Drinks no inferno

Joaquim Levy e Kátia Abreu, futuros ministros da Fazenda e Agricultura, respectivamente. (Fonte da imagem: Correio Braziliense/Yahoo Notícias)
Boa noite pessoal. Primeiramente peço desculpas aos leitores do Minuto Produtivo por mais uma vez ter deixado o blog sem atualizações na última semana, apesar de que foi por uma causa nobre: estava em ritmo de preparação para a prova do ENADE (que ocorreu hoje), que fiz por livre e espontânea obrigação (até porque caso eu não faça simplesmente não posso formar), apesar de que não deixa de ser importante para avaliar o nível da instituição onde estudo. Finalizado meu pedido de perdão, irei hoje utilizar o blog para comentar sobre as escolhas que Dilma Rousseff fez para ocupar algumas pastas em seu segundo mandato.

Diria que dadas as sinalizações que a atual e reeleita presidente fez nos primeiros dias não vejo tanto como surpresa, e sim como um choque de realidade. E como ela é, digamos, dura! Após praticamente três meses demonizando os bancos e estendendo a mão aos movimentos sociais - incluso o MST - Dilma parece ter percebido que para ter um país minimamente governável e em condições de entregar as "bondades" prometidas à população para os próximos quatro anos, ela precisará de um mínimo de bom senso. Ainda que por lampejos, mas precisará. Isso explica um Joaquim Levy, um ex-integrante dos quadros do FMI (!) para organizar a bagunça gerada por Guido Mantega, que nas horas vagas ainda é Ministro da Fazenda. Isso explica uma Kátia Abreu, notória ruralista (apesar de eu enxergá-la como traidora justamente pelo babaovismo em torno de Dilma nos últimos anos), para assumir a Agricultura. A propósito, o temido e ojerizado agronegócio foi quem seguiu segurando as pontas de nosso PIB nos últimos anos, até porque senão já teríamos ido para o saco há algum tempo.

Quem não ficou nem um pouco satisfeito com as escolhas de Dilma foram os militantes de Internet, que realmente acreditavam no "mundo encantado esquerdista" e foram com sede ao pote em seu apoio. Fizeram jus ao título de "idiotas úteis".

(Fonte da imagem: Divulgação/Facebook)
Não irei delongar muito ao descrever os perfis dos ministros da imagem que abre este post, até porque uma pesquisa nos portais de notícias permite facilmente encontrar um material farto sobre ambos (clique para ter uma breve descrição aqui e aqui), mas como disse no primeiro link do texto: Dilma faz bem ao país quando deixa de agir como Dilma. E ressalvadas as devidas proporções, os futuros ministros são verdadeiros drinks gelados no meio do inferno.

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