Postagens

Mostrando postagens de Novembro, 2014

Picaretagens e "Pikarettagens"

Imagem
Boa noite pessoal. Hoje irei utilizar o Minuto Produtivo para comentar um pouco sobre uma entrevista do economista francês Thomas Piketty, que causou frisson entre os críticos do capitalismo após a publicação do livro "O Capital no Século XXI", que fala da questão da concentração de riqueza e da evolução da desigualdade social no mundo, bem como das propostas de intervenção estatal para supostamente solucionar o problema. Antes que alguém me pergunte, é importante lembrar que o que irei escrever sobre ele baseia-se integralmente nas entrevistas feitas aos portais de notícias, e que até pretendo ler o livro para ver se seria o caso de eu repensar minhas críticas ou se estou com a razão.
Essa foi publicada na BBC Brasil na última sexta-feira. Segue abaixo alguns trechos (em azul), com comentários meus ao longo do mesmo:
"BBC Brasil: Como o Brasil pode reduzir seus níveis de desigualdade?
Piketty: Há uma série de políticas que contribuem para isso. Investir em educação e em…

A crise hídrica brasileira: causas, responsabilidades, soluções e o mercado

Imagem
Boa noite pessoal. Depois de muita espera e vários adiamentos devido aos meus compromissos pessoais, irei hoje utilizar o Minuto Produtivo para falar de um tema espinhoso e que acabará sendo uma das marcas registradas do ano de 2014: a crise hídrica que atingiu o Centro-Sul do Brasil, com destaque para a dramática situação de São Paulo e seu principal sistema de abastecimento de água, o Cantareira, que atualmente opera na segunda cota do "volume morto", parcela de água que fica abaixo do nível das comportas da represa.
Antes de falar o que pretendo de fato, quero deixar um aviso aos mais sensíveis, tanto tucanos como petistas: aos primeiros, digo que sim, tanto a Sabesp como o atual - e reeleito - governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, tem parcela de responsabilidade pela situação, ou pelo menos para o agravamento da mesma; aos últimos, digo que não, se Alexandre Padilha tivesse sido eleito para terminar com o tucanato no estado mais rico do país pouca coisa mudaria. A p…

Interpretação bíblica para haters leigos: um mini estudo de caso

Imagem
Boa noite pessoal. Iria abrir a semana no Minuto Produtivo para falar um pouco da questão hídrica no Brasil, que é um tema recorrente e foi uma de minhas promessas pessoais para este blog no mês de novembro, mas resolvi antecipar um assunto na fila por uma questão de necessidade e pelo fato do assunto ser, digamos, atemporal (apesar de que no momento julguei ser urgente). Trata-se de um minitutorial de interpretação da Bíblia, livro sagrado para o cristianismo.
O motivo de antecipar este post é que nas redes sociais, sobretudo em páginas destinadas a aqueles que nunca leram de fato a Bíblia (ou a lê no estilo "caixinha de promessas"), ou que simplesmente odeiam religião apenas por odiar, eventualmente citando aquela frase de Marx que ela "é o ópio do povo", mas resolvem citar passagens das Escrituras quando querem distribuir pancadas nos líderes religiosos, mesmo que estas estejam isoladas e, quase sempre, fora de contexto. Isso explica um Titica Tico Santa Cruz d…

Drinks no inferno

Imagem
Boa noite pessoal. Primeiramente peço desculpas aos leitores do Minuto Produtivo por mais uma vez ter deixado o blog sem atualizações na última semana, apesar de que foi por uma causa nobre: estava em ritmo de preparação para a prova do ENADE (que ocorreu hoje), que fiz por livre e espontânea obrigação (até porque caso eu não faça simplesmente não posso formar), apesar de que não deixa de ser importante para avaliar o nível da instituição onde estudo. Finalizado meu pedido de perdão, irei hoje utilizar o blog para comentar sobre as escolhas que Dilma Rousseff fez para ocupar algumas pastas em seu segundo mandato.

Guido Mantega, a caricatura da (falta de) visão econômica brasileira

Imagem
Boa noite pessoal. Antes de falar do que pretendo escrever aos leitores deste blog por hoje, vou fazer uma confissão: mais do que um palpiteiro de assuntos políticos e econômicos também sou um corneteiro. É evidente que alguns tenham percebido isso antes pelo conteúdo de alguns de meus posts, mas resolvi confessar isso diante do assunto, que é mais uma para a lista de pérolas de nosso querido (e cornetado) Guido Mantega, que é astrólogo, tarólogo, cartomante, bobo-da-corte e, nas horas vagas, inventa de atuar como Ministro da Fazenda. Em uma matéria do jornal O Globo, o ainda chefão da área econômica disse que o governo vai garantir mais crédito para elevar o consumo. Sim, mais crédito. Para um país cujas famílias estão cada vez mais endividadas (ver aqui e principalmente aqui). Em uma economia com inflação em torno de 7% e crescimento inferior a 1%. O mínimo senso de economia nos permitiria dizer que seria a receita para uma catástrofe, na melhor das hipóteses.
Pois bem, como disse …

Por que Julien Blanc NÃO deve ser defendido. Ou: é a estratégia, estúpido!

Imagem
Bom dia pessoal. Após uma sexta-feira bastante corrida e um sábado com Google em pane (sim, ontem, os sites do "grande irmão" das pesquisas estavam incrivelmente lentos), finalmente irei utilizar o Minuto Produtivo para comentar um pouco sobre o caso Julien Blanc, o "instrutor de pegação" que foi barrado de entrar no Brasil. Mais precisamente, sobre a atitude suicida de algumas pessoas (mais precisamente de libertários e conservadores, já que foram pessoas desses grupos que eu vi prestarem ao papel) em defender o jovem brutamonte. E com o perdão da franqueza, faço a mesma pergunta que inclusive causou pancadaria virtual na caixa de comentários de meu Facebook: em que privada vocês enfiaram a cabeça?
Antes de mais nada, cabe falar de forma bem resumida sobre o "fenômeno": ele é um jovem palestrante que dá dicas de como conquistar mulheres e tem diversos vídeos em um canal do Youtube. O problema é que ele adota métodos um tanto agressivos para esta conquis…

Óbvio e ululante: gasto público cresceu, mas a economia não aqueceu

Imagem
Boa noite pessoal. Hoje irei utilizar o Minuto Produtivo para comentar sobre uma matéria do Valor Econômico que fala do descompasso entre o aumento dos gastos públicos e o crescimento da economia. Segue abaixo a matéria. Volto para comentar depois:
"A despesa do governo geral (que inclui governo central, Estados e municípios e as empresas estatais, exceto Petrobras e Eletrobras) deve subir um ponto percentual em 2014, para 42,1% do Produto Interno Bruto (PIB), de acordo com dados do Monitor Fiscal do Fundo Monetário Internacional (FMI). Ainda assim, a atividade econômica deve encerrar o ano com crescimento bastante modesto, de cerca de 0,3%.
Para parte dos economistas ouvidos pelo Valor, o aumento do gasto público teve efeito modesto para impulsionar o crescimento porque está bastante concentrado em áreas que impulsionam menos a produtividade da economia, como no caso dos programas sociais. Mesmo os gastos com investimento são direcionados para áreas que não necessariamente amplia…

A "enronização" do Brasil

Imagem
Boa noite pessoal. Hoje irei utilizar o Minuto Produtivo para falar um pouco das recentes manobras que o governo federal pretende fazer para se livrar da obrigação de cumprir a meta de superávit primário (basicamente é a economia feita pelo poder público para pagar os juros da dívida), bem como dos possíveis desdobramentos de uma questão que caminha para ser mais uma na lista de imbróglios que Dilma Rousseff irá encarar apenas na área econômica.
Antes de adentrar no assunto do post de hoje, é bom explicar o motivo da imagem e do título. Para aqueles mais novos, a Enron (ver aqui e aqui) era uma empresa norte-americana fundada em 1985 do setor de energia. Em 1992, Jeff Skilling convenceu fiscais federais a permitirem que a Enron utilizasse uma nova metodologia contábil que permitia à empresa contar ganhos projetados de contratos de energia a longo prazo como receita corrente (explicando em um exemplo mais palpável, seria como se eu contabilizasse um cheque que entrasse daqui a 30 dias…

A dura missão de acertar as contas

Imagem
Os próximos dois anos devem ser dedicados ao que a presidente Dilma Rousseff chamou de fazer "o dever de casa", que envolve principalmente a reorganização geral das finanças públicas, cujo descontrole representou um aumento considerável na dívida bruta do setor público.
A dívida, que é o mais importante medidor de solvência do país, saltou de 56,72% do Produto Interno Bruto para 61,73% do PIB - cinco pontos percentuais do PIB a mais entre 2013 e 2014 até setembro (acumulada em 12 meses), uma elevação de R$ 384,2 bilhões. O mesmo só não ocorreu com a dívida líquida/PIB (abatida das reservas cambiais) por causa da desvalorização cambial no período.
Se a presidente Dilma levar adiante um programa de recuperação das contas públicas coerente com o controle da inflação e compatível com a desejada redução da taxa de juros, a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) poderá chegar à meta de 4,5% também em dois anos, ao fim de 2016. A hipótese contrária - não f…

Depois da bonança vem a tempestade

Imagem
Boa tarde pessoal. Primeiramente quero pedir desculpas aos leitores do Minuto Produtivo por não ter atualizado este blog ao longo de mais de uma semana. É que teve Semana de Engenharia de Produção no IFES Campus Cariacica (onde estudo), e uma vez que sou diretor de projetos da ENPRO Consultoria (empresa júnior do curso, responsável pela organização do evento) tive que estar na faculdade em um horário mais cedo que o habitual para lidar com as demandas adicionais. Apesar de tudo, a programação foi muito boa e as palestras foram bastante proveitosas, sem falar nos coffee-break de segunda e quarta-feira, que foram deliciosos (sim, tenho um espírito de gordo e sim, gostaria de deixá-lo um pouco de lado). Mas enfim, já passou e é hora de tocar a vida. E, claro, voltar a postar por aqui.
O comentário de hoje é sobre uma coluna de Henrique Meirelles na Folha de S. Paulo, em que o ex-presidente do BC e possível Ministro da Fazenda no segundo mandato de Dilma Rousseff fala sobre o cenário eco…