Dilma promete atualizações em eventual novo governo. Será?

(Fonte da imagem: Veja)
A presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição pelo PT, prometeu atualizar políticas e sua equipe em eventual segundo mandato ao discursar durante ato de governo em Belo Horizonte (MG) nesta quarta-feira.

“Estive na CNI há um tempo atrás e naquela circunstância declarei que considerava tão importante a política industrial e de desenvolvimento em geral que faria um conselho de desenvolvimento ligado diretamente à Presidência da República. E eu reitero hoje esse meu compromisso. Obviamente, novo governo, novas e necessariamente atualização das políticas e das equipes”, disse Dilma ao falar durante evento promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) na capital mineira.

Dilma também questionou em seu discurso os rumos que o país poderia ter tomado caso o governo não tivesse adotado as medidas destinadas à área industrial. “É possível que alguns de vocês, na atual conjuntura, quando a incerteza do cenário internacional se mistura com o debate eleitoral, questionem a eficácia dessa nossa política”, afirmou a presidente, acrescentando que gostaria que o Brasil estivesse crescendo “em ritmo mais acelerado”.

A presidente saiu em defesa da política de seu governo, notando que ela "aponta caminhos, mas reconheceu não ter feito “tudo” em relação ao setor.

“Temos uma preocupação e uma visão. E aí quero defender o fato de que o Brasil tem que continuar fazendo política industrial”, disse a presidente defendendo o investimento em ensino técnico por meio do Pronatec, uma de suas principais bandeiras da campanha para a reeleição. “Não quero dar a impressão de que eu acho que tudo foi feito. Acho, inclusive, que vivemos uma situação bastante complexa na indústria”, acrescentou, enumerando diversas ações feitas pelo governo para beneficiar o setor produtivo.


NOTA: Seria um mea culpa essas declarações da presidente Dilma quanto à condução de seu governo, sobretudo na área econômica? E em que sentido seria essa atualização de equipe? Seria um rumo minimamente pragmático ou seria mera troca de nomes? Ou pior ainda, por achar que as medidas desenvolvimentistas não funcionaram apenas porque foram aplicadas em uma dose baixa a equipe tomaria ainda mais medidas não convencionais? A propósito, já que ela fala tanto da política industrial, quais foram os resultados práticos desta em seu governo? Segue abaixo (uma análise mais detalhada está na carta n° 639 do IEDI):

(Fonte da imagem: IEDI)

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