A nova estratégia mequetrefe da Carta Capital

Capa da atual edição da CC (Fonte da imagem: Divulgação/Facebook)
Agora, como a economia só afunda e o governo continua gastando alopradamente, a esquerda organizada em torno da Carta Capital - revista que era governista mas que ficou #xatiada com a guinada pretensamente ortodoxa de Dilma - decidiu culpar a austeridade pela crise. Só tem um problema com essa alegação:

Que austeridade?

O plano de austeridade dilmista era uma embromação cambota desde o início como eu mesmo já havia mostrado. O ajuste fiscal do governo seria baseado em impostos altos e juros altos até que o "pacotão" de Joaquim Levy passasse no congresso...Só que...Não passou.

Quem quer que esteja acompanhando o cenário político vê que além das terceirizações nada mais passou. Tudo ficou encalhado como está. A presidente não tem apoio político e está cada vez mais isolada. Boa parte do PT se afastou da presidente, o PMDB já a mandou ás favas, parte do PP e do PSD já está se mandando para Terabítia - seja lá onde for que isso fique - e os partidos nanicos estão cada vez mais fechados com a oposição. 

A última batida no gongo foi de Eduardo Cunha que rompeu em definitivo com o governo. Em resumidas contas, a presidente não consegue passar nem uma lei que instaure o "Dia nacional da mandioca" se ela quiser. Culpar a austeridade pelo estado de deterioração econômica é como culpar a vitória nazista na Segunda Guerra Mundial pelo antissemitismo no mundo. Ou seja, é culpar uma coisa que nunca aconteceu, pois felizmente os Nazistas perderam a guerra, embora o antissemitismo continue existindo.

Que o serviço da dívida pública iria subir, todo mundo sabia. Estava na cara que com o aumento dos juros pra conter a inflação - medida acertada - os pagamentos dos juros dos títulos públicos também subiriam de valor, o que elevaria temporariamente o valor da dívida, mas como estava previsto antes, o superávit pretendido de 1,1% do PIB ajudaria a equilibrar as contas públicas e a trazer confiança para investir no país. O governo previa que no final do ano que vem, com a meta de 1,1% do PIB, os juros já começassem a cair, e com eles a dívida.


A estratégia da CC é simples: Se não podemos salvar Dilma, vamos salvar pelo menos o argumento "anti-neoliberal". Francamente, senhores! Mas que coisinha mequetrefe!

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