Brasil melhora em ranking de negócios

(Fonte da imagem: Band)
Fazer negócios no Brasil para uma empresa de menor porte ficou um pouco mais fácil, mas o País ainda está longe dos melhores lugares do mundo para a vida de um empreendedor, mostra um ranking divulgado, em Washington, pelo Banco Mundial, sobre a facilidade de se fazer negócios em 189 países. O Brasil ficou na 116ª posição no ranking relativo a 2014. O País melhorou algumas colocações na comparação com o relatório passado, quando estava na posição 130º lugar, e com o de 2012, quando estava em 126º.

Começar um negócio no Brasil demora 107,5 dias, melhor que os 119 dias do levantamento anterior, mas ainda longe dos líderes da lista. Em Cingapura, país que ocupa a primeira posição no levantamento, são apenas dois dias e meio e nos EUA, o quarto lugar, são cinco dias.

Em outros indicadores isolados, usados para fazer o ranking geral, o Brasil também ocupa posições ruins. Na facilidade para uma pequena empresa conseguir crédito, está no 109º lugar; em impostos, em 159º; na facilidade para registros de propriedades, em 107º. Conseguir permissão para construção no Brasil demora em média 400 dias, posição 130.ª no ranking. [...]

Na América Latina, o país mais bem colocado é o Chile (34.º lugar), seguido pelo Peru (42.º). A Colômbia é citada no relatório como o mercado da região que mais fez reformas para incentivar os negócios das empresas menores desde 2005. Piores que o Brasil no ranking geral estão países como Gabão, Haiti, Líbia, Togo e a Argentina.

O relatório conclui que houve progressos na melhoria da regulamentação pelo mundo com o objetivo de facilitar os negócios para as empresas de menor porte, sobretudo em países de alta renda da Europa, da Ásia central e da África. [...]

No Brasil, as empresas menores parecem não estar vendo a melhora regulatória. Segundo o levantamento, não houve reformas no ano passado no País até o período encerrado em junho deste ano. O documento cita alguns avanços recentes, como em 2010, quando o País facilitou a abertura de uma empresa removendo a necessidade de obter uma licença do Corpo de Bombeiros antes de se obter a licença operacional da prefeitura. Ao mesmo tempo, a transferência de propriedade se tornou mais difícil com a introdução de um novo certificado comprovando débitos de trabalho, aumentando o número de procedimentos de due diligence (análise financeira de números da empresa).

Na América Latina, além da Colômbia, Panamá, Guatemala, Jamaica e México são citados como exemplos de países onde a regulação avançou. Entre os países que formam a sigla Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) apenas a Rússia apresentou avanços. [...]

Metodologia

Esta é a décima primeira edição do estudo, chamado "Doing Business 2014: entendendo a regulamentação para pequenas e médias empresas". O levantamento é feito desde 2003 e avalia fatores como facilidade em abrir (e fechar) uma empresa e até como conseguir energia elétrica para a nova companhia e obter alvará de construção e crédito.

A classificação é baseada em 11 indicadores e cobre 189 economias. O item que o Brasil tem uma das melhores notas é a facilidade em obtenção de energia, ocupando a posição número 14, a melhor da América Latina. Fatores macroeconômicos e outros pontos, como nível de solidez do sistema financeiro, não são levados em conta.

O levantamento é feito anualmente pelo Banco Mundial e pela IFC (International Finance Corporation, o braço financeiro do Banco Mundial).

Fonte: Estadão

NOTA: Diante de tantas notícias ruins sobre nosso mercado e nossa economia nos últimos três anos, tal melhoria na facilidade de se empreender é uma "lufada" de ânimo. Mas ao comparar alguns indicadores nossos aos de países desenvolvidos ou mesmo países emergentes a mensagem que esse ranking deixa é que temos um longo caminho pela frente para que possamos de fato valorizar nosso empreendedor.

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