Lei de Muwaji: PSOL apoia o infanticídio

(Fonte da imagem: Divulgação)
Alguns deputados do PSOL como Chico Alencar, Ivan Valente e Edmilson Rodrigues bateram de frente com o relatório do deputado Marcos Rogério, do PDT, ao PL 1.057/07, cuja autoria é, surpreendentemente, do petista Henrique Afonso.

O projeto, apelidado de Lei Muwaji - homenagem a uma mãe da tribo Suruwaha que se rebelou contra a tradição de sua tribo e salvou a vida de sua filha, que seria morta por ter nascido deficiente - dispõe sobre o combate a práticas tradicionais nocivas, como o assassinato de crianças em casos de deficiência, gestação múltipla, preferência de gênero et alli

Essa preocupação seletiva é assustadora. Para Ivan Valente, por exemplo, "devemos respeitar as crenças dos indígenas". Alencar foi ainda mais longe: "esse relatório resgata o projeto original com todos os seus defeitos: interferência indevida nas populações indígenas, transforma os servidores da Funai em delatores. Ele criminaliza os povos indígenas e não é assim que vamos superar algo que precisa ser superado e ocorre em poucas comunidades". Isto é, para as esquerdas, portanto, é permitido matar fetos e crianças arbitrariamente, e jamais prender menores de idade que tenham cometido atrocidades só por serem menores. Perceba: prender adolescentes é criminalizar a juventude, mas coibir o infanticídio é criminalizar os povos indígenas.

O apreço por crianças e adolescentes é, portanto, mera fachada, e a ideologia não tarda a aparecer. Não é questão de respeito às diferentes culturas; há uma moral objetiva e universal que deve ser (e é!) respeitada por quase todos.

Em "A Abolição do Homem", C.S. Lewis nos explica o Tao - doutrina do valor objetivo - que, em suma (não quero me estender), significa: existem coisas realmente certas e coisas realmente erradas. Matar crianças inocentes é errado justamente por ser uma desproporção, uma diminuição. "Afirmar que um ancião é venerável ou que uma criança é graciosa não é somente registrar um fato psicológico sobre nossos sentimentos paternos ou filiais (...). De minha parte, não aprecio a presença de crianças pequenas, mas, uma vez que falo de dentro do Tao, reconheço nisso um defeito meu", exemplifica o autor. Ou seja: as coisas possuem certas qualidades e esperam uma resposta de nós, quer a demos, quer não. Outro exemplo (dessa vez, meu): imagine que um amigo chega até você vestindo a camiseta de uma banda que você não gosta e diz que pagou R$50,00. Você, então, olha com ar de reprovação e diz: "é... eu não pagaria nem dez, mas é uma camiseta bem feita; se você gosta dessa banda,  tudo certo"*. Comparamos, a partir da razão prática, a circunstância com o objeto. Se por um lado as esquerdas defendem a "juventude" - como se matar e estuprar fosse "coisa de adolescente" - por outro querem que seja exterminada. Além de não possuírem qualquer senso de proporção, os valores são todos relativos.

Quando ouvir algum esquerdista citando o estatuto da criança e do adolescente para defender marginais ou algum colega da UNE repetindo o slogan "Cunha, inimigo da juventude", esfregue esse artigo na cara dele.

Leia o projeto na íntegra clicando AQUI.

*: valor objetivo que trato aqui são apenas valores morais. Em economia a história é outra.

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