Postagens

Mostrando postagens de Janeiro, 2014

Baixo desemprego, baixa produtividade

Imagem
Bom dia pessoal. Hoje utilizarei o Minuto Produtivo para comentar uma matéria da edição brasileira do El País, que fala sobre desemprego e produtividade no trabalho em nosso país. Segue abaixo:
"À medida que o Brasil criou postos de trabalho até atingir sua mais baixa taxa histórica de desemprego, como mostrou nesta quinta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) com a sua Pesquisa Mensal de Emprego que apontou em 2013 uma taxa média de desocupação de 5,4%, a produtividade do trabalhador praticamente ficou estagnada e emperra um verdadeiro salto na qualidade da economia.
Segundo um levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), a produtividade da indústria nacional aumentou 1,1% de 2001 a 2012, enquanto os salários aumentaram absurdos 169%. Em comparação com outros 13 países de condições semelhantes, como Espanha, Austrália, Canadá, México, Chile, Argentina, entre outros, o estudo da CNI mostra que os trabalhadores brasileiros são mais produtivos a…

Custo dos estádios da Copa triplica em relação ao previsto

Imagem
O custo dos estádios para a Copa do Mundo já supera em mais de três vezes o valor informado pela CBF à Fifa quando o Brasil apresentou seu projeto para sediar o Mundial.
Cópia do primeiro levantamento técnico da Fifa sobre o País, fechado em 30 de outubro de 2007 e obtido pelo jornal "O Estado de S. Paulo", informava que as arenas custariam US$ 1,1 bilhão, cerca de R$ 2,6 bilhões. A última estimativa oficial, porém, dá conta de que o valor chegará a R$ 8,9 bilhões.
O informe foi produzido e assinado por Hugo Salcedo, que coordenou a primeira inspeção no País entre agosto e setembro de 2007. Na época, a Fifa considerou que o orçamento havia sido "bem preparado" e que "não havia dúvidas" sobre o compromisso do Brasil de atender às exigências da entidade.

Luiza Trajano apenas defendeu seu "peixe". Ou: o copo "meio cheio" que pode estar furado

Imagem
Bom dia pessoal. Hoje irei utilizar o Minuto Produtivo para comentar sobre um tema que deu muito o que falar nesta semana: a entrevista da equipe do Manhattan Connection, da Globo News, à empresária Luiza Trajano, dona do Magazine Luiza. A entrevista chamou a atenção e atiçou a turma governista, que usou esse vídeo como uma espécie de "tapa na cara dos pessimistas". Será mesmo? Veja abaixo. Volto para comentar.

Eliane Brum, Kaique e os rolezinhos: do nonsense ao patético

Imagem
Boa noite pessoal. Hoje irei utilizar o Minuto Produtivo para comentar mais uma coluna de Eliane Brum na edição brasileira do jornal espanhol El País (ela já foi alvo de uma postagem minha no final do ano passado, basta conferir aqui). Desde já peço desculpas aos leitores pelo fato de não cumprir a "promessa" de que não faria mais de uma postagem neste mês por aqui para comentar sobre o assunto (embora havia alertado que eu poderia descumprir essa "promessa"). Pois bem, a nossa querida colunista de El País, não satisfeita com a tese furada de "luta de classes" no final do ano, resolveu abrir 2014 no jornal espanhol com uma comparação grotesca entre o caso do menino Kaique, encontrado morto no dia 11/01 em São Paulo e as medidas tomadas para combater os "rolezinhos" nos shoppings. Segue abaixo o esquema de pingue-pongue.

O emprego e as importações

Imagem
Muito se escuta dizer que um país deve exportar mais do que importar, pois sempre se preocupam com um efeito negativo advindo das importações afetando o nível de emprego na indústria nacional. Essa velha história resulta no interminável temor da desindustrialização.
Como o professor Sennholz escreveu, "[...]se o comércio exterior fosse responsável por demissões, o fenomenal aumento das importações observado nas últimas décadas deveria não só ter desempregado todos os brasileiros que trabalham na indústria, como também deveria ter aniquilado a própria indústria nacional. De acordo com dados do Banco Central, as importações brasileiras na década de 1950 totalizaram US$ 12,8 bilhões. Na década de 1960, aumentaram US$ 13,8 bilhões. Na década de 1970, aumentaram em sete vezes, para US$ 97,2 bilhões. Na década de 1980, com a política da substituição de importações, o ritmo do crescimento reduziu bastante, aumentando em um fator de apenas 1,7, indo para US$ 168,9 bilhões. Na décad…

Seria essa a "alternativa"?

Imagem
Boa noite pessoal. Hoje irei utilizar o Minuto Produtivo para comentar uma matéria publicada na Veja sobre o programa partidário do PSB (Partido Socialista Brasileiro), que tornou-se mais um player na corrida presidencial deste ano como uma "alternativa" a mais quatro anos de Dilma Rousseff no Palácio do Planalto. Diga-se de passagem, o discurso de "mudança" proposto pelo pernambucano vem atraindo o interesse inclusive de setores mais conservadores, além de parte do empresariado. Segue abaixo a matéria. Volto depois.
"A construção de uma candidatura presidencial envolve esforços múltiplos, como a formação de alianças, a arrecadação de fundos, a montagem de palanques regionais robustos e a definição de um programa consistente de governo. Eduardo Campos (PSB) vai bem em alguns deles, mas enfrentará dificuldades em outros. O governador de Pernambuco não poderá recorrer à base ideológica do PSB se quiser apresentar um discurso modernizador. Além disso, o relaciona…

O ajuste na economia brasileira é inevitável. E urgente

Imagem
Boa tarde pessoal. Na primeira postagem de 2014, Alex Zanetti, novo membro da equipe do blog, comentou sobre a tempestade econômica que se aproxima do Brasil, tanto pelo cenário ainda incerto da economia internacional, quanto pelas decisões pouco ortodoxas que o governo federal tomou nos últimos anos. Hoje, uma matéria da edição brasileira do jornal espanhol El País me chamou atenção pela urgência que a economia brasileira precisa de ajustes (segundo a autora do texto, Carla Jiménez). Segue abaixo, volto mais tarde para comentar.

Concessão de aeroportos em SP é revogada pelo governo federal

Imagem
A Secretaria da Aviação Civil (SAC) da Presidência da República revogou nesta terça-feira a autorização concedida na semana passada para o governo de São Paulo conceder à iniciativa privada cinco aeroportos regionais utilizados pela aviação comercial.
A decisão, assinada pelo ministro da SAC, Wellington Moreira Franco, foi publicada no “Diário Oficial da União”. O texto não cita os motivos que levaram à revogação.
Conforme autorização publicada no último dia 9, seriam concedidos os aeroportos estaduais Comandante Rolim Adolfo Amaro, localizado em Jundiaí; Antônio Ribeiro Nogueira Júnior, em Itanhaém; Campo do Amarais, em Campinas; Arthur Siqueira, em Bragança Paulista; e Gastão Madeira, em Ubatuba.
O processo estava sendo realizado pela Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp). Atualmente, os aeroportos são administrados pelo Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo (Daesp).
Fonte: Valor Econômico
NOTA: Espero que esclareçam os motivos da revogação da autorização d…

Rolezinhos e a "geração Muppet Beaker"

Imagem
Boa noite pessoal. Há três semanas, em uma de minhas últimas postagens de 2013, eu comentei uma matéria do El País (mais precisamente uma coluna de Eliane Brum), em que critiquei o tom coitadista usado na defesa dos "rolezinhos", prática em que centenas de jovens vindos das periferias se reunem para "se divertir" em grandes shoppings localizados em São Paulo, bem como em grandes cidades paulistas. O assunto ganhou um novo capítulo neste final de semana com uma medida drástica: alguns shoppings conseguiram liminares na Justiça para impedir essa prática. Além disso, em um desses "rolés", houve necessidade da ação policial ser mais enérgica, com direito a bombas de gás e balas de borracha. Outra novidade é que a Folha de S. Paulo, da mídia mainstream, resolveu fazer coro à edição brasileira do jornal espanhol e à Carta Capital, tida por alguns como "mídia alternativa", para fazer uma defesa (seja velada ou mesmo explícita) aos "rolezeiros&quo…

Queremos continuar em uma "escravidão feliz"?

Imagem
"Um bando de estrangeiros que havia no meio deles encheu-se de gula, e até os próprios israelitas tornaram a queixar-se, e diziam: 'Ah, se tivéssemos carne para comer! Nós nos lembramos dos peixes que comíamos de graça no Egito, e também dos pepinos, das melancias, dos alhos porós, das cebolas e dos alhos. Mas agora perdemos o apetite; nunca vemos nada, a não ser este maná!'" (Números 11: 4-6)
Boa noite leitores. Hoje utilizarei o Minuto Produtivo para comentar uma coluna de Juan Arias, publicada na edição brasileira do jornal espanhol El País na noite de ontem. Intitulada "Somos escravos felizes?", o jornalista e escritor comenta sobre um tipo de "escravidão" que vigora em nosso país nos dias atuais. Segue abaixo o texto. Volto para comentar.

Antes de acordar o gigante, tente entender um sistema de preços

Imagem
Boa noite pessoal. Hoje irei inaugurar a minha primeira postagem de 2014 com um tema interessante e que se tornou um tanto controverso nos últimos meses, sobretudo com a onda de manifestações que tomou conta do Brasil no mês de junho: os preços dos produtos e serviços que são vendidos no Brasil. Mais precisamente sobre como funciona o mecanismo de formação de preços. Infelizmente, na minha opinião, muitas reclamações feitas em relação a preços (apesar de algumas delas acabarem fazendo sentido) provém de uma má compreensão de como estes são determinados, bem como a defesa de alguns conceitos um tanto vagos como preços ou lucros justos. Tentarei explicar isso de forma fácil, rápida e prática, apesar de que no final recomendarei alguns artigos mais detalhados sobre o assunto.

Uma tempestade se aproxima!

Boa segunda-feira caros colegas,
Ao convite do Marcos começarei a escrever agora para o Minuto Produtivo, confesso que estou um pouco nervoso mas pretendo garantir sempre uma boa leitura com foco numa discussão bem saudável e construtiva.
Meu nome é Alexandre, estou formando em Ciências Econômicas pela Universidade Vila Velha, trabalhei no mercado bancário durante 2 anos, morei e estudei nos Estados Unidos durante 1 ano e hoje trabalho no mercado financeiro. Sou fã de Mises e defendo um capitalismo de livre mercado.
Então, vamos ao trabalho.
Economia Brasileira, o que está por vir?
De 2012 até o segundo semestre de 2013 acompanhamos uma curiosa forma de crescimento econômico adotada pelo Governo Federal, baseada na expansão do crédito com o intuito de estimular o consumo e assim acelerar a atividade industrial elevando o Produto Interno Bruto. Os resultados são um total fracasso. 
Vamos analisar o porquê. Para uma economia crescer, são necessários investimentos, podendo ser internos …