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Mostrando postagens de Outubro, 2014

Do apocalipse ao circo

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A imagem acima mostra o que seria do Brasil caso Aécio Neves, candidato à Presidência da República pelo PSDB, fosse eleito. Graças às medidas de austeridade que seriam impostas a partir de 1° de janeiro de 2015, sob a batuta do gênio do mal da economia e nas horas vagas Ministro da Fazenda Armínio Fraga, os juros iriam subir, o desemprego iria disparar, a economia entraria em recessão e milhões de brasileiros ficariam sem carro, sem casa, e até mesmo sem um pãozinho para comer nas refeições diárias. É muito provável que ao final dessas medidas impopulares morreria mais gente que no Holocausto, Holodomor, Grande Salto para Frente e o massacre armênio somados. Ah, quem não morresse de fome acabaria sendo morto pela polícia, a instituição mais racista, fascista e autoritária que existe na humanidade (Dexter intensifies, e não estou falando daquele nerd do desenho animado), já que a população acabaria se revoltando contra os males que o neoliberalismo tucano promoveria ao nosso país. Mui…

As bombas que Dilma Rousseff terá que desarmar no segundo mandato

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Boa noite pessoal. Após o meu primeiro comentário sobre a reeleição da presidente Dilma Rousseff (ver aqui) irei hoje utilizar o Minuto Produtivo para comentar sobre as "bombas" que a mandatária terá que desarmar logo no início do segundo mandato, sobretudo no ambiente econômico (diga-se de passagem, algumas destas "bombas" foram armadas por ela mesma ao longo destes quatro anos). Antes de entrar de vez no assunto do post, cabe dizer que a reação do mercado à reeleição da petista não foi a das melhores: a Bovespa fechou em baixa de 2,77%, sendo que pela manhã a queda chegou a 6,2%; já o dólar fechou em R$ 2,52 (após chegar a R$ 2,56), com alta de 2,61%. Coincidência ou não, o nervosismo diminuiu um pouco justo após o anúncio de que Trabuco, presidente do Bradesco, e Loyo, do BTG Pactual, poderiam entrar em uma nova formação da equipe econômica da atual presidente. E antes que alguém apareça dizendo que "dólar não enche barriga de pobre" cabe dizer que bo…

Boa sorte para o Brasil. Porque vai precisar...

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Boa noite pessoal. Hoje irei utilizar o Minuto Produtivo para comentar sobre o resultado do segundo turno das eleições presidenciais ocorrido hoje, que reelegeu Dilma Rousseff, dando a ela mais quatro anos no poder. Em uma campanha que foi a mais acirrada em 25 anos e, provavelmente, a de mais baixo nível, a candidata governista conseguiu derrotar Aécio Neves por uma margem bastante apertada, com 51,6% dos votos, contra 48,4% do adversário tucano.
Em primeiro lugar, cabe dizer que não é o momento de culpar um indivíduo que pertence à região X ou Y pelo fato da candidata situacionista ter ganho lá. Prefiro acreditar que aqueles que votaram nela em determinadas localidades por conta da ampla gama de benefícios sociais oferecidos são mais reféns de uma campanha de medo (aquele papo de "se o PSDB ganhar não vai ter Bolsa Família" e coisas do tipo) do que cúmplices. A propósito, a campanha de Dilma neste segundo turno, foi uma campanha de medo. Par excellence. E, diga-se de pass…

Dia de decisão

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Boa noite pessoal. Como na véspera do primeiro turno destas eleições (ver aqui), utilizarei o Minuto Produtivo para comentar sobre o segundo turno das eleições presidenciais, que ocorrerá amanhã, das 08h às 17h. Tal como no primeiro texto, este de hoje terão comentários que não necessariamente são novidade para quem acompanha este blog, entretanto é pertinente que eu os repita em um momento tão importante - para não dizer crucial - ao país.

É evidente que estas eleições caminham para ser uma das mais acirradas - senão a mais acirrada - em 25 anos, tese esta ventilada pelos principais meios de comunicação e que pode ser facilmente observada nas ruas e nas redes sociais. Independente de quem saia como vencedor, é necessário que se crie um ambiente de conciliação a partir de segunda-feira, muito embora eu acredite que a candidata a reeleição Dilma Rousseff terá um trabalho (muito) maior para conseguir isso, por motivos que eu explicarei nos próximos parágrafos.

Política, eleições e ética

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“Campanha eleitoral é guerra. Política é outra coisa.”

Pode-se definir política como uma conversa com oposições de ideias buscando aperfeiçoá-las em prol de um bem comum. Entrementes, durante a campanha eleitoral nem sempre vemos isso, o que lamentavelmente corrobora para o empobrecimento do debate de temáticas que poderiam contribuir para a progressão do país.
Como defende o jurista Humberto Ávila em Teoria dos Princípios, ter princípios não quer dizer que os mesmos vão ser seguidos. Nesse sentido, é notável durante as eleições o esquecimento desses.
É notório, igualmente, que durante a campanha a ética é pautada pelos resultados. Isso ocorre porque o eleitorado brasileiro é muitas vezes conivente com difamações entre candidatos e terrorismo eleitoral. Infelizmente, em detrimento a valorização da cooperação entre os mesmos na formulação de um debate produtivo.

A lógica econômica defasada de Dilma Rousseff

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Boa noite pessoal. Hoje irei utilizar o Minuto Produtivo para comentar um pouco sobre o debate entre os candidatos Dilma Rousseff e Aécio Neves, ocorrido ontem na Record (diga-se de passagem, a performance mais apagada do tucano desde o início da campanha eleitoral). Mais precisamente, comentarei sobre a lógica biruta utilizada para explicar as questões relacionadas à inflação e desemprego. Questionada por Aécio neste ponto, Dilma, mais uma vez, disse que para reduzir o indicador a 3%, o desemprego deveria estar em 15%. É evidente que tal afirmação, se formos identificar dados empíricos dos dois indicadores em diversos países - desenvolvidos e emergentes - é estúpida, uma vez que Chile (inf. 4,9%; des. 6,7%), Peru (inf. 2,7%; des. 5,9%), México (inf. 4,2%; des. 5,1%) e a Alemanha (inf. 0,8%; des. 4,9%), país citado pela candidata como referencial negativo (!) da situação recente da Europa são países com inflação inferior a nossa e nem de longe apresentam um quadro apocalíptico de des…

Henrique Meirelles e a regulação dos mercados

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Boa tarde pessoal. Ontem, no meu post no Minuto Produtivo em que "comparei" Armínio Fraga e Aloízio Mercadante (os "ministeriáveis" na pasta da Fazenda - veja aqui), citei brevemente Henrique Meirelles, ex-presidente do BC no Governo Lula, como um dos melhores (se não o melhor) especialistas da área econômica em nosso país. Hoje irei comentar sobre a coluna dele publicada hoje na Folha de S. Paulo (clique aqui), no qual ele disserta sobre o papel do Estado na regulação dos mercados, citando o vencedor do Prêmio Nobel de Economia Jean Tirole (clique aqui). Segue abaixo os trechos de sua coluna (em azul), com comentários meus ao longo do texto:
"O Nobel de Economia dado ao francês Jean Tirole traz uma contribuição importante ao histórico debate entre os proponentes da capacidade de autorregulação dos mercados e os defensores da intervenção estatal, que busca direcionar os mercados segundo a visão dos governantes.
Como mostra a história, a realidade traz lições qu…

Armínio Fraga ou Aloízio Mercadante: vocês ainda têm dúvida?

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Boa noite pessoal. Hoje irei utilizar o Minuto Produtivo para fazer um breve "comparativo" entre os dois candidatos à Ministro da Fazenda, caso Aécio Neves ou Dilma Rousseff ganhem o segundo turno das eleições, respectivamente: Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central no governo de FHC, e Aloízio Mercadante, atual ministro da Casa Civil e ex-ministro de Ciência e Tecnologia no governo Dilma, além de ter sido deputado federal por dois mandatos e senador. "Comparativo", porque não irei me aprofundar muito em traçar um paralelo entre os "ministeriáveis".

Antes de compará-los cabe um lembrete aos leitores do meu blog: não, não sou um entusiasta de Armínio Fraga. Exatamente isso que vocês leram. Mesmo não sendo segredo nenhum que irei votar em Aécio Neves no segundo turno das eleições, não nutro muita simpatia pelo possível Ministro da Fazenda pelo candidato tucano. Primeiramente pelo simples fato de sua passagem no BC ser marcada por controvérsias, o qu…

Xico Sá, um mártir imaginário

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"Puta falta de sacanagem!" (RESTART, Fã de)
Boa noite pessoal. Hoje irei utilizar o Minuto Produtivo para comentar sobre o entrevero que surgiu por conta da "demissão" (ou melhor, pedido de demissão) de Xico Sá, colunista esportivo do jornal Folha de S. Paulo (clique aquie aqui). Basicamente, a sequência dos acontecimentos que levaram ao caso foi a seguinte: O colunista, que escreve textos para a área de esportes, tenta publicar um artigo no qual apoia Dilma Rousseff, candidata à presidência da República;A Folha, de acordo com suas diretrizes internas e com a área pela qual o jornalista foi contratado, recusa a publicação de seu artigo. Como alternativa, o jornal oferece um espaço na página "a3", no qual ele tem a oportunidade de revelar seu voto;Xico Sá recusa, pede demissão e xinga muito no Twitter, reclamando de "censura". O que se observou depois foram manifestações de blogs e sites progressistas, criticando uma suposta "perseguição ideo…

O desespero de Laura Capriglione. Ou: dá as cartas quem está no jogo

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Boa noite pessoal. Hoje irei utilizar o Minuto Produtivo para comentar uma coluna da Laura Capriglione no Yahoo Notícias (clique aqui) sobre a decisão de Marina Silva de se aliar a Aécio Neves. Nela, após uma longa introdução que fala da trajetória política da ex-senadora e ex-ministra do Meio Ambiente, ela resolve, em tom (bastante) desesperado, tratar a candidata socialista derrotada no primeiro turno como uma "traidora" pelo fato de ter - até que enfim, diga-se de passagem - decidido pelo apoio ao candidato tucano. Dois trechos, em especial, me chamaram a atenção. Segue abaixo:
"Mas Marina Silva acabou no domingo 12 de outubro, quando virou as costas para sua própria trajetória ao declarar voto no candidato Aécio Neves, o representante de uma política econômica ostensivamente contrária à valorização do salário mínimo e à ampliação das políticas sociais e de inclusão.
Com o capital eleitoral que conseguiu reunir no primeiro turno (21,32 % do total de votos, ou 22.176.6…

Campanha limpa não pode significar falta de firmeza

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Boa noite pessoal. Hoje irei utilizar o Minuto Produtivo para comentar um pouco sobre o início da campanha eleitoral para o segundo turno das eleições presidenciais deste ano, que promete ser a mais eletrizante em pelo menos doze anos, uma vez que o PT finalmente lidou com um cenário até então inédito: o de começar o certame em desvantagem em relação ao adversário tucano (que parece ter ampliado, dado o último resultado da pesquisa IstoÉ/Sensus). Talvez até por isso que como nunca a tempestade de ataques por parte da campanha de Dilma será (ou melhor, já está sendo) muito mais forte do que na campanha de sua eleição em 2010 e nas campanhas da eleição e da reeleição de Lula em 2002 e 2006, respectivamente.
Neste início de campanha, o PSDB resolveu defender a ideia de "campanha limpa", que basicamente resume-se a fazer propostas, evitando ao máximo a troca de acusações e limitando-se às críticas pontuais à candidatura adversária. Não, não estou defendendo que Aécio Neves tenh…

O falso dilema entre o econômico e o social

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"É necessário fazer o bolo crescer para depois reparti-lo." (Delfim Netto)
"É a economia, estúpido!" (James Carville)

Boa noite pessoal. Ainda em clima de eleições, mas falando de um tema mais recorrente e que é igualmente válido fora deste período caloroso, irei hoje utilizar o Minuto Produtivo para falar de um dilema que acaba caindo na mente de muitas pessoas (e neste momento, eleitores): quando algumas pessoas falam que a economia brasileira vai mal e que o governo precisa tomar medidas que visem mais competitividade e desempenho, outras argumentam contra, dizendo que "o momento agora é se preocupar com o social", como se a economia e as políticas sociais fossem aspectos mutuamente exclusivos. E não, isso não é um dilema. É um falso dilema.
Antes de explicar o motivo de eu dizer que essa questão é um falso dilema, preciso fazer um parêntese para comentar brevemente sobre as duas frases que introduzem esta postagem. A primeira, de Delfim Netto, Ministro…

Estupidez não escolhe (um) lado

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Boa noite pessoal. Ontem utilizei o Minuto Produtivo para falar das primeiras impressões sobre o primeiro turno das eleições, bem como uma breve perspectiva para o segundo turno (confira aqui). Hoje irei comentar sobre os casos de xingamentos contra nordestinos nas redes sociais devido ao resultado favorável ao PT na região, com ampla repercussão nos sites de notícias (confira aqui), bem como casos semelhantes contra paulistas, com uma repercussão bem menor (confira aqui). E é bem provável que meus "puxões de orelha" acabem irritando tanto esquerdistas como direitistas (não que os centristas e os indecisos também não mereçam isso, mas para efeito de simplificação irei resumir minhas críticas a dois grupos), mesmo eu identificando mais com as ideias dos últimos em relação aos primeiros.

Aos vencedores, as batatas...E aos perdedores, as batatadas (ou não)

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Boa noite pessoal. Hoje irei utilizar o Minuto Produtivo para falar de minhas primeiras impressões sobre o resultado do primeiro turno das eleições, tanto na disputa presidencial como nos demais certames (Senado, Câmara e Governos dos Estados), bem como minhas expectativas para o segundo turno e para as primeiras ações de alguns dos eleitos para o próximo ano.
Primeiramente, digo que fico feliz - e, ao mesmo tempo, preocupado - com o fato de que Aécio Neves conseguiu virar e conseguir entrar na disputa do segundo turno com a presidente e candidata à reeleição Dilma Rousseff, sendo que a diferença entre os dois postulantes é consideravelmente menor em relação ao esperado nas pesquisas eleitorais. Feliz porque vejo no tucano uma capacidade de articulação política e de formação de um time de governo superior em relação à Marina Silva, que terminou na terceira colocação. E preocupado, uma vez que diferente do caso de um hipotético segundo turno entre as candidatas do PT e do PSB, em que …

As eleições mais decisivas em 25 anos

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Boa noite pessoal. Assim como no domingo passado (ver aqui), irei utilizar o Minuto Produtivo para comentar sobre as eleições para deputados (estadual e federal), senador, governador e presidente, que vão ocorrer amanhã, das 08h às 17h. É claro que os acontecimentos desta semana podem mudar um ou outro ponto do que irei dizer, mas creio eu que muitas coisas que estarão nos parágrafos seguintes já são familiares a quem é leitor deste blog.
A primeira delas é que o certame de amanhã é, a meu ver, o mais decisivo e crucial ao nosso país desde as primeiras eleições após a redemocratização do país, ocorridas em 1989. E, levando em conta apenas os três principais candidatos ao governo federal (Dilma, Aécio e Marina), são três projetos de nação completamente distintos. E recomendo a você, que vai às urnas amanhã, que não vote pensando tão somente na sua situação neste momento ou no que você acredita que vai acontecer nos próximos meses, e sim no que você enxerga daqui a alguns anos, bem com…