O Partido Novo, segundo o universo paralelo da Carta Maior

(Fonte da imagem: Implicante)
Muitos cientistas, ainda sem muito sucesso, tentam descobrir uma forma de se chegar aos universos paralelos ao que nós vivemos. Mas, sinceramente, não entendo o porquê de tanto esforço. Afinal, os esquerdistas, há um bom tempo, já descobriram um universo paralelo e, de certa forma, fazem suas análises com base nele. A tese do "neoliberalismo de Estado" da Carta Capital é um belo exemplo disso.

Mas hoje irei falar um pouco da matéria da Carta Maior sobre o Partido Novo, legenda que, na noite da última terça-feira, recebeu o registro do TSE, podendo já lançar candidatos às eleições municipais de 2016. Alguns trechos da matéria publicada pela jornalista Najla Passos merecem destaque:

"Formado genuinamente por universitários que, desde a redemocratização, escutam o mantra neoliberal que tomou conta da academia brasileira, os “sócios” do NOVO são favoráveis ao estado mínimo, praticamente sem nenhuma função social."

Gostaria de saber que mantra neoliberal é esse que, desde a redemocratização, tomou conta da academia brasileira. Talvez Reagan ou Thatcher sintam orgulho do resultado deste mantra.

(Fonte da imagem: UNAMA)
E isto é só um exemplo. Outros trechos como a adivinhação fiscalista do perfil dos 181 fundadores da legenda, que atendem "ao típico perfil coxinha: nível superior, renda superior e pouco entendimento do que é a vida para quem pega ônibus para chegar às periferias" ou mesmo o "Contraditoriamente, porém, seu presidente afirmou [...] que o Bolsa Família é o melhor programa social em execução no país, porque permite ao cidadão decidir como irá gastar o subsídio do Estado", demonstrando completa ignorância sobre o fato de que a ideia dos programas de transferência de renda surgiu com o economista Milton Friedman. Uma pesquisa no Google, talvez, salvaria a Sra. Passos.

Resta só dizer duas palavras: que dureza.

UPDATE (17/09 - 20h46): Outro exemplo que encontrei do legado do mantra neoliberal na academia brasileira é que as FARC não são um grupo terrorista, e que apenas lutam contra as desigualdades sociais. Baita neoliberalismo:

(Fonte da imagem: Divulgação)

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