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Mostrando postagens de Outubro, 2015

Não tem mais pobre andando de avião...Aliás, já teve?

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Uma das piadas mais contadas pelo governismo esquerdista é que graças ao partido "agora tinha pobre andando de avião... ". É claro que isso é uma mentira, uma vez que "a nova classe média" petista ganha entre um salário-mínimo e um salário e meio, mas para todos os fins retóricos vamos tomar isso como verdadeiro, e que a "patuléia" que vivia a margem da miséria passou a ir visitar Paris pra papear com Chico Buarque.
O Antagonista divulgou um dado incômodo para o governismo... Na atual crise, quem mais está pagando o pato é justamente a "nova classe média" petista, onde a renda caiu 10 vezes mais do que a renda das demais camadas sociais. Ou seja, se tinha favelado visitando Chico Buarque em Paris, não tem mais.
Aviso aos leitores: esta postagem é a última do Minuto Produtivo na plataforma Blogger. Novos textos voltarão a ser escritos após a inauguração do novo site. Aguarde e esteja a par das novidades em nossa página do Facebook.

ENEM 2015 e o orgasmo da esquerda festiva

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Olá, amigos do MP. Aqui quem vos escreve é Vinicius Littig — lembram-se de mim? Apareço aqui raramente para fazer uma espécie de descarrego mental sobre temas de nosso cotidiano. E qual tema mais popular nesse final de semana do que o famoso Exame Nacional do Ensino Médio? Não é novidade para as pessoas daqui que o ENEM é uma prova que demonstra o nível de doutrinação ideológica no ensino brasileiro. Basta correr pela internet nas questões das últimas provas para perceber o quanto que as questões de ciências humanas e a própria redação em si cobram uma certa "imbecilização" do estudante para que ele, a fim de acertar a questão e garantir seus pontos, vista-se de opiniões mastigadas e cuspidas por professores de esquerda. Não é mais uma questão de ter ou não opinião própria, é questão de concordar, por bem ou por mal, com os posicionamentos ideológicos acerca de temas como feminismo, ambientalismo, militâncias como o MST...E por aí a banda toca.
Até o final deste artigo, pro…

O STF é um poder moderador limitado e comprometido

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Qualquer pessoa minimamente estudada que tenha lido um ou dois bons livros de história do Brasil, sabe que no período monárquico nosso parlamentarismo - demasiado elitista - tinha apenas um seguro contra rupturas institucionais: o poder moderador. O quarto poder que Dom Pedro II detinha em junção com parte do executivo faziam-no a personificação do pensamento "saquarema" (Partido Conservador), unionista e centrado na figura do Imperador tal qual um típico Tory britânico do período anterior à revolução gloriosa. Tão verdade é que, somente após o gabinete liberal de José Antonio Saraiva (1881), quando se passa a lei Saraiva criando o "distritão" parlamentarista, que o poder moderador começa a se atacado. É verdade também que os liberais, com grande número de republicanos nas suas fileiras, tornaram-se mais radicais após a Guerra do Paraguai.  O "distritão" da época transformou as províncias em distritos, o que empoderou em demasia as oligarquias locais que…

Não, Juan Arias. Dilma não se transformou

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Hoje, uma coluna escrita por Juan Arias e publicada no El País me chamou a atenção, sobre uma possível "transformação" no estilo de governar de Dilma Rousseff, cujo início de segundo mandato está sendo marcado com a pior crise econômica da história do Plano Real, índices de popularidade baixíssimos e um quase isolamento em relação à base aliada. No texto, Arias comenta sobre a decisão de Dilma em manter Joaquim Levy, atual (ou seria quase ex?) Ministro da Fazenda e que tem a difícil missão de se livrar da "herança maldita" que a presidente entregou para si própria ao ser reeleita no ano passado. Alguns trechos em particular irei transcrevê-los (em azul), e os responderei em seguida:
"Pode também ter sido a confissão de uma inesperada transformação.O certo é que, acossada por todos os lados, com uma popularidade pífia, falou claramente, sem rodeios, algo que não costuma ser seu forte. “Quando digo não, não há outra opção, é não e acabou”, disse aos jornalistas …

Em nome da causa vale absolutamente tudo

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Não é a primeira vez que abordo a questão dos "urubólogos do bem", que são, basicamente, aqueles pretensos defensores de minorias (ou de "oprimidos") que, na verdade, preferem a ocorrência de mais situações que permitam a vitimização desses grupos justamente para atacar a "direita conservadora", os "fundamentalistas", os "fanáticos religiosos" ou qualquer outro espantalho que não defenda o que eles defendem. Neste blog, por exemplo, falei duas vezes sobre o assunto (ver aqui e aqui), e no espaço deste na plataforma Medium discorri outras duas vezes (ver aqui e aqui). Enfim, a última coisa que essas pessoas querem é que as "carniças" deixem de existir, pois então eles se tornariam completamente inúteis na política ou na opinião pública brasileira.

Dando-se tempo ao tempo: cadê as vantagens do porto de Mariel?

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Lembro-me disso como se fosse ontem, ou, no máximo anteontem: em um país cujo transporte portuário possui deficiências crônicas, seja em atender a demanda, seja na infraestrutura de acesso, o mais razoável seria utilizar seu banco de desenvolvimento para investir na modernização de seus próprios portos antes de fazer isso em outros países (se bem que, sendo sincero, não seria melhor que o BNDES deixasse de existir, principalmente se levarmos em conta as políticas recentemente adotadas no âmbito interno). Não foi o caso do Brasil, que utilizou o banco para emprestar US$ 802 milhões para a reforma de um porto...Só que em Cuba.

A obra, a cargo da empreiteira Odebrecht, causou polêmica em nosso país, uma reação da oposição (ainda que em modo business as usual, ou seja, uma tímida reação) e uma defesa enfática de meios de comunicação da esquerda (ver um exemplo aqui), além da FIESP (ver aqui), uma das principais representantes do governismo no meio empresarial. O restabelecimento das rela…

Desenvolvimentistas, uma vez mais, câmbio desvalorizado não desenvolve país!

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Eu já havia falado em outra postagem que moeda fraca não é garantia de desenvolvimento como dizem os desenvolvimentistas, mas ao que parece eles não se convencem. Não faltam os que vibram com a derrocada do real frente ao dólar pois supostamente fariam nossos produtos muito atrativos e seriam a chave do desenvolvimento econômico do Brasil. Eu só tenho uma má notícia. Como a China, nossa maior parceira comercial está indo a largos passos "pras cucuias", pode esquecer o show de exportações. Os benefícios das desvalorizações cambiais são apenas episódicas e insuficientes, e, para piorar, quando associada ao dirigismo econômico, a chance maior é a de se criar uma enorme inflação de custos dirigida por cartéis. E, bem, é basicamente um cenário que já aconteceu em vários países.
Se fosse por inflação e desvalorização do câmbio que um país crescesse, o Brasil mesmo deveria ser potência! Basta pensar que até Bretton Woods, o padrão-ouro era a norma e o Brasil não tinha um verdadeiro…

O que dá para fazer com R$ 106 bilhões?

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Ontem, como se não bastassem todas as bombas que o governo Dilma Rousseff pegou neste primeiro ano de segundo mandato (citei algumas delas aqui), veio mais uma dor de cabeça, e esta está mais para uma crise de enxaqueca: o Tribunal de Contas da União (TCU), por unanimidade, aprovou um parecer recomendando ao Congresso a rejeição das contas de 2014 da presidente. Tal reprovação, a primeira desde 1937, se deve a uma distorção de R$ 106 bilhões encontrada na execução orçamentária do governo. Agora, caberá ao Planalto tentar se articular para que, em última instância, não saia o impeachment. Até porque não falta mais a "razão jurídica" para isso.
Mas, enquanto Dilma se vira para evitar que sua cabeça vá a prêmio no ano que vem, temos uma pergunta a vocês, leitores: o que dá para fazer com os R$ 106 bilhões "pedalados" no ano passado? Este artigo terá a finalidade de dar algumas respostas a respeito desta pergunta que é uma das mais intrigantes para a humanidade, que, …

O Foro de São Paulo não existe

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O Foro de São Paulo é uma organização fictícia de uma esquerda oprimida que representa o povão contra uma direita neoliberal-banqueira-fascista-homolesbotransfóbica-conservadora-reacionária-evangélica-intolerante-inquisitorial-medieval-islamofóbica-racista-escravagista-patriarcal que domina o Brasil desde antes de 1500 e contra as potências imperialistas lideradas por homens de ultra-extremíssissima direita como Barack Obama.
O Foro de São Paulo é uma invenção da CIA, é uma ficção da cabeça do Olavo de Carvalho; não existe esse tal de Foro de São Paulo... Isso é coisa de dois ou três malucos, como Reinaldo Azevedo e o velho astrólogo embusteiro... Coisas de malucos como Bolsonaro e Constantino. Órgão que só existe no plano da imaginação da direita retrógrada.

O Brasil (ainda) está salvo do nocaute pelo gongo

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Se a economia brasileira fosse um lutador de MMA, a melhor expressão para as últimas semanas seria o ground n'pound, quando se derruba o adversário e aplica uma sequência de socos e cotoveladas até o juiz parar o combate. E, como escrito tanto por mim como por meu colega Arthur Rizzi neste blog - ver aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui - tal analogia não me parece nem um pouco exagerada.
Mas, como nas lutas, o gongo parece ter soado para o nosso país, encerrando mais um - de vários rounds - da crise político-econômica que nos castiga desde o início deste ano e, por sua vez, evitando um nocaute. Desde a última quinta-feira o dólar fecha em queda e, ontem, a Moddy's, agência de classificação de risco, decidiu não mexer no rating do Brasil no curto prazo, apesar de alertar sobre uma piora caso o ajuste fiscal falhe e sobre a piora na qualidade do crédito devido à deterioração da situação nacional. Considerando a série de notícias catastróficas dos últimos meses, os recentes dias…

Populismo à madrilenha

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Do El País:
"A Prefeitura de Madri deixará de ser auditada pelas agências de qualificação de crédito Standard & Poor’s e Fitch. Em dezembro vence o contrato com essas empresas, e o Governo da capital espanhola não vai renová-los. “São muitas as prefeituras que não mantêm nenhum tipo de relação contratual com agências de rating”, disse nota assinada pelo secretário municipal de Finanças, Carlos Sánchez Mato. A decisão chega após duas tensas reuniões telefônicas com ambas as agências. A Secretaria de Economia tomou a decisão, segundo o secretário, porque a atual administração municipal não pretende se endividar mais.
“O Governo municipal mantém sua firme vontade de economizar em itens que não beneficiam diretamente os cidadãos e concentrar todos os esforços no gasto social e no investimento em equipamentos para os distritos”, disse a nota da Prefeitura da capital. Neste ano, Madri pagou um pouco mais de 107.500 euros (472.900 reais) pelos serviços de qualificação de crédito, pre…

Mais um tiroteio, mais um choradinho desarmamentista

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Certas coisas dão até preguiça de comentar por serem tão previsíveis, mas como por aqui temos que argumentar certas obviedades, vamos lá: ontem, um atirador abriu fogo em uma universidade no estado americano do Oregon, matando 15 pessoas e ferindo outras 20. Após isso, o assassino acabou morto pela polícia. Para variar, depois do caso, Barack Obama, presidente do país, defendeu o controle de armas no país, questionando como alguém "pode argumentar que mais armas trarão mais segurança". E para variar, aqui, onde a discussão sobre o armamento da população ainda é um tabu, notícias como essa são para os desarmamentistas como uma gota de sangue em um lago infestado de piranhas.
Mas, como disse no título, para um tiroteio, um choradinho. E os fatos, mais uma vez, não ajudam muito a narrativa desarmamentista. Cito apenas alguns:

A experiência das seis horas diárias de trabalho na Suécia: muita calma nessa hora

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A notícia percorreu em diversos sites nacionais e internacionais de notícias e, para variar, agradou àquela turminha "deboísta" de sempre: a Suécia, governada pelo primeiro-ministro social-democrata Stefan Lövfen, está testando a implementação de uma jornada de trabalho diária de seis horas, no lugar das tradicionais oito horas (ver aqui), sem redução de salários. A medida começou a ser praticada em um lar de idosos em Gotemburgo, cujos 86 empregados passaram a trabalhar no novo esquema. Segundo a matéria do link, a diretora do lar de idosos disse que a mudança tem sido um êxito, apesar da necessidade de 14 novas contratações, uma vez que o bem-estar, tanto dos idosos como dos cuidadores, aumentou.
O país escandinavo resolve, agora, estender o novo modelo a outras instituições, sobretudo as da área de saúde. Em empresas privadas a ideia não é novidade, uma vez que os centros de produção da Toyota já adotaram o esquema há 13 anos e teve resultados positivos, seja no nível de…

Agora é deca!

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Do Estadão:
"A alta do dólar chegou ao orçamento das famílias ao primeiro minuto de quarta-feira, 30, com o reajuste pela Petrobras do preço da gasolina e do óleo diesel nas refinarias. O repasse para o consumidor foi imediato. Logo pela manhã, os motoristas tiveram de pagar de R$ 0,17 a R$ 0,20 a mais pelo litro da gasolina. O aumento era o empurrão que faltava para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechar acima de 10% este ano e voltar à casa dos dois dígitos pela primeira vez desde dezembro de 2002 (12,53%).
"Com o aumento da gasolina, finalmente podemos dizer que o repasse do dólar começou de fato a ser repassado para a inflação", afirmou o economista da PUC-RJ e membro do Conselho do IBGE, Luiz Roberto Cunha. Para ele, antes não era possível perceber claramente a contaminação da economia pelo câmbio mesmo em produtos com matéria-prima importada, como nos segmentos de limpeza e higiene.