O "legadinho" da Copa

(Fonte da imagem: Estadão)
A Copa de Mundo, maior evento esportivo do planeta, planejada durante sete anos para deixar “grande legado” ao Brasil, trará efeitos “fugazes” à economia – mostra relatório da agência de classificação de risco Moody’s.  

Nas contas da instituição, o torneio trará ganho de riqueza da ordem de R$ 25,2 bilhões ao País. Num primeiro olhar, pode parecer bastante. Mas, pela ótica da produção de bens e serviços (PIB, o Produto Interno Bruto), o impacto é ínfimo.

O PIB consolidado do Brasil no último ano nas Contas Nacionais, em valores correntes, foi de R$ 4,838 trilhões. O avanço de riqueza calculado pela Moody’s representa apenas 0,0005% desse montante.

Ainda de acordo com o estudo, os setores de Alimentos e Bebidas, Hospedagem, Locação de carros, Telecomunicações e Publicidade serão os mais beneficiados pela visita de 3,6 milhões de turistas entre junho e julho para o evento. No entanto, os problemas de mobilidade urbana e os dias perdidos de trabalho por causa dos jogos tendem a minimizar o empurrão dado aos segmentos de Serviços.

Entre as empresas beneficiadas pelo evento, estão, naturalmente, os patrocinadores oficiais da Fifa, de acordo com o texto assinado por Barbara Mattos, Gersan Zurita e Marianna Waltz. As empreiteiras envolvidas na construção dos estádios também têm a ganhar, bem como as redes de tevê transmissoras das partidas.

Fonte: Estadão

NOTA: Mais uma vez, a pergunta: quem avisou muito antes de que os problemas decorrentes da implantação da infraestrutura necessária para o evento acabariam tornando o legado da Copa muito inferior ao desejado ou mesmo esperado pelo governo? Ah, sim, os "pessimistas", alvo de chacota do comercial da Brahma veiculado em setembro de 2012. Lembrei, a Brahma é uma marca da Ambev, que por sua vez é uma das patrocinadoras do Mundial. Dá para entender o otimismo...

No México, quando o PRI assumiu, uma frase da época dizia o seguinte: "fora do orçamento não há salvação". Durante pelo menos um mês, a frase que resume o Brasil será: "fora da Copa não há salvação". Ou pior, seria.

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