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Mostrando postagens de Março, 2015

Scruton x Foucault - Analise da refutação de Scruton ao filósofo da New Left

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No livro "Os Pensadores da Nova Esquerda", Roger Scruton, um dos mais proeminentes filósofos ingleses, se dedica a analisar o pensamento dos ícones da esquerda contemporânea, àqueles velhos gurus do apoteótico Maio de 1968. Num de seus capítulo de análise e refutação de tais filósofos, Scruton se pega delineando o guru-mor da seita politicamente correta: Michel Foucault.
O ponto central de Foucault é aquilo que o filósofo brasileiro Gustavo Corção chamou a atenção de relance em "O século do nada". Se no passado os filósofos, os grandes pensadores e mestres partiam do alguma coisa pra entender o mundo, e apenas alguns partiam do nada; hoje todos partem do nada para o lugar algum. Para Foucault não existe realidade objetiva, não há verdade objetiva, nem moral objetiva, enfim, Foucault parte do nada. Tudo o que chamamos de verdade é sempre uma verdade adaptada a uma episteme, de alcance histórico pequeno e particularizado, que guarda sempre em suas entranhas os inter…

Como o livre mercado pode tornar a lei "anti-gay" de Indiana inútil

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Depois da tragédia do avião da Germanwings nos Alpes Franceses (e da chocante descoberta de que o co-piloto resolveu bater com a aeronave de propósito), outro assunto chamou a atenção e causou polêmica no notíciário internacional. Uma lei aprovada no estado de Indiana, nos EUA, e sancionada por Mike Pence, governador daquele estado, permite que estabelecimentos comerciais proíbam a entrada de casais gays caso os proprietários enxerguem que isso ferirá suas convicções religiosas.
Com o nome de Indiana's Religious Freedom Restoration Act (RFRA), a lei causou polêmica assim que recebeu a canetada do governador de lá. Associações defensoras dos direitos dos homossexuais, empresas e órgãos governamentais de cidades localizadas em outros estados norte-americanos demonstraram repúdio à medida, considerando a mesma como discriminatória e, em algumas situações, passaram a organizar boicotes ao estado. Pence se defendeu das acusações, alegando que a medida não discrimina os homossexuais e …

Até que Boulos e Mussolini se entenderiam bem...

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Quem é leitor deste blog há algum tempo já sabe que não é a primeira vez que falo das colunas de Guilherme Boulos, publicadas normalmente às quintas-feiras na Folha de S. Paulo (quem quiser conferir meus posts anteriores sobre alguns de seus textos pode clicar aqui). Desta vez, o líder dos sem-teto resolveu atacar supostos "retrocessos" que estão para serem discutidos e/ou votados no Congresso Nacional, sendo que o foco do autor foi a legislação trabalhista, praticamente um tabu quando colocada em debate no Brasil. Como de costume, seguem abaixo os trechos de sua coluna (em azul), com comentários meus ao longo do texto. Vamos lá:
"O PMDB declarou guerra aos trabalhadores e aos direitos sociais. Resolveu aproveitar o clima de incerteza política para enfiar um pacote de maldades na pauta do Congresso Nacional.
O enfraquecimento do governo Dilma fez Renan Calheiros e Eduardo Cunha se arvorarem como donos da República. Resta saber com que autoridade moral. Os dois peemedebis…

Boas razões para apostar no parlamentarismo

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Já se fala em parlamentarismo no Brasil. Dado. Desde as "Jornadas de Junho" em 2013 a crise de representatividade política se faz visível no país, o PT só representa seus tradicionais apaniguados e o PSDB não representa ninguém, é apenas um veículo eleitoral menos radical em quem os conservadores depositam sua fé.
Muitas propostas boas, entretanto, surgiram para remediar o problema, dentre as quais destaco o recall e o voto distrital, os quais eu também sou favorável, mas estas propostas apenas remediam os sintomas, sem entretanto, atacar as causas do problema. Caso tais propostas sejam aprovadas pelo parlamento e colocadas em funcionamento em nosso país, tenho certeza de que gerarão resultados positivos, mas estarão apenas adiando outro ápice de euforia e "festividade" nacional como foi o caso das "jornadas de junho" e as recentes marchas pedindo o impeachment de Dilma Rousseff. Para discutir o problema, pretendo pois me apoiar nos ombros de alguns pensa…

Empresas Juniores: uma escola de empreendedorismo

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O velho clichê de que “só se aprende na prática” resume bem o porquê fazer parte de uma empresa júnior. Cientes de que apenas as aulas não são suficientes para, após a graduação, atuar no mercado de trabalho, estudantes organizam-se em empresas para pôr em prática o aprendizado teórico. Eis a premissa do Movimento de Empresas Juniores, que após o pioneirismo parisiense – em meados da década de 1960 – difundiu-se pelo mundo. Vale ressaltar que todo o processo de aprendizado ocorre na prática e os desafios e experiências reais são diários: uma verdadeira escola de empreendedorismo.
Uma empresa júnior trata-se, portanto, de uma associação civil cujos fins não são lucrativos, mas com finalidade educacional, sendo composta por estudantes, por sua vez auxiliados por professores e profissionais do mercado. Ao transportarem a academia ao mundo empresarial, as empresas juniores tornam-se um mecanismo de formação profissional: a parte teórica da sala de aula é posta em prática através dos proj…

Sobre protestos e fiscalismos

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É bem provável que em algum momento vocês já tenham lido ou escutado que conservadores são "fiscais do oco alheio" (usei "oco" para não falar outra coisa), no sentido de querer proibir o casamento gay e coisas do tipo. É uma visão que, infelizmente, alguns adeptos do conservadorismo realmente acreditam que para estar neste grupo é necessário adotar tal postura. Duro é explicar que não é preciso ser fiscal de oco alheio para ser conservador. Não sei se quem acompanha este blog há mais tempo lê a descrição do meu perfil a cada postagem, mas para ciência dos navegantes, esta "voz conservadora de centro-direita que fala no deserto" que vos escreve caga e anda para o que você faz com seu companheiro ou companheira ("@" e "x" é uma ova!) entre quatro paredes. Não vou dar uma de Levy Fidelix para dizer que "aparelho excretor não reproduz", assim como não vou bancar uma Luciana Genro ou Jean Wyllys para aplaudir e achar fofo cada be…

Os males da moeda fraca e da desvalorização cambial

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Ano após ano, ouvimos os mesmos velhos clamores dirigistas do nacional-desenvolvimentismo de que o Real está muito valorizado, de que devemos desvalorizar a moeda, principalmente no que diz respeito a estimular exportações e ajustar a balança comercial. Para estas pessoas a inflação não é um problema desde que não se torne uma hiperinflação. Este raciocínio é a mentalidade mais “anti-pobre” que existe. É claro que não devemos fazer um câmbio 1 real – 1 dólar artificialmente, mas cuidar de manter a moeda num bom patamar de valorização, com oscilações mínimas ditadas pelo mercado. Esta foi e tem sido uma estratégia fundamental para o desenvolvimento de uma nação, o Brasil, por exemplo, com o câmbio flutuante deu um passo fundamental para a solidez monetária inaugurada no Plano Real. Não adianta nada derrubar o valor do Real para R$ 3,00 para 1 dólar, se o estímulo momentâneo a exportação será feito ás custas do empobrecimento da população. Este é ainda um pensamento calcado naquela vel…

Receita de como vencer um debate sem argumentos

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O filósofo alemão Arthur Schopenhauer deu uma dica singela para que, ainda que na ausência de argumentos, seja possível vencer um debate, qual seja: desqualificar o oponente.
Quando um mensageiro trouxer uma crítica irrefutável, esqueça o conteúdo da mensagem e se concentre apenas em atacar o mensageiro. Desqualifique-o, para que seus argumentos não tenham credibilidade perante o júri.
Vale ressaltar que há dois outros ingredientes para potencializar a receita dada pelo alemão: a primeira é nunca assumir seus próprios erros, bastando criar uma figura externa e culpá-la reiteradamente por tudo que der errado. Logo, você se eximirá de erros perante a opinião pública.
Ademais, é importante ter uma máquina de propaganda organizada, sobretudo por militantes coordenados para endossarem seus posicionamentos, por mais fictícios que sejam. Isso dará um aspecto verossímil a eles.

Observações sobre o senso comum 3 - A batalha final

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1. O que foi o fato social?
Ontem, dia 15/03/2015, domingo, foi um dia épico para a democracia brasileira; embora a grande mídia muito relutantemente comece a dar o braço a torcer, fica muito evidente que o “coxinhaço” (que é como tem sido apelidado por petistas e simpatizantes da esquerda política) foi obviamente uma manifestação popular de centro-direita. Não pode haver prova mais cabal do que consultar o ideário político dos organizadores principais, que são o Movimento “Vem Pra Rua” e o “Movimento Brasil livre”. O primeiro, “Vem pra Rua”, é um grupo mais próximo do liberalismo social e da terceira via; o segundo, “Movimento Brasil Livre”, é claramente um grupo defensor do liberalismo austríaco. Ou seja temos dois grupos políticos que se estendem do centro até a direita.
Há ainda os minoritários do “Revoltados Online” (orientação mais conservadora) e do “SOS Forças Armadas” (nacionalistas de direita); mas estes, já a muito tempo, sofrem a rejeição dos organizadores majoritários. Um…

Saída de Dilma: caso se concretize, deve ser o primeiro passo de um longo caminho

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O artigo de hoje no Minuto Produtivo para comentar sobre os protestos a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff, marcados para amanhã em diversas cidades do Brasil. De forma mais precisa, irei comentar sobre as implicações e a necessidade de ações que precisam ser tomadas após a saída dela, seja pela renúncia, seja pela perda de seu mandato. Talvez os grupos envolvidos nas manifestações não tenham pensado nisso, mas tais ações são tão - ou até mais importantes - que um possível encerramento prematuro do mandato de nossa presidente. Até mesmo porque 2018 é logo ali e, independente do meio que o PT largue o osso antes da hora, o partido adotará uma retórica bastante vitimista, apenas mudando o grau - que seria maior em caso de impeachment (por razões óbvias) e menor em caso de renúncia de Dilma para dar lugar a Michel Temer.
Seja qual for as possibilidades da saída de nossa presidente - que irei considerar apenas duas, por enquanto - alguns passos para o day after são importa…

O longo vale da sombra da morte que vem pela frente

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O petismo vai enfrentar pela frente um longo vale escuro independente do que aconteça dia 15. A única diferença que vai surgir no dia 15 é se esse vale será um vale escuro ou o vale da sombra da morte de caráter bíblico e escatológico.

Tudo dependerá do que vai acontecer dia 15. Se ocorrer uma nova "Jornadas de Junho", podem ter certeza, meus caros leitores, de que além da popularidade da Dilma se resumir apenas ao cordão de puxa-sacos, a CUT e o MST (o que deve dar 1% da população), até mesmo a ala do PMDB aliada ao PT e liderada por Michel Temer vai pular fora do barco. E eu tenho uma boa evidência disso! Mas antes de entregá-la de bandeja á sua degustação, vamos explanar o contexto: o dia 15 já é dado por certo pelo petismo como um grande marco negativo. Eu sou um pouco mais cético e pessimista e não dou nada por certo ainda. Mas atentemos aos fatos!  E o fato é, que se até o Palácio do Planalto já teme o barulho do dia 15, o PMDB, mais fisiológico e menos arrogante o dá…

Fujam para as montanhas...

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Dizem por aí que relógios com defeito costumam acertar a hora duas vezes. Mas quem dera se Dilma Rousseff fosse um relógio com defeito. Na verdade, ela é um tanto pior que isso. Depois de ter assumido com quatro anos de atraso que as circunstâncias da economia internacional mudaram ao longo de seu primeiro mandato, ela, tardiamente, admitiu que a munição para o enfrentamento da crise econômica (que era uma marolinha, depois não existiu, depois foi a grande culpada da recessão técnica do meio do ano e, eventualmente, repete-se o loop quanto à responsabilidade dessa em relação ao cenário de "fim de festa" que o Brasil está vivendo) acabou. Segue abaixo matéria do Valor Econômico (volto mais tarde):
"A presidente Dilma Rousseff (PT) afirmou, nesta quinta-feira, que o Brasil esgotou todos os recursos para combater a crise internacional, que começou em 2009, e agora precisa usar outros instrumentos. Ela disse esperar, porém, que o país ultrapasse o que chamou de "crise …

EDITORIAL - O discurso da presidente no dia internacional das mulheres

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A presidente Dilma Rousseff (PT) veio à rede nacional neste dia 08/03/2015 para um discurso para saudar as mulheres pelo seu dia e dar explicações pelo seu programa de governo. Foram inúmeras as suas alegações, e a equipe Minuto Produtivo se dedicará a analisá-lo, tanto no plano político quanto no plano econômico.

Está presente na memória de todos os brasileiros que a presidente durante o pleito eleitoral que consagrou a ela um segundo mandato, atacou nos seus opositores centristas do PSDB, que caso Aécio Neves fosse eleito, ele tomaria as "temíveis" medidas de austeridade para combater a inflação e a estagnação econômica (link 1, link 2). Acusou o tucano de querer demitir milhões de brasileiros, de pretender subir impostos e de praticar arrocho salarial. Durante todos os debates, a presidente da república ofereceu uma terceira via onde nem se subiam gastos loucamente até o país quebrar e nem se cortaria gastos, o que provocaria inflação e redução temporária de investimento…

Conselhos ao Partido Novo

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O Partido NOVO, como sabemos, é uma agremiação política de centro que pretende representar o liberalismo econômico e que recebeu inúmeras adesões e alcançou as 500 mil assinaturas de que precisava para existir como partido elegível.

Porém, acho que a abordagem economicista do partido é extremamente frágil, então, decidi dar uns conselhos ao partido.

Estar dentro do Estado de direito não significa ser conservador das instituições.
O Novo quer manter-se longe do campo político da direita, isto é, do conservadorismo. Já começou mal. Longe dos valores conservadores o partido vai acabar sendo uma versão capitalista do PSOL. Basta observar a base de militantes do partido, composta majoritariamente por minarquistas libertários e um punhado de liberais clássicos. Os primeiros estão no partido mas não gostam muito da abordagem liberal clássica de seu presidente, uma vez que estão muito mais próximos do anarcocapitalismo. Por isso mesmo o NOVO pode não representar o que mais precisamos, a conse…

Minha Casa Melhor suspenso por inadimplência...O motivo surpreende?

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Na última sexta-feira, a presidente Dilma Rousseff anunciou os motivos da suspensão do programa Minha Casa Melhor (ocorrida no final de fevereiro), que fornece crédito subsidiado aos beneficiários do Minha Casa Minha Vida (outro programa de crédito subsidiado para a aquisição da casa própria) para a aquisição de eletrodomésticos. Segue abaixo a explicação:
"— Estamos revendo porque, ao contrário do Minha Casa, Minha Vida, que tem baixa inadimplência, o Minha Casa Melhor começou com inadimplência. Então, estamos avaliando incluí-lo no Minha Casa, Minha Vida, de forma mais simples. Esse é um processo de avaliação — informou a presidente em Araguari (MG)."

Sobre a decisão, é importante dizer que Dilma está certíssima em suspender a concessão de mais créditos para o programa, afinal mesmo considerando que os empréstimos são concedidos a juros inferiores à inflação (no momento estão consideravelmente inferiores ao IPCA e muito inferiores à Selic), o banco perderia menos dinheiro …

Ainda sobre o governo "padrão Felipão" de Dilma e a nota de três reais

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Confira o primeiro post AQUI.
No post de ontem, discorri, de forma bem breve, sobre o "padrão Felipão" que ainda está vivo (e forte) no início de segundo mandato da presidente Dilma Rousseff, sobretudo na condução política e econômica, que lembra muito os fatídicos dois últimos jogos da Seleção na Copa do Mundo do ano passado. No momento em que escrevia este post (madrugada de ontem, portanto ainda não havia se iniciado as operações no mercado financeiro), a nota de R$ 3,00 ainda não existia. Mas ao final do mesmo dia ela passou a existir. É conhecida como US$ 1,00.
No momento em que escrevo este post a moeda norte-americana está sendo cotada a pouco mais do que isso (R$ 3,06), maior valor desde 2004. As semelhanças com aquele ano, porém, param por aí. Como bem descrito na matéria do G1 sobre o assunto, o repique do dólar de 2004 era uma interrupção na trajetória de baixa que havia se iniciado após a cotação ter chegado a quase R$ 4,00. Após esse repique a moeda norte-americ…

A Copa já acabou faz tempo, mas o padrão Felipão...

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Segunda-feira, 1° de julho de 2013. Um dia após o Brasil ter faturado o título da Copa das Confederações e ainda no olho do furacão da onda de protestos que varreu o país naquele ano, a presidente Dilma Rousseff disse que seu governo era "padrão Felipão". Não sei em que sentido ela disse isso ao certo, embora se pensarmos que o então comandante da Seleção em 2012 tinha empurrado o Palmeiras para perto do buraco da segunda divisão e ganhou o posto de treinador da canarinho como prêmio, dá para fazer uma analogia com a Miriam Belchior, que fez parte da equipe econômica que colocou a economia brasileira à beira do abismo e, como prêmio, ganhou o comando da Caixa.
Terça-feira, 8 de julho de 2013. O mundo acabou sendo testemunha do pior vexame da história da Seleção em sua história. Em casa. Em plena semifinal de Copa do Mundo. Sete a um para uma inspiradíssima Alemanha, com direito a cinco gols nos primeiros 26 minutos de jogo. No terceiro gol da seleção que finalizaria o torne…

George Orwell, Dilma, FHC e a Petrobras

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George Orwell em especialmente duas obras fez avisos sobre ingredientes presentes em receitas de projetos de poder. Um deles é a necessidade de culpar sempre um inimigo externo, bem como manipular e distorcer informações e fatos.
Em Animal Farm (1945) Napoleon, após assumir o poder, elege esse inimigo na figura de Snowball. Apropriasse de idéias de seu opositor reivindicando para si próprio a autoria e sempre que algo deva errado a atribuía a figura de Snowball. Havia ainda outro inimigo externo, os humanos expulsos da fazenda através da revolução, usados para causar medo. Sempre que questionado, Napoleon dizia que a vida de todos havia melhorado se comparada com a época longínqua antes de assumir o poder.
Já em Nineteen Eighty-four (1949), o inimigo externo trata-se de Emmanuel Goldstein e o regime de Big Brother possui ainda o Ministério da Verdade, que através de um revisionismo histórico muda fatos para adequá-los coerentemente a posição do partido.

A "tirada de corpo" de Renato Janine Ribeiro. Ou: sim Renato, o inferno mora ao seu lado...Não atente contra os fatos!

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Boa noite pessoal. Como alguns já sabem, já estou de férias da faculdade (leia-se: férias da reposição do nono período de meu curso, que terminaria em dezembro passado, não fosse as greves de 2011 e 2012), e esta semana também ganhei uma folga de meu estágio. Apesar desta mordomia durar apenas até o próximo domingo, creio que será o suficiente para adiantar algumas coisas, entre elas alguns posts para este blog. Hoje, um artigo de opinião escrito por Renato Janine Ribeiro e publicado no Estadão (e republicado posteriormente no blog do Juca Kfouri) me chamou a atenção. Intitulado "Fim da compaixão?", é um comentário sobre as recentes hostilidades ao ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, e uma crítica às tensões políticas crescentes em nosso país. Seria até um texto aceitável, não fosse o fato de estar totalmente enviesado e com uma total inversão dos fatos. Seguem abaixo alguns trechos de seu texto (em azul), com comentários ao longo do mesmo.
"Outro, todos vimos nos jor…

As lições de "O Mapa e o Território" - Parte 2

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Confira a primeira parte da resenha AQUI.

O último artigo do mês de janeiro no Minuto Produtivo é a continuação da resenha do livro O Mapa e o Território, do economista e ex-presidente do Federal Reserve Alan Greenspan, cuja primeira parte você pode conferir no primeiro link desta postagem. Apenas a título de recordação: no primeiro capítulo o autor falar sobre os aspectos comportamentais que são relevantes para a economia; no segundo, uma descrição da crise de 2008; no terceiro, um detalhamento das causas da crise; no quarto, uma breve descrição sobre a bolsa de valores e o mercado de ações; no quinto, aspectos sobre regulamentação do mercado financeiro; no sexto, o peso da informação e (principalmente) de sua velocidade nas decisões econômicas; e, por fim, o sétimo, fala do efeito negativo da incerteza sobre os investimentos. Finalizado o momento de flashback, irei utilizar a segunda parte para comentar sobre os sete últimos capítulos do livro de Greenspan, sempre tentando relaciona…