O mito do assistencialismo escandinavo

(Fonte da imagem: IG)

Agora que os EUA estão definitivamente dispostos a expandirem seu assistencialismo, ao mesmo tempo que esse mesmo sistema está em crise na Europa, vale falarmos um pouco sobre os países escandinavos, que tem uma economia-zangão, ou seja, que supostamente não são capazes de voar mas voam. Antes de mais nada, é importante examinarmos a performance econômica de um país, olhando sua história, vamos pegar o exemplo da Suécia.

Conforme Karlsson escreveu:

"Como resultado de suas políticas de livre mercado, da engenhosidade  e do empreendedorismo de seu povo, e de sua auspiciosa rejeição às  guerras, a Suécia apresentou, entre 1870 e 1950, o maior crescimento da renda  per capita de todo o mundo, tornando-se então um dos países mais ricos do planeta."

Graças a "neutralidade" durante a Segunda Guerra Mundial, o setor industrial sueco permaneceu intacto e incólume, o qual em conjunto com uma economia de livre mercado, possibilitou o país a lucrar intensamente no período de reconstrução da Europa exportando bens e recursos.

No caminho dessa forte expansão econômica que durou duas décadas, o governo sueco começou a instituir um maciço programa de assistencialismo estatal no durante as décadas de 1950, 60 e 70, o qual elevou os gastos do governo para mais de 50% do PIB. Na década de 70 a alíquota máxima do imposto de renda chegou a 102%.

Os resultados não demoraram muito a chegar, na década de 70 a economia sueca passou por muitas dificuldades devido as suas crescentes políticas socialistas, que estagnaram sua economia, fazendo com o que já foi uma das grandes potências mundiais crescesse menos que o resto do mundo. A situação se inverteu e vários países europeu alcançaram e superaram a Suécia e seu estado assistencialista.

Nas décadas de 80 e 90, para salvar a economia, o governo sueco realizou enormes reformas liberais, cortou impostos, passou por um rígido controle fiscal, acabou com os monopólios estatais, liberou mais alternativas privadas oferecidas pelo setor  público e também deixou o câmbio flutuar.

Esse aumento de liberdade na Suécia está bem refletido no índice de liberdade econômica da Heritage Foundation, que classifica os países de acordo com o tamanho do governo, tributação, inflação de preços, liberdade de mercado de trabalho, liberdade de comércio, etc.

Um importante ponto a ser ressaltado no índice é que mesmo com esse enorme estado assistencialista, países como a Finlândia, Dinamarca e Suécia possuem mais liberdade econômica do que a Alemanha, França, Bélgica, Áustria entre outros.

É verdade que os países escandinavos possuem uma carga tributária gigante,  superior aos demais países da Europa, porém como esses demais países são mais regulamentados e contam com um péssimo sistema jurídico, os efeitos provocados por baixos impostos praticados são nulos. 

Apesar dos países escandinavos poderem ser classificados como um modelo de intervenção binária, isso é, tributação, seu ponto forte é a baixa quantidade de intervenção triangular, ou seja, regulamentação. Isso eleva os países escandinavos a enormes níveis competitivos e explica como eles podem ter um elevado padrão de vida.

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