Harper e Obama - Os dois lados da mesma moeda ocidental

(Fonte da imagem: Arthur Rizzi/Montagem)
Stephen Harper, primeiro-ministro do modesto, porem rico e desenvolvido Canadá, tinha tudo pra ser mais um líder nacional concentrado em seu afazeres burocráticos voltados para ajudar seu país a se desenvolver ainda mais, melhorando a qualidade de vida de seus concidadãos, sem entretanto aparecer muito na política externa, sendo apenas um coadjuvante.

Barack Obama, presidente do poderoso e "imperial" Estados Unidos da América, tinha tudo pra ser um líder de uma política externa intervencionista, ativa e protagonista.

Além das diferenças óbvias entre o papel de ambos os líderes e países, se encontram o fato de o primeiro-ministro canadense ser um conservador e o presidente americano um social-democrata. Entretanto, ao contrário do que se poderia prever, Obama se saiu um líder com uma política externa, tímida, covarde, pouco ativa, distante ou alheia aos problemas geopolíticos. Harper, ao contrário, se saiu um líder ativo, imponente e inflexível.

Enquanto Obama prefere armar os curdos contra o ISIS, Harper era favorável a uma intervenção mais ativa. Enquanto Obama mede muito suas palavras pra falar do barbarismo islâmico, Harper faz discursos inflamados contra os atentados terroristas na França e em seu próprio país.

Obama finge que quer negociar com Putin e a Rússia, Harper quer embargos cada vez mais profundos e danosos a economia do "grande urso do oriente", além de mandar Vladimir Putin "cair fora" da Ucrânia.

O "teoconservador" Stephen Harper seria o presidente perfeito para os Estados Unidos se não fosse um canadense.

O "progressista" Barack Obama seria o primeiro-ministro ideal do Canadá, tímido e concentrado em seus afazeres domésticos.

Se há algo em comum entre ambos é o fato de que ambos estão numa fase de pouca popularidade em seus países, fora isso, Harper seria o indivíduo que seria considerado digno de elogios por parte da "tenebrosa", porém respeitosa Ayn Rand, como alguém virtuoso e que cria valor pra sua sociedade, ao passo que Obama seria considerado um covarde "viciado" que negocia com favores e não com méritos.

E, sinceramente, mesmo achando Ayn Rand uma bela porcaria, eu, infelizmente, concordaria com ela.

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