mas ainda longe dos líderes da lista. Em Cingapura, país que ocupa a primeira posição no levantamento, são apenas dois dias e meio e nos EUA, o quarto lugar, são cinco dias.
Em outros indicadores isolados, usados para fazer o ranking geral, o Brasil também ocupa posições ruins. Na facilidade para uma pequena empresa conseguir crédito, está no 109º lugar; em impostos, em 159º; na facilidade para re…

"Noobs" do ENEM - III: do attention whore no Instagram ao teste físico em Fortaleza

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Boa tarde pessoal. Conforme prometido na página oficial do blog no Facebook, hoje utilizarei o Minuto Produtivo para fazer um "compiladão" do ENEM 2013. Mais precisamente, será um apanhado geral do que rolou de noobisse nesses dois dias do que caminha para ser o maior vestibular do Brasil (e que agora tem realmente cara de vestibular, o que é muito bom). Enfim, vamos ao que realmente interessa.
A velha mania de deixar tudo para a última hora...
Como sempre, os retardados retardatários do ENEM honram a tradição brasileira de deixar as últimas coisas na última hora. Afinal, o INEP esqueceu de desenhar para a galera que é recomendável chegar ao local de prova com uma hora de antecedência pelo menos (uma recomendação quase óbvia na maioria dos processos seletivos), justamente pelo fato de que no final de semana a frota de transporte coletivo é reduzida (mesmo com esquemas especiais) e que nas proximidades do local chegar de carro ou mesmo moto pode se tornar uma experiência infe…

Que sucesso é esse, Delfim Netto?

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Boa noite pessoal. Hoje utilizarei o Minuto Produtivo para comentar um artigo do economista Delfim Netto na CartaCapital sobre o leilão da bacia petrolífera de Libra, que foi o assunto da semana. Como todos sabem, Libra foi vendida pelo preço mínimo ao único consórcio que concorria no leilão - formado por Petrobras (sócio obrigatório), Shell, Total e as chinesas CNOOC e CNPC. Segue abaixo o artigo. Volto logo.
"Frustração, mesmo, só para quem apostava que o leilão de Libra seria um fracasso por causa da desconfiança de duas ou três das mais “notáveis” multinacionais do petróleo em relação à funcionalidade do modelo imaginado para a exploração das reservas do pré-sal no litoral brasileiro.
A ilusão foi pensar que o governo não tinha consciência clara de que poderia haver predominância de empresas de propriedade estatal interessadas na parceria com a Petrobras, sem que isso significasse excluir as demais gigantes de capital privado, a anglo-holandesa Shell e a francesa Total. Ambas …

O sorteio do cachorro e o funcionário da Casa Branca demitido por porralouquice: a ofensa, a defesa e os valores. Ou a inversão dos últimos

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Boa noite pessoal. Hoje utilizarei o Minuto Produtivo para comentar duas matérias do jornal Folha de S. Paulo, que chamaram atenção não apenas pelos assuntos, mas também pela repercussão e pelos comentários sobre o assunto. Além disso isso nos permite ter uma noção do senso de valores que muitas pessoas tem. Ou, infelizmente, da falta dele.
Mal a matéria sobre o funcionário demitido caiu na rede e choveu críticas aos EUA por conta de tal situação, conforme a imagem abaixo:
Comentários lamentáveis, mas previsíveis se pensarmos que em geral temos um ranço antiamericano bem forte. Por si só já seriam desproporcionais em diversos aspectos. Mas ao darmos uma breve lida na reportagem estes ganham um ar bastante patético. Segue abaixo trechos da reportagem:
"Um alto funcionário da Casa Branca que ajudava nas negociações sobre a questão nuclear iraniana foi demitido após ser desmascarado como o responsável por uma conta no Twitter famosa por insultos a figuras públicas do governo e do Co…

Infraero demitirá até 3,8 mil no país

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A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) anunciou que vai demitir até 3,8 mil servidores dos cinco aeroportos que integram o programa de concessões do governo – Guarulhos, Viracopos, Brasília, Confins e Galeão. O número representa 28,15% do universo de servidores do órgão e a medida, segundo a empresa, faz parte do conjunto de ações do Plano de Demissão Voluntária (PDV) em função do programa e da consequente redução da participação da Infraero na administração dos terminais.
De acordo com a empresa, à medida que as privatizações avançarem, será necessário reduzir o quadro de funcionários. Em alguns casos, eles poderão ser remanejados, desde que aceitem mudar o local de trabalho. Uma alternativa sugerida pela Infraero é a antecipação da aposentadoria para aqueles que estão, no máximo, a cinco anos de receber o benefício. [...]
Sacrifício
O ministro-chefe da Secretaria de Aviação Civil, Moreira Franco, afirmou ontem que "é um sacrifício" para o país cump…

Governo pretende prorrogar IPI menor para automóveis

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O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, disse nesta quinta-feira que o governo tende a concordar com a prorrogação da redução do Imposto sobre Importação (IPI), pleiteada pela indústria automotiva.
A desoneração deveria terminar em dezembro, mas os empresários querem que vá até março. "Eu acredito que sim", respondeu o ministro, perguntado se a tendência é manter a desoneração. Pimentel deu entrevista em Anápolis (GO), na inauguração da nova linha de produção da fábrica da Caoa/Hyundai. Pimentel ressaltou, no entanto, que o assunto é estudado pelo Ministério da Fazenda. [...]
Fonte: Brasil Econômico
NOTA: Fica cada vez mais evidente que o governo está ficando refém das medidas de estímulos ao consumo implantados por ele próprio para que a economia continue crescendo (ainda que a "voos de galinha" como nos últimos anos). E se pensarmos que o próximo ano é eleitoral não seria nem um pouco improvável que tais incentivos contin…

Câmbio pode reativar indústrias extintas

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Após décadas de competição com produtos importados, sobretudo asiáticos, algumas atividades industriais desapareceram do mapa brasileiro. A lista inclui a produção de bens de alta tecnologia - como componentes eletroeletrônicos, tais como telas de computadores e peças para aparelhos telefônicos - e outros nem tanto, como gravatas e guarda-chuvas.
Desde a década de 90, 230 fábricas de peças de eletroeletrônicos fecharam as portas, informa a Associação Brasileira Elétrica e Eletrônica (Abinee). Assim como três indústrias encerraram a produção de lâmpadas compactas fluorescentes. Outros segmentos não chegaram a sumir, mas reduziram significativamente de tamanho. É o caso dos produtores de tênis esportivos, de roupas de tecido sintético e de equipamentos médicos.
O processo de "desindustrialização" - termo usado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) - atingiu novo patamar em 2011. Parte da indústria parou as máquinas e restringiu-se à distribuição de impor…

Pré-sal exige infraestrutura portuária que não temos

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Os portos do país serão insuficientes para atender os fornecedores das companhias de petróleo com o crescimento da produção no pré-sal. Só o campo de Libra, o primeiro a ser leiloado, na segunda-feira, no regime de partilha de produção, deverá requerer entre 12 e 15 plataformas de produção. Cada uma é atendida por quatro barcos de apoio marítimo que transportam insumos e mantimentos. Assim, Libra deverá demandar mais 48 embarcações que vão se juntar à frota de apoio marítimo hoje em operação, formada por 453 barcos.
Estima-se, com base em números da Petrobras, que até o fim da década essa frota possa chegar a 750 embarcações. Mais barcos exigem mais portos. Há um número considerável de projetos para construir terminais portuários privativos especializados em serviços para a indústria de petróleo e gás. Esses projetos se estendem de Vitória, no Espírito Santo, até Angra dos Reis, no sul fluminense. E incluem empresas como Bram Offshore, LLX, BR Offshore, DTA e Technip. Boa parte deles …

Impressões e opiniões sobre "Privatize Já" - Seção V: A Privataria Petista (e comentários gerais sobre o livro)

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Confira a primeira parte da resenha AQUI.Confira a segunda parte da resenha AQUI.Confira a terceira parte da resenha AQUI.Confira a quarta parte da resenha AQUI.Confira a quinta parte da resenha AQUI. Boa noite pessoal. Hoje utilizarei o Minuto Produtivo para finalmente encerrar a sequência de comentários sobre o livro Privatize Já, do economista Rodrigo Constantino. Hoje será feita uma resenha dos dois últimos capítulos do livro, bem como alguns comentários gerais sobre a obra (lembrando que já está disponível o novo livro, Esquerda Caviar). Segue abaixo o resumo dos dois últimos capítulos (lembrando que pelo fato de ter mais aspectos informativos, ele será mais curto em relação aos anteriores), e em seguida serão feitos os comentários.
Capítulo 29 - O estado a serviço de um partido
O capítulo começa (de forma surpreendente) com o autor citando o livro A Privataria Tucana, lançado ao final de 2011 pelo jornalista Amaury Ribeiro Jr. e que acusava a gestão do PSDB de supostas fraudes no…

Duplicação da BR-262: na disputa entre o ruim e o pior, venceu o pior

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Nos últimos meses, a duplicação da BR-262 se tornou um tema recorrente no noticiário local e nos jornais e revistas de economia no Brasil, seja pelo modelo de concessão que seria adotado (o de subsídio cruzado, similar ao do famigerado contrato de concessão da Rodosol), seja pelo fracasso de seu leilão (por diversos motivos, e ao observar as condições do contrato foi até bom que acontecesse isso), seja pela tentativa do governo de eliminar os riscos de sua parcela de contribuição "na canetada". Claro que nossa classe política se preocupou em torno dessa questão, especialmente em torno da cobrança do pedágio na via. A resposta que o governo deu segue abaixo, na matéria de A Gazeta:
"A duplicação e ampliação dos 180,5 km da BR 262 no Espírito Santo serão totalmente executadas na modalidade de obra pública pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). E, a princípio, sem previsão de cobrança de pedágio. Foi o que garantiu o ministro dos Transportes, C…

"Sociedade" com o governo: quem quer?

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Quando anunciou que iria assumir a duplicação de parte da BR-262, o governo pretendia tornar a rodovia mais atraente para os investidores, no leilão realizado em 18 de setembro. Parecia fazer sentido. A medida significaria menos gastos e mais rentabilidade para o futuro concessionário.
Como se sabe, o resultado foi o inverso. A estrada, que liga Espírito Santo a Minas Gerais, não atraiu nem um interessado sequer — no dia 18, só a BR-050, entre Minas e Goiás, foi concedida.
Logo se descobriu que, entre os motivos do fracasso, estava o “risco Dnit”, como foi chamado o temor dos empresários de que o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes — braço do Ministério dos Transportes incumbido da duplicação — não cumprisse sua parte no acordo.
Na mesma semana do leilão de rodovias, saiu a notícia de que 29 petroleiras preferiram não entrar na disputa pelo campo de Libra, uma gigantesca reserva de petróleo, que deverá ir a leilão em 21 de outubro. Apenas 11 das 40 empresas que a A…

A demonstração da inutilidade de alguns ministérios no Brasil: Secretaria dos Portos

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O número de ministérios existentes no Brasil - 39 ao total - virou motivo de críticas nos últimos meses (inclusive por membros ligados ao próprio governo) e é símbolo do inchaço da máquina pública ocorrido nos últimos anos. Várias pastas separadas exercem funções que poderiam muito bem ser executadas por uma única (ou por poucas), uma vez que tais ações se sobrepõem. Hoje, irei mostrar um exemplo quase nonsense de tal situação. Segue abaixo matéria da Folha de S. Paulo. Volto depois.
"O ministro Leônidas Cristino, da secretaria dos Portos, deixou o governo anteontem sem ter gasto, em nove meses, um real do orçamento da pasta com obras deste ano.
Cristino também não executou à frente da pasta nenhum dos compromissos para melhorar a gestão dos portos assumidos pelo governo com o setor privado em dezembro do ano passado no lançamento do novo marco regulatório do setor.
O orçamento total da secretaria para investimentos, incluindo o repasse para as Companhias Docas, era de R$ 1,1 bilhã…