O ataque ao Instituto Lula está mais para Riocentro ou para bolinha de papel?

Imagem do estrago causado pelo "atentado" ao Instituto Lula. Cenas fortes. (Fonte da imagem: G1)
O segundo principal assunto da semana que chega ao fim, depois da morte do leão Cecil (e da busca implacável ao seu caçador, provavelmente mais perigoso que um terrorista do ISIS, pelo que parece nos noticiários), é a explosão de uma bomba em frente ao Instituto Lula, ocorrida na noite da última quinta-feira (30/07). Tão logo o caso ocorreu, os high heads da esquerda tupiniquim, antes mesmo de qualquer indício em relação ao responsável pelo ato, trataram o caso como um ato de intolerância fomentada na imprensa e por personalidades ligadas à direita (veja um exemplo disso aqui). O vídeo do ato denominado por parte da imprensa de "atentado" vocês podem conferir logo abaixo:


Primeiramente, sobre o uso do termo "atentado" para o caso: como muito bem pontuado pelo jornalista Guilherme Macalossi, a narrativa sobre o assunto ultrapassa qualquer limite de histeria, principalmente se compararmos o ato ao ataque à editora Abril promovida pela UJS, a destruição de laboratórios e fazendas por integrantes do MST, a invasão ao laboratório para o "resgate" dos beagles e aos coqueteis molotov disparados por black blocs. Até onde sei, nenhum desses quatro exemplos citados foi tratado como atentado, quanto mais um ato terrorista. Trata-se, portanto, de um duplo padrão por parte de imprensa, costumeiramente tida como "conservadora" e "de direita". Imagine se não fosse...

Em segundo lugar, sobre os comentaristas ruminantes da esquerda que trataram de comparar o atentado (cof cof cof) ao Instituto Lula ao atentado do Riocentro, ocorrido em 30 de abril de 1981, durante um show comemorativo do Dia do Trabalhador. Qualquer pessoa que saiba diferenciar alhos e bugalhos trataria essa comparação como uma demonstração cabal de ignorância histórica, dado que aquele atentado, inicialmente atribuído à esquerda radical, foi na verdade promovido por integrantes de setores mais linha-dura do governo para forçar uma nova onda de repressão aos opositores. Ou seja, uma false flag promovida por quem estava no poder para endossar o recrudescimento de sua força política. Se o Riocentro fosse parâmetro para comparação com o atentado (cof cof cof) ao Instituto Lula, isso seria ótimo...Para endossar a hipótese de que o ato foi promovido por setores do petismo para se vitimizar. Enfim, um baita tiro no pé esquerdo. O mais impressionante é como a galera da direita não percebeu este ato falho.

No mais, guardadas as devidas proporções, por mais que o petismo quisesse ter um Riocentro para chamar de seu, parece que ganhou uma bolinha de papel para chamar de sua.

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