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Mostrando postagens de Julho, 2015

Na falta de (bons) argumentos, resta ao Boulos fazer faniquito

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Ontem, meu colega de bancada Arthur Rizzi escreveu um post curto comentando a incoerência de esquerdistas (sobretudo dos governistas) em relação à perspectiva negativa feita pela agência Standard & Poor's na última terça-feira. Hoje, foi a vez de Guilherme Boulos ficar de choradinho em sua coluna na Folha de S. Paulo. Não é a primeira vez que esta notável figura é alvo de posts neste blog (quem quiser conferir mais artigos comentando as colunas dele pode clicar aqui), então muitas coisas que irei escrever aqui não soarão como nenhuma novidade a vocês, leitores. De qualquer forma, é interessante ver mais um exemplo da conveniência lógica de alguns formadores de opinião na nossa imprensa. Seguem abaixo alguns trechos da coluna de Boulos (em azul), com comentários meus ao longo desta:

Da série: Só é golpismo quando é contra o que eu penso...

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A exemplo do caso dos panelaços e da credibilidade dos delatores da Lava-Jato, o PT segue sua "nova-velha" lógica a risca, agora é a vez das agências de rating. Em 2008, durante o "espetáculo do crescimento", os dados da Standard and Poor's eram muito bem-vindos como confirmação do "Brasilsão" melhor do PT, as estatísticas da agência de rating eram usadas com orgulho pelo Partido dos Trabalhadores como comprovação imparcial da boa condução econômica do "Lulinha, paz e amor".
Hoje, sete anos mais tarde, as agências de rating, como a Standard and Poor's são "firuleiras" semeadoras de "uma crise forjada", e não são mais bem-vindas no Brasil.
É ou não é uma beleza?

O que o Manifesto Comunista diz sobre revolucionários de iPhone?

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Nestes dias de correria com os preparativos de minha formatura (isso explica a "estiagem" de postagens em junho), incluindo uma academia para perder um pouco de peso para o grande dia, sempre tem um tempo para, entre outras coisas, percorrer o feed de besteiras notícias no Facebook e acabei encontrando a pérola que vocês estão vendo na imagem acima. Trata-se da promoção de um curso de formação política da seção gaúcha da União da Juventude Socialista (UJS), que faz parte do PC do B, partido da atual base governista. Nela, consta a pergunta que nunca quis calar:
- Socialista pode ter iPhone?
Estou curioso para saber deles (e diria o mesmo para os membros e simpatizantes da UJS aqui no ES, estado onde moro), mas como moro muito longe para poder acompanhar a resposta a uma das perguntas que mais intrigam a humanidade, me reservo ao direito de invocar o Manifesto Comunista [1] de Friedrich Engels e Karl Marx para tentar esclarecer essa questão. Sim, gastei quase quinze dilmas p…

Primeira das novas aquisições do Minuto Produtivo para este segundo semestre: Ian Maldonado

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Há alguns meses, prometi aos leitores deste blog que neste segundo semestre haveria mudanças e novidades tanto no visual como na nossa equipe de articulistas. Quanto ao primeiro item, foi dado um pequeno tapa no visual da página: além do uso de cores mais claras nos elementos de título e de fundo, a página ficou mais larga, de forma a melhorar a visualização do texto e dos links que estão na lateral direita. Em relação ao segundo item, estou tentando ser o mais ágil possível para as aquisições de dois novos reforços para o time de editores.
Pois bem, hoje é a vez de apresentar o primeiro reforço para este segundo semestre: Ian Maldonado, coordenador estadual do Movimento Brasil Livre em SP, editor e articulista do blog O Reacionário e videomaker freelancer, agora fará parte do time de editores do Minuto Produtivo. Como vocês já perceberam, trata-se de um esforço para expandir as atividades deste blog para outros estados do nosso país.
Sem mais delongas, seja bem-vindo Ian. Nossa equi…

A nova estratégia mequetrefe da Carta Capital

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Agora, como a economia só afunda e o governo continua gastando alopradamente, a esquerda organizada em torno da Carta Capital - revista que era governista mas que ficou #xatiada com a guinada pretensamente ortodoxa de Dilma - decidiu culpar a austeridade pela crise. Só tem um problema com essa alegação:
Que austeridade?
O plano de austeridade dilmista era uma embromação cambota desde o início como eu mesmo já havia mostrado. O ajuste fiscal do governo seria baseado em impostos altos e juros altos até que o "pacotão" de Joaquim Levy passasse no congresso...Só que...Não passou.

Imagine que...

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Imagine em alguém que seja dono de um trailer, desses que vendem pipoca, cachorro-quente, hambúrguer ou qualquer junk food apenas para enganar o estômago em alguma esquina. Como todo negócio, começa sempre com aquela expectativa de sucesso e de independência financeira que todo empreendedor deseja. Só que infelizmente, o dono do negócio não soube planejá-lo financeiramente, teve que entrar em vários empréstimos para poder tocar sua lanchonete móvel e, após tentativas e erros, acabou falindo. Para piorar, como ele acabava lanchando enquanto ele trabalhava, acabou engordando até ficar obeso e, de quebra, suas taxas de colesterol e triglicerídeos foram para o espaço. 
Mas, como ele é brasileiro e não desiste nunca, recorreu a um parente mais afortunado e resolveu pegar um empréstimo a ele para reerguer o negócio. Em troca, resolveu propor algumas condições para emprestar esse dinheiro: primeiro, o dono do trailer continuaria trabalhando para fazer os lanches, mas a gestão financeira do …

Vouchers podem ser a solução pra educação, de acordo com Niall Ferguson

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Niall Ferguson, no capítulo final de sua obra A Grande Degeneração, traz dados e afirmações muito interessantes sobre a descentralização da educação, por meio da redução do poder do estado sobre ela.
Para Ferguson (2013, p.98) o problema é a educação pública como a conhecemos:
"O problema é que os que detêm o monopólio público da educação padecem dos mesmos problemas que afligem os que detêm o monopólio de qualquer coisa: a qualidade diminui devido à ausência de competição e ao poder insidioso dos direitos adquiridos pelos "produtores"."
Para Ferguson, um ambiente em que coexistam escolas públicas e privadas-subsidiadas competindo, a tendência é que o ambiente educacional tenda a excelência, como ocorreu no Chile. Outro exemplo dado por Ferguson é o caso americano das universidades de Harvard e Yale. As universidades britânicas figuraram como as melhores do mundo durante o século XIX e início do século XX, hoje foram superadas pelas americanas. Ferguson aponta que …

A Revista Fórum, a "refutação" das críticas ao SUS e o fim da picada

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Eventualmente, em algum site, em geral aqueles da famosa "blogosfera progressista", você pode encontrar algum artigo que "refute" as críticas ao nosso Sistema Único de Saúde (SUS), uma vez que ele possui um desempenho notoriamente bom em uma - ou uma parcela - de inúmeras atividades que o serviço "público, gratuito e de qualidade" cobre, mesmo que, no geral, possua uma qualidade pífia de atendimento. Mas uma matéria publicada hoje na Revista Fórum mostrou um argumento "irrefutável" contra aqueles que criticam o modelo atual de saúde pública: que aqui, diferente dos EUA, os ataques de cobras são tratados como problema de saúde pública. Segue matéria abaixo:

Eduardo Cunha pode ter sido apenas o pavio. A bomba mesmo está em Renan Calheiros

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Ainda repercute a notícia que pode ter começado a entornar o caldo da crise política instaurada desde o início do segundo mandato da Dilma Rousseff: a de que o Presidente da Câmara, Eduardo Cunha, decidiu romper com o governo e oficializar sua postura de oposição. A notícia, como era de se esperar, repercutiu bastante na imprensa e nas redes sociais, sobretudo pelo "barulhaço" promovido contra o desafeto do Planalto enquanto ele se pronunciava ontem.
Antes de iniciar os meus arrazoados sobre o assunto, eu pretendo falar para quem este meu artigo é direcionado: primeiramente, aos eventuais leitores governistas e demais esquerdistas deste blog, que enxergam em Cunha um "cramulhão" por ter recebido US$ 5 milhões de propina, mas que não deram um pio (ou então reclamaram muito menos) enquanto tiveram João Paulo Cunha e Henrique Alves como presidentes da Câmara e José Sarney no comando do Senado. Até onde sei, nenhum dos três citados eram santos, mas, enquanto fossem út…

Panelaço só é golpismo quando é contra o que eu penso

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Depois de no início do ano ver as reações iradas do governismo contra os panelaços chamando-os de "golpismo da elite branca", agora temos o "barulhaço" que nada mais é que a versão "left and soft" do panelaço. O engraçado é que o princípio é justamente o mesmo, a diferença é que se volta contra um - agora - opositor do governo e em defesa do petismo.

A mensagem é clara, panelaço só é golpismo quando é contra quem eu votei. Assim como delator da Lava-Jato só tem credibilidade quando ataca meus oponentes ideológicos...Se fala do meu candidato, aí não...É só "um criminoso sem credibilidade". É ou não é um mimo, isso?

Seria o Pan tão maçante para a Carta Capital tretar por causa de continência?

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Não sei se todos sabem, mas desde a última sexta-feira, 10 de julho, está acontecendo os jogos Pan-americanos, que terminarão no dia 26 deste mesmo mês. O fato de estar sendo transmitido na Record e não na Globo talvez explique tão pouca atenção ao evento, mas o interesse de meu post neste blog não é discutir os motivos isso nem se o Pan deva ser transmitido pela Globo, Record, SBT ou mesmo TV Traço Brasil. Irei hoje falar do grande celeuma criado no blog Esporte Final (antigo Esporte Fino), da Carta Capital, pelo fato de atletas militares terem prestado continência enquanto o Hino Nacional era tocado e a bandeira brasileira subia.
Como se a celeuma não fosse o bastante, a argumentação utilizada pelo jornalista Rodrigo Borges para justificar a abominabilidade do gesto dos atletas militares faz as emendas ficarem ainda piores que o soneto. Seguem alguns trechos do "artigo", e preparem-se para facepalms infinitos:

There is no alternative

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A frase que serve de título para o artigo de hoje (também conhecida pelo acrônimo TINA) era um slogan adotado pela então primeira-ministra do Reino Unido Margaret Thatcher, à medida que a Dama de Ferro implementava as mudanças que levariam o país britânico do posto de "doente da Europa" a uma economia de mercado.
O leitor deve estar se perguntando agora: o que tem a ver o famoso slogan thatcherista com a situação da Grécia?
Quem acompanha os noticiários e este blog há algum tempo - ver aqui, aqui e aqui - sabe as últimas semanas foram de muita tensão no país helênico: reuniões sem acordo com os credores europeus, convocação de referendo para aceitar a proposta destes, corrida aos bancos, que precisou ser estancada por meio de um corralito (limitando os saques diários a 60 euros) e, por fim, um sonoro oxi (não, em grego), no qual 61% dos eleitores rejeitaram esse acordo. Após isso, mais negociações com credores, líderes europeus cada vez menos confiantes e a iminência de um

O "Grexit" é o melhor choque de realidade para a União Europeia e, por que não, para a própria Grécia

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Os desdobramentos do referendo na Grécia, ocorrido no último domingo e já abordado neste blog (tanto por mim como pelo meu colega de bancada Arthur Rizzi), ainda dão pano para manga. Apesar de o resultado da consulta popular ter levado o governo grego a uma situação de "tudo ou nada" na negociação com os credores - a última proposta de Alexis Tsipras você pode conferir aqui - o meu pitaco por hoje será sobre a hipótese de nada ser resolvido e o país helênico acabar sendo "convidado" a se retirar da zona do euro, também conhecido como Grexit.
É evidente que a vitória do oxi (não, em grego) na votação do último domingo acabou ajudando os esquerdistas a requentarem mitos e/ou revanchismos antigos, como "o neoliberalismo quebrou a Grécia" e "os gregos deveriam ser indenizados pelos alemães por causa das dívidas da Segunda Guerra Mundial". Neste caso, o primeiro deles eu me debrucei para refutá-lo no primeiro tópico de um artigo que escrevi no blog

A relativização é a raiz de todos os problemas

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Você sabe o que é relativismo?
Simplificando, é a arte de de transformar algo absoluto, em algo abstrato e questionável.
Um exemplo: Pronto, a semente está lançada. Você transformou algo inquestionável há séculos, em algo passivo de questionamento com apenas uma frase. Consegue perceber o poder que isso tem?
E o melhor de tudo, você não precisa nem de ter uma base científica ou comprovada sobre o assunto, você pode usar de mentiras, falácias e distorções para comprovar sua relativização.

Perto do que estava por vir o 7 a 1 realmente foi pouco

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Terça-feira, 08 de julho de 2014. Há exatos 365 dias, em pleno Mineirão, a Seleção Brasileira sofreria seu maior vexame na história de uma Copa do Mundo: 7 a 1 para Alemanha, com direito a cinco gols apenas no primeiro tempo - quatro deles em apenas seis minutos - e, misericordiosamente, dois no segundo tempo. Müller, Klose (que passou a ser o maior artilheiro da história das Copas), Kroos por duas vezes, Khedira e Schürlle - este da foto - por duas vezes. Coube a Oscar fazer o gol de honra - se é que dá para pensar em honra numa hora dessas - da famiglia Scolari. E, naquele momento, coube a mim comentar sobre o duro choque de realidade - ver os artigos de minha tetralogia aqui, aqui, aqui e aqui -  que de repente sobreveio aos brasileiros sobre o nosso futebol, e que poderia muito bem se aplicar aos outros aspectos de nosso país: político, econômico, social, entre outros.
Um ano após esta catástrofe, o que mudou em nosso país? Se é que mudou alguma coisa, não é?

O caos grego e outras coisinhas mais...

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O referendo grego deu vitória ao "não", ou seja, o país rejeita a austeridade fiscal imposta pela Troika. Embora no Brasil se tenda a culpar os credores pelas dívidas e nunca o devedor, uma análise racional observa claramente que o processo que levou o caos grego começou quando o PASOK (centro-esquerda) encantado com o mundo mágico da moeda forte começou a gastar loucamente e quando o ND (centro-direita), longe de frear esse gasto ensandecido, decidiu fingir que não tinha nada acontecendo, a culpa é sempre do devedor. Como era óbvio que ia acontecer, no final das contas o país foi pro vermelho, o dinheiro parou de chegar. Os credores, receosos, acharam a farra exagerada e começaram a cobrar os títulos... Já dizia o ditado popular que "quando a esmola é muita o santo desconfia", e como de onde se tira e não se põe, acaba...

O país entrou no caos ainda sob a gestão do ND. A Syriza com um discurso psolista e carinhas jovens e "modernosas" ganhou a preferênc…

A porta da rua é a serventia da casa

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Bem, como é de conhecimento de todos, ontem foi o dia em que a Grécia, um país para lá de endividado e ainda em crise econômica, resolveu submeter um acordo com seus credores a um referendo. E o resultado foi claro: 61% dos eleitores votaram não, o que de certa forma ajuda a fortalecer a posição do primeiro-ministro Alexis Tsipras e da Syriza, partido de extrema-esquerda que assumiu o poder em janeiro deste ano. Ao mesmo tempo, reduz dramaticamente as chances de um (bom) acordo para solucionar o problema do país helênico, como demonstrado no discurso de Sigmar Gabriel, vice-chanceler alemão, após o resultado nas urnas.
É evidente que o oxi (não, em grego) que saiu das urnas gerou reações apaixonadas das esquerdas, tanto a europeia como a tupiniquim. Lá e cá, o resultado é visto por essas pessoas como uma resposta democrática dos gregos à tirania econômica representada pela troika e que tem por "cramulhão" a chanceler alemã Angela Merkel. Bem, parafraseando Winston Churchill…