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Mostrando postagens de Julho, 2013

Para Gustavo Franco, Brasil se aproxima do capitalismo de estado chinês

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Os quase 200 milhões de brasileiros não confiam na política. Em pesquisa elaborada pelo Datafolha em dezembro do ano passado, a maioria dos brasileiros disse acreditar que todos os governos foram corruptos desde, pelo menos, José Sarney (1985-1990). Em outra pesquisa, desta vez do Ibope, divulgada no início deste ano, a confiança do brasileiro no Congresso Nacional aparece como a mais baixa entre as sete instituições pesquisadas. Também pelo Ibope, constata-se que mais da metade dos brasileiros não tem preferência por nenhum partido político.
E não é apenas o brasileiro que não confia na política: o dinheiro também desconfia, tem medo e foge. O número de estrangeiros com posições vendidas em contratos futuro de Ibovespa bateu recorde no início deste ano – um claro indicador de pessimismo com o Brasil no curto prazo. O motivo? Para a maioria dos analistas, o maior intervencionismo do governo na economia, com tons de populismo, não favorece o crescimento do lucro das maiores empresas d…

Mais Médicos e a nova disciplina do curso de Medicina: A Matemágica (Parte 1)

Neste post eu vou comentar algumas respostas do FAQ (Frequently Asked Questions) do site oficial do programa Mais Médicos. Irei abordar somente as respostas às perguntas mais relevantes que careçam de bom fundamento.
Comentários ao FAQ
17) Os médicos estrangeiros passarão pelo Revalida, avaliação realizada pelo MEC para validação dos diplomas de médicos estrangeiros?
Como a atuação desses médicos com registro provisório será direcionada pelo Governo Federal às áreas carentes e vulneráveis, ele estará dispensado do Revalida. A aprovação no exame e consequente validação do diploma autoriza o profissional a trabalhar em qualquer região do país, concorrendo livremente no mercado de trabalho. Dessa forma, se o exame fosse realizado não seria possível determinar onde esse médico trabalhará, o que não resolveria o problema de falta de médicos no país concentrada no interior.

É possível perceber que existe um incentivo do Governo Federal para a contratação de médicos mal qualificados. Note a e…

Impressões e opiniões sobre "Privatize Já" - Seção I: Introdução e as vantagens da privatização

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Boa noite pessoal. Hoje utilizarei o Minuto Produtivo para comentar sobre o livro que li durante praticamente um mês (admito, desde 2011 quando li A Máquina que Mudou o Mundo, de Daniel T. Jones et al que eu não me dedicava para ler um livro de mais de 300 páginas): Privatize Já, do economista Rodrigo Constantino, formado pela PUC-RJ e MBA de Finanças pelo IBMEC. Ele é autor de vários outros livros e colunista em diversos veículos de comunicação. Apresentações a parte, pretendo resumir um pouco do que li ao longo deste tempo, bem como comentar algumas partes do mesmo.

Nesta primeira parte, apresentarei um resumo da Introdução e dos sete primeiros capítulos do livro, e ao final comentarei sobre alguns aspectos interessantes que encontrei nos mesmos.
Introdução
Privatize Já começa com uma referência histórica ao reinado do czar Pedro I (que reinou no império Russo de 1682 a 1725), que em uma de suas viagens passou pela cidade de Kazan e viu duas fábricas de tecidos, uma estatal e outra, …

A pauta do "Protesto GV" e a fé no poder mágico do Estado

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Boa noite pessoal. Hoje utilizarei o Minuto Produtivo para comentar sobre a nota de esclarecimento enviada pelo grupo intitulado "Protesto GV", que é uma resposta às alegações do governador Renato Casagrande de que não houve disposição dos manifestantes de negociar. Na verdade não pretendo discutir sobre a nota como um todo muito menos dizer que lado está certo ou errado nessa história toda, até porque na minha humilde e honesta opinião ambos estão muito errados, tanto o governo por não saber gerir a situação sem responder adequadamente, como quem está mexendo nas "cordinhas" de quem foi para as ruas. E, por mais decepcionante que seja para alguns, meu ponto de vista que norteou o post do dia 16/06 permanece o mesmo. Não mudo um ponto, i ou vírgula sequer. O meu interesse em especial é comentar sobre a pauta de reivindicações, que seguirá abaixo. Diferentemente dos outros textos, em que normalmente coloco trechos transcritos na cor azul, irei classificar os trecho…

O "home sweet home" puxa a dívida do brasileiro

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Uma transformação importante está em curso no crédito brasileiro. Se os níveis de endividamento das famílias seguem altos e, em parte, travam o avanço do consumo, o perfil dessas dívidas está mudando gradualmente. Nos últimos meses, foi o crédito imobiliário, e não modalidades de empréstimo para o consumo, a principal causa da expansão dos níveis de endividamento das famílias. Se mantida, essa é uma tendência que garante o crescimento do crédito a pessoa física no país com menor pressão no orçamento mensal, característica vista em economias mais maduras.
Em abril, dado mais recente divulgado pelo Banco Central, o endividamento das famílias, medido pela relação entre a dívida total dos domicílios e a renda acumulada em doze meses, chegou a 44,23%, ante 43,97% em março. Um ano antes, esse percentual estava em 42,57%. Excluindo-se o crédito imobiliário, porém, o endividamento das famílias seria de 30,47%, estável ante o mês anterior e em queda ante os 31,29% registrados em abril do ano p…

Como o crescimento econômico afeta o desempenho das empresas

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Bom dia pessoal. No último sábado utilizei este blog para comentar sobre os fatos que marcaram a semana no Espírito Santo e no Brasil, abrindo com a expectativa dos bancos públicos (assim como o BC) de que o crescimento do PIB fique abaixo dos 2%. Hoje compartilharei com vocês uma matéria do Infomoney que fala sobre como o crescimento econômico pode afetar o resultado das empresas e suas ações. Voltarei para comentar.
"O Banco Central divulgou na sexta-feira (12) o IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central) de maio, considerado prévia do PIB (Produto Interno Bruto). O índice mostrou que a economia brasileira registrou retração de 1,4% ante abril, o que representa o pior resultado mensal desde 2008. O resultado ruim foi pressionado pela fraqueza da produção industrial e indicou que a recuperação da atividade ainda não deu sinais consistentes.
De acordo com a diretora da Hirashima & Associados, Alessandra Guardia, os setores que mais perdem com uma prévia do PIB aba…

Aleatórias: o fantasma do PIBinho, o #desocupaALES, o quiproquó do pedágio e o mico geral

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Boa noite pessoal. Hoje utilizarei o Minuto Produtivo para comentar três assuntos importantes e que marcaram o noticiário desta semana, tudo em apenas uma postagem. E preparem a pipoca e o guaraná, pois a leitura vai render um bocado de tempo. Sem delongas na introdução, vamos lá.
O fantasma do PIBinho assombra. De novo
Ao que parece, meu pessimismo em relação ao crescimento econômico do país ainda parece bastante otimista diante da realidade. Em matéria divulgada pela Folha de S. Paulo (e republicada pela Exame), os bancos públicos (com o reforço do Banco Central) já esperam um crescimento do PIB inferior a 2% neste ano.Algo ridiculamente distante dos mais de 4% anunciados pelo ministro da Fazenda Guido Mantega ao final do ano passado. Vale lembrar ainda que neste ano tal expectativa foi confirmada um mês antes em relação ao ano anterior. Ou seja, se continuarmos andando nessa balada, não será surpresa nenhuma conseguirmos crescer ainda menos em relação a 2012.
E ao que tudo indica, …