Uma tempestade se aproxima!

Boa segunda-feira caros colegas,

Ao convite do Marcos começarei a escrever agora para o Minuto Produtivo, confesso que estou um pouco nervoso mas pretendo garantir sempre uma boa leitura com foco numa discussão bem saudável e construtiva.

Meu nome é Alexandre, estou formando em Ciências Econômicas pela Universidade Vila Velha, trabalhei no mercado bancário durante 2 anos, morei e estudei nos Estados Unidos durante 1 ano e hoje trabalho no mercado financeiro. Sou fã de Mises e defendo um capitalismo de livre mercado.

Então, vamos ao trabalho.

Economia Brasileira, o que está por vir?

De 2012 até o segundo semestre de 2013 acompanhamos uma curiosa forma de crescimento econômico adotada pelo Governo Federal, baseada na expansão do crédito com o intuito de estimular o consumo e assim acelerar a atividade industrial elevando o Produto Interno Bruto. Os resultados são um total fracasso. 

Vamos analisar o porquê. Para uma economia crescer, são necessários investimentos, podendo ser internos e externos. Para haver qualquer tipo de investimento, é necessário antes termos poupança. Como nós não somos um país com uma característica de poupador, até porque pagamos 5 meses de imposto para o governo, nos resta arcar com taxas de juros mais altas, o que já dificulta os investimentos.  

Outro ponto importante é que uma vez concedido o crédito ele deve ser pago e, em um cenário de elevada inflação, na qual o poder de compra e reduzido gradualmente, fica cada vez mais difícil arcar com o compromisso das dívidas, resultando em um severo aumento da taxa de inadimplência. Com uma inadimplência alta, o consumo tende a se retrair e a industria a reduzir sua atividade, resultando em cortes de gastos principalmente nos postos de trabalho. É importante ressaltar o conceito de inflação, que é justamente aumento da base monetária sob orquestra do Banco Central. O aumento dos preços é uma consequência da inflação, assim como perca do poder de compra e queda dos investimentos de longo prazo. Choques de oferta ou até mesmo de demanda são eventos particulares, resolvidos pelo sistema de preços.

Para 2014, temos um cenário com as famílias endividadas, o índice inflacionário elevadíssimo, a necessidade de novos investimentos remando na mesma maré de uma elevação das taxas de juros, gastos públicos em nível recorde, muito acima do que é arrecadado assim como as consequências de uma política de controle de preços do governo federal, que irá demonstrar os desastrosos resultados em uma questão de pouco tempo, talvez depois de outubro. O que está por vir? Temos uma forte tempestade vindo e não temos ao menos um mísero guarda chuva.

Uma boa noite amigos e qualquer dúvida pode me enviar um email para: alexszb@hotmail.com

Comentários

  1. Alexandre, gostei do que tu escreveu.
    A conjuntura é péssima para o país que mais uma vez, deixou de realizar investimentos em infraestrutura e em reforma fiscal. O gov. claramente navega contra toda o conhecida receita mínima de produtividade e eficiência econômica.
    O FED esta fechando a torneira das impressoras.
    O superávit está pífio, nossa matriz de exportações é a mesma... Estamos ferrados..

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