Se dependêssemos de Luiz Gonzaga Belluzzo em 2009 já estaríamos muito mais ferrados do que hoje

Luiz Gonzaga Belluzzo (Fonte da imagem: G1)
De 2009 para 2010 a economia mostrava pujantes 7,5%  de crescimento baseados em gasto público e juros baixos. Ilusão, mera ilusão. O ciclo das commodities era bom, a economia estava estabilizada e a crise de 2008 havia sido, de fato, uma marolinha. Ou seja, qual a recomendação de Keynes nesse período? Cortar gastos! Mas... O governo aumentou os gastos, baixou juros e fez populismo pornográfico com a camisinha alheia. Luiz Gonzaga Belluzzo, neste mesmo ano, deu uma entrevista ao UOL dizendo duas coisas interessantes. Vamos a elas:

I - O câmbio estava muito valorizado.
    De fato estava mesmo, o dólar custava R$1,86, mínima histórica que dava ao brasileiro um poder de compra bastante alto, isto inclusive foi usado por Dilma Rousseff em 2010 como argumento no sentido de que o salário-mínimo real nunca havia estado tão alto. 

    A questão chave é que, na minha opinião, o dólar deveria no Brasil girar ao redor da faixa dos R$ 2,50 para que ficasse numa boa taxa de apreciação em dificultar o setor exportador. Para Belluzzo (quem o conhece sabe), entretanto, as coisas não são bem assim e inflação não é lá uma coisa muito ruim. Na cabeça do nosso "petistonomics" o dólar deveria poder comprar pelo menos umas "4 Dilmas"  pra ficar "ideal" para o processo de desenvolvimento tupiniquim. O povo? Ah... O povo que se ferre!

    II - O pré-sal é a chave.

    Para Belluzzo, o Estado tinha que desvalorizar o câmbio, gastar pra burro e se endividar pra caralho pra crescer, pois afinal de contas, a chave de ouro do primeiro mundo estava nas nossas mãos...O PRÉ-SAL!

    Se tivéssemos ouvido Belluzzo, levando em consideração o escândalo da Petrobrás somado a baixa histórica do preço do petróleo, provavelmente agora estaríamos de mãos dadas com os Venezuelanos com uma inflação na casa dos dois dígitos... E não falo de 10%, não... Se é que você me entende...

    Que bom que ele não era ministro da fazenda, não é mesmo? Que bom que o governo não prestava atenção a ele, não é mesmo? É um alívio não é mesmo?

    Not so fast, Junior... 

    Leia essa notícia.

    Leu?

    Pois bem, assim como em "O Exterminador do Futuro 2" John Connor não havia evitado o fim do mundo como o conhecemos e na verdade o "Dia do julgamento" viria até nós anos mais tarde no terceiro filme. Assim parece também que no Brasil, talvez nós só tenhamos atrasado o pior.

    Comentários

    Postagens mais visitadas deste blog

    E se comprar um carro fosse tão difícil quanto comprar uma arma?