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Mostrando postagens de Abril, 2015

Como a proibição do Uber afeta o empreendedorismo no Brasil

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É quarta-feira e está começando a série do empreendedor!
Semanalmente vocês poderão contar com artigos sobre empreendedorismo, informações de como empreender, quais são os desafios, dicas, relatos e muito mais, tudo aqui no Minuto Produtivo.
Hoje eu sinceramente gostaria de começar falando sobre uma notícia boa desta ultima semana, que foi a premiação de nossa conterrânea, Mariana Vasconcelos, por seu projeto de inovação na modernização do cultivo com sua startup AgroSmart.
Mas enquanto de um lado nós temos um incentivo à inovação, a resolução de problemas e ao desenvolvimento mundial - geralmente patrocinado por universidades e empresas do exterior (no caso de Mariana, Singularity University e NASA) - de outro nós temos restrições, politicagem e um amor inexplicável pelo retrocesso.

O que Tiradentes nos diria?

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A Conjuração Mineira (1789) foi motivada pela cobrança de 20% de impostos da Coroa Portuguesa sobre a produção aurífera. Hoje pagamos quase o dobro para o inchado e perdulário Estado brasileiro.
Já as empresas brasileiras pagam em média alíquota de 69% (segundo estudo promovido pela PwC), fora o caos que é a complexidade do sistema tributário, que exige a contratação de grandes equipes pelas empresas apenas para conseguirem cumprir a lei. Certamente, esses recursos seriam melhores destinados se elencados em investimentos em busca de inovação e o conseqüente aumento de produtividade.
Porém, na verdade quem paga por essa falta de competitividade é sempre o consumidor, somos nós, pois tudo nos é repassado para pagarmos a conta.

Os malefícios das barreiras à entrada no setor de telefonia móvel

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Como já se sabe, o celular se tornou um item indispensável na vida da maioria dos brasileiros na última década, ou seja, houve um aumento no número de linhas telefônicas móveis. De acordo com a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), o Brasil encerrou 2014 com 280,73 milhões de linhas ativas de telefonia móvel, enquanto em 2004 esse número era cerca de 65,6 milhões. E mesmo com o aumento de usuários, a qualidade do serviço não apresentou uma melhoria e os custos estão cada vez mais altos.
Segundo o relatório da União Internacional de Telecomunicações (UIT), divulgado em novembro do ano de 2014 o custo de telefonia do Brasil continua um dos mais caros do mundo. O relatório mostra que o custo de uma ligação no Brasil é maior do que a de todos países europeus e consome uma proporção maior da renda como Cuba, Paquistão, Argélia ou Guiné. De 166 países que foram avaliados, apenas 47 tem um custo mais elevado do que o brasileiro paga no celular. Além disso, o serviço muitas vezes pr…

Ainda sobre Joaquim Levy, o ministro e bobo-da-corte: alguém precisa fazer o "trabalho sujo"

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Na quinta-feira passada, escrevi um artigo neste blog falando um pouco da postura dupla adotada por Joaquim Levy, atual Ministro da Fazenda. De forma bem resumida, disse que por um lado exercia o papel de "chefão" da área econômica, tendo certa "autonomia" (na concepção dilmista do termo isso não significa grandes coisas, mas antes isso que nada) para realizar o necessário ajuste fiscal e, por outro, realizava o papel de bobo-da-corte no sentido de alegrar os mercados e convencê-los de que, agora, farão a coisa certa. Disse ainda que em relação ao segundo papel (o de bobo-da-corte), mesmo considerando que exerce a função melhor - bem melhor, aliás - que Guido Mantega, seu antecessor que era mais astrólogo que economista, ele não deixa de cometer algumas mancadinhas, que foram citadas no primeiro link deste parágrafo.
O assunto poderia ser dado por encerrado, mas uma postagem no último sábado do blog do Roberto Ellery sobre a política econômica do segundo mandato d…

A velha e negligenciada verdade do Gênesis e o relativismo moral

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Bereshit, esse nome esquisito é o nome verdadeiro do livro que os cristãos conhecem por Gênesis. Porque eu trago aqui essa afirmação inicial aparentemente sem qualquer conclusão, como se fosse uma resposta a uma pergunta teológica que ninguém fez? Simples. Bereshit do hebraico signifíca "no início", "no princípio". Essa revelação nos traz um dado interessante, o homem moderno, tão preocupado com o futuro e com o ideal do "progresso", se esqueceu de olhar pro passado, pro início de tudo. E acredite caro leitor, muitas respostas estão lá no início, acredite você que o Gênesis é um livro factual que narre o nascimento do mundo, ou acredite nele apenas como um conjunto de metáforas esotéricas e profundamente filosóficas. Seja como for, em ambos os sentidos que você tomar o Bereshit, tu irás encontrar as respostas as quais eu me refiro.
A árvore do conhecimento do bem e do mal é uma figura muito conhecida. Já foi representada várias vezes sob as mais diversas …

E se comprar um carro fosse tão difícil quanto comprar uma arma?

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De tempos em tempos, principalmente após a adição das redes sociais ao nosso cotidiano, somos brindados diariamente com pérolas e informações desconexas. Isso é absolutamente normal, afinal a rede é formada por pessoas de diversas áreas, pessoas que na maioria dos casos, estão apenas repassando uma informação a qual viram.
Nesse ambiente, é pequeno o número de indivíduos que buscam por fontes confiáveis e por esse motivo, mesmo após uma década, hoaxainda são divulgados e compartilhados por aí diariamente.
Por estarmos nesse ambiente de confiabilidade quase nula, somos forçados a confirmar a veracidade de fatos procurando por jornais e impressos de qualidade e nome, dos quais esperamos uma imparcialidade (utopicamente falando) e confiabilidade.
Mas o que acontece quando essas mídias deixam de ser confiáveis?
Se você ainda não está informado sobre o desarmamento, sobre o referendo e sobre o que tramita hoje sobre ele (projetos, revogação e etc), abaixo eu destrinchei o tema, com fatos e fo…

Joaquim Levy: ora ministro, ora bobo-da-corte

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O segundo mandato de Dilma Rousseff caminha para os 120 dias, e certamente em um estágio de deterioração que nem em minha visão mais pessimista fui capaz de imaginar, seja no cenário econômico, seja no cenário político. Enquanto o partido da presidente se articula contra o projeto de lei que regulamenta e flexibiliza a questão das terceirizações no país  - e felizmente sofreu hoje uma derrota - a própria presidente praticamente terceirizou o seu governo: a articulação política está nas mãos do vice-presidente Michel Temer, que por sua vez terceirizou (ou foi forçado a terceirizar) o papel para Eduardo Cunha e Renan Calheiros (não, a santidade passa longe deles, mas só de ver o Legislativo parando de apenas assinar os "cheques em branco" do Executivo já me sinto um pouco mais feliz); na economia, enquanto isso, o "trabalho ingrato" foi parar nas mãos de Joaquim Levy, que como disse no ano passado, era um "drink gelado" no "inferno" que estaria p…

Em defesa ao homeschooling

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Uma decisão judicial inédita do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (em Brasília) deferiu pedido de liminar para que uma jovem, que estudou por três anos em casa, obtenha certificado de conclusão do Ensino Médio e possa se matricular no curso de jornalismo, a qual havia sido aprovada no vestibular.
A prática do homeschooling trata-se do ato de educar crianças em idade escolar nas suas próprias casas em invés de em algum estabelecimento de ensino. Essa insatisfação com o ambiente predominante nas escolas motiva a busca pelos pais de outras formas de dar educação aos filhos e reivindicar o melhor para seus respectivos contextos.
As famílias que concordam com a prática entendem que o estado nem sempre tem compromisso com o resultado da qualidade entregue pelo ensino, sendo uma opção delas não querer dividir com o estado a responsabilidade pela educação de seus próprios filhos. Há ainda o fator da doutrinação ideológica, via de regra presente nas instituições. Mas afinal, a quem perte…

Desfazendo alguns erros – ou picaretagens – históricos

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Todos os dias, caminhando pelos intelectualmente desertos grupos do Facebook, me deparo com sandices históricas, deturpações, inverdades e toda sorte de palhaçadas para justificar o injustificável. Desde bajuladores de Steven Pinker, que juram de pé juntos que o ser humano hoje é dotado de uma moralidade superior a do homem medieval, como a de que se não fosse pelos socialistas, o capitalismo seria muito mais explorador (como se ele fosse). Vamos então esclarecer algumas dessas inverdades históricas que andam circulando pela internet.
Muito se faz - erroneamente - a ligação entre a ideia de welfare com os movimentos socialistas. Não é bem por aí, embora seja verdade que a esquerda tenha uma grande importância na luta pelas propostas de bem-estar social.
Todavia, originalmente, os primeiros conceitos de um estado que suprisse as carências da população mais pobre, nada tem a ver com qualquer socialista, seja ele mais moderado ou radical. E ficaríamos surpresos se analisarmos e vermos q…

Três anos de Minuto Produtivo...E o bebê cresceu!

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Hoje é um dia de festa para o Minuto Produtivo, afinal ele está chegando ao seu terceiro aniversário (até agora foi o meu projeto na área de blogs mais longevo, haja vista que eu criava e abandonava blogs com poucos meses). Não há dúvidas que este terceiro ano foi o mais movimentado e intenso de todos, haja vista que neste meio-tempo tivemos Copa das Copas, Mineirazo, Alemanha finalmente levando a taça (após três bolas na trave em 2002, 2006 e 2010), uma campanha eleitoral acirrada em todos os sentidos, a vitória apertada da presidente Dilma Rousseff (e o estelionato eleitoral após esta), o agravamento da crise hídrica e a crise econômica que, por mais que digam que ela é internacional, ela atinge somente a nós e nossos vizinhos da América do Sul. E se falarmos do cenário de fora, poderíamos incluir a crise política na Ucrânia, a epidemia de ebola que não afetou só a África, mas também os EUA e a Europa (fazendo com que ela ganhasse a importância necessária), a ascensão do Estado Isl…

A "marcha antifascista" em prol da Carta del Lavoro tupiniquim

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No final do post que publiquei na última sexta-feira sobre as histerias apocalípticas em torno do Projeto de Lei n° 4330, que regulamenta sobre a terceirização de todas as atividades, inclusive a atividade-fim (hoje proibida), eu deixei meio que aberta a possibilidade de escrever novamente para complementar um pouco sobre o assunto. Na última quarta-feira foi o dia de protestos em todo o país contra a proposta, em que milhares de movidos a pão com mortadela trabalhadores saíram às ruas para demonstrar sua insatisfação quanto à futura lei. Em Vitória (cidade vizinha a de onde moro, na área metropolitana), os manifestantes chegaram a fechar a Segunda Ponte, uma das principais entradas à capital, descumprindo uma ordem da Justiça que proibia o fechamento das vias. A tropa de choque da ROTAM resolveu desocupar a via, e houve confronto. Os PMs utilizaram balas de borracha e bombas de efeito moral, e os manifestantes revidaram com pedras. Apenas a título de vergonha alheia, a repórter, que…

De foguete à âncora - O Brasil emperra a América Latina

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Se em 2008 fomos apontados pela The Economist como um foguete galgando espaço em direção aos céus, "ao infinito e além" - como diria Buzz Lightyear - puxando a América Latina, hoje somos uma enorme âncora puxando todos para o fundo do mar.
A Venezuela, por ser uma economia pequena no cenário global, tem em sua crise um efeito menos impactante sobre a economia de seus vizinhos. O Brasil, não. Somos umas das 10 maiores economias do mundo, e como resultado, uma falha nossa gera crise nos nosso vizinhos, resultados indesejados mesmo para os mais preparados economicamente, como Chile e Colômbia. Mesmo o "so far away" México retrairá sua economia, como nos mostra o FMI. Menos emprego, menos consumo, menos importações. Deixaremos de comprar dos nosso vizinhos e eles, deixarão de exportar para nós, devido a terem menos recursos para produzir, e com isso, menos dinheiro para comprar. A curva em "J" tão alardeada pela trupe de mega-keynesianos mais keynesianos que…

O "fracasso" dos protestos contra Dilma é, mesmo assim, melhor que o "sucesso" dos protestos a favor

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Ontem, novamente, foi o dia dos brasileiros saírem as ruas para se manifestar pela saída da presidente Dilma Rousseff. Os principais grupos (Movimento Brasil Livre, Vem Pra Rua e Revoltados Online) pediam o impeachment da presidente, enquanto grupos minoritários (lamentavelmente, ao menos em termos estratégicos), pediam intervenção militar no país. Esperava-se uma adesão maior em número de pessoas em relação aos protestos de 15 de março (você pode conferir o comentário de Arthur Rizzi, meu colega de bancada, aqui), porém isso não ocorreu, muito pelo contrário, o que despertou orgasmos em governistas e esquerdistas em geral sobre o aparente "fracasso" das passeatas de ontem. Apesar disso, as manifestações de ontem atingiram mais cidades.
É importante frisar, porém, que mesmo os "fracassados" protestos de ontem renderam mais participantes em relação aos últimos protestos a favor do governo, ocorridos na última terça-feira (07/04). Aliás, renderam mais gente, inclusi…

O Bolsa Família realmente contribui para a diminuição da desigualdade?

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O artigo de hoje do Minuto Produtivo é sobre um tema recorrente em nosso país e que se tornou um dos centros de polêmica das eleições do ano passado: o Bolsa-Família, que tem mais de uma década e é uma das marcas da política social dos governos petistas. O texto é de Layziane Silva, que será a nova articulista deste blog a partir deste mês:
"Nas eleições de 2014 ocorreu uma grande discussão em torno do Programa Bolsa Família e demais programas assistenciais do Governo Federal. E para a defesa destes, o governo levantou a tese da diminuição da desigualdade proporcionada por eles. Porém, tais programas ainda sofrem grandes questionamentos, se estão realmente ajudando as pessoas ou sendo usados apenas como “esmola” e/ou troca para alcançarem votos por parte dos beneficiados. Com o objetivo de explorar este questionamento é que este texto será elaborado.
Para começar a análise, será importante entender do que se trata o programa focalizado neste texto, o Bolsa Família. De acordo com o…

A terceirização, os direitos, os anéis e os dedos

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Como é sabido de todos, anteontem foi aprovado na Câmara o Projeto de Lei n°4330, que regulamenta as terceirizações no Brasil. Caso isto seja sancionado, as empresas (públicas e privadas), bem como a própria administração pública, não só as atividades-meio de uma empresa poderão ser repassadas a terceiros, mas também a própria atividade-fim. Este ponto, bem como outros do projeto (vocês podem conferi-los aqui), causa bastante polêmica entre empresários, centrais sindicais e magistrados da área trabalhista, sendo que os defensores alegam que a medida reduzirá os custos de produção, dará mais competitividade às empresas e acabará gerando mais empregos e, por outro lado, os opositores alegam que a medida precarizará o trabalho, com menores salários, maior jornada e piora na qualidade dos produtos e serviços produzidos à sociedade.
Eu até poderia utilizar o blog para comentar um pouco sobre os detalhes e sobre o porquê da aprovação deste projeto de lei ser positiva para o país, mas creio…

Literatura - Pior do que Chavão

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Sim, isso que você lerá a seguir é a minha coluna no Minuto Produtivo, embora não se pareça nada com ela... Ou com o que ela usualmente é.
Quando se passa muito tempo lendo livros de teor acadêmico, costuma-se ficar meio alienado de outras formas de entender a realidade. No meu caso, a própria convivência com pessoas normais ficou prejudicada. Então, decidi voltar meus olhos ao senso comum... Dias atrás dei uma pausa em meus estudos para ler um destes livros de modinha, com temáticas bem comuns e fórmulas clichês. O livro é “Primeiro Amor” de James Patterson. Não que eu seja um grande leitor de literatura, pelo contrário, nessa área da literatura eu não tenho muita experiência. Li alguns clássicos apenas, poderia citar como exemplo: “Dom Casmurro” de Machado de Assis, “a Ilha do Tesouro Perdido” de Robert Louis Stevenson, “Os miseráveis” de Victor Hugo, “A Guerra dos Mundos” de H.G. Wells ou ainda, “O admirável mundo novo” de Aldous Huxley, mas não se animem! Mesmo entre clássicos d…

A oposição à redução da maioridade penal e suas birutices lógicas

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No meu primeiro post do Minuto Produtivo para este mês de abril, irei falar de um tema que rendeu, rende e renderá muita polêmica, ao menos no meio político e entre os formadores da opinião pública brasileira: a redução da maioridade penal, aprovada no dia 31/03 pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados e que terá comissão especial para discuti-la a partir de então (ou seja, há um caminho ainda bem longo até que maiores de 16 anos possam parar atrás das grades como adultos). Mais precisamente, irei comentar sobre algumas das rotinas criadas pelos esquerdistas para se opor à medida (inclusive algumas delas serão transcritas da coluna publicada na última sexta-feira por Marcelo Freixo, deputado estadual pelo PSOL no Rio de Janeiro), cujas lógicas, quando extrapoladas, levam a conclusões absurdas em alguns casos. Seguem abaixo:

1 - "A sociedade precisa decidir em que banco quer ver a juventude. Se no banco da escola ou no banco dos réus. O Congresso Nacio…

Crime & Punição

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Olá leitores do Minuto Produtivo! Aqui quem vos escreve é Vinicius Littig. Faço postagens esporádicas por aqui e ajudo, quando possível, na correção gramatical e estilística de algumas postagens. Raramente decido fazer uma postagem (as últimas minhas podem ser conferidas, basta ver aqui, aqui e aqui), mas dessa vez, como podem ter observado pelo título, é uma ocasião especial.
O Congresso aprovou uma PEC que visa reduzir a maioridade penal em território brasileiro. Como era de se esperar, a nossa esquerda festiva (que daqui a pouco pretende demolir as cadeias também) manifestou-se contra de todas as formas, inclusive fazendo um vídeo com declamações de poema — quem possui perfil no Facebook provavelmente já se deparou com ele. Aos que não entenderam, não se posicionaram ou, ainda, utilizaram de falácias, argumentação inválida e desonestidade intelectual para discutir o assunto, postarei aqui um mega compilado, que fala desde o ato de criminar, a punição, passa por Foucault e deságua …

De volta a Gustavo Corção

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CORÇÃO, Gustavo¹ A palavra "nacionalismo", antes mesmo da proliferação de nossos dias tinha dois sentidos, duas acepções diversas e de origens diferentes. Na primeira acepção, de que já nos ocupamos, nacionalismo significa exaltação mórbida do sentimento de nacionalidade, ou ainda, se me permitem essa abstrusa expressão, significa uma espécie de egoísmo coletivo. É, como vimos, um vício que se opõe a virtude do patriotismo. Em linguagem filosófica costuma-se dizer: um vício que se opõe por excesso, mas não se deve concluir daí que se trate apenas de um exagero, ou de um grau excessivo de sentimento patriótico. Não. Mais do que isso, é um desvio, uma perversão.² Na segunda acepção, que já basta pra trazer boa dose de ambiguidade aos debates, nacionalismo significa política de socialização dos meios de produção, sendo sinônimo de estatismo e oposto ao liberalismo. Em outra oportunidade cuidaremos dessa segunda acepção. Por hoje ainda temos alguma coisa a dizer do nacionalismo…